domingo, 11 de janeiro de 2009

Idéias

Eu sei que se tiver tudo isso vai parecer uma casa maluca de desenho animado, mas são idéias de coisas que me agradam. Grande parte veio do decoeuracao.blogspot.com.




























Tudo parece igual, mas está bem diferente

E eu voltei a sentir os sintomas daquilo que na época da faculdade me fazia dizer, segundo a Ana Paula, "tô com frio, tô com sono, tô com fome, vou ler" e chamar um mototaxi de madrugada pra ir pra casa no melhor da festa.
Será que foi a virade de ano? Será que a mudança de data pode influenciar a mudança de planos e de vontades?

Mas uma coisa é certa...

A Favorita me mostrou que eu sou moça de chorar vendo novela. Não pelas histórias de amor ou pelo drama. Mas pela trilha sonora que lembra meus amigos queridos que me ligam no meio da madrugada quando ouvem uma música. Só que é um choro feliz, de saber que tenho gente muito especial por perto.

Quando você acha que está tudo ótimo a tendência é piorar

Eu até tava gostando da novela A Favorita. Comecei a assistir do meio pro final, que acho que foi a melhor parte. Até o momento em que o Gonçalo morreu. Agora tá virando uma palhaçada. O que foi aquela perseguição no meio do mato ontem, com os capangas invadindo a propriedade alheia munidos de cães farejadores e a Donatela, o Shiva e o Zé Bob pulando na cachoeira e acordando no meio do mato?
Mas algo me diz que o pior está por vir. Agora tudo vai se resolver, porque a Donatela descobriu como tudo começou. Lembrou que a raiva que a Flora tem por ela não vem da inveja pelo casamento com o Marcelo, pelo seu talento superior, pelo dinheiro ou pela mansão em que ela vivia. Mas sim por causa daquela bonequinha fofa que ela ganhou de Natal quando era criança, a Maria Balinha. Quero só ver, na segunda-feira, ela indo entregar a Maria Balinha no rancho pra Flora. Aposto que vai ser um momento emocionante! (Mas uma coisa é verdade, a menina que fez a Flora criança tinha mesmo uma cara de má, muito má, que dava medo).

Ah, e o Norton me decepcionou muito! Coisa feia, hein, menino! O que um homem não faz para manter seus hábitos sofisticados, vinhos finos e prostitutas de luxo, né? Mas ele podia confirmar a suspeita de que sempre foi inteligente e leal e guardar uma cópia do DVD para incriminar a Flora (sei lá, ainda tenho a esperança de que ele me surpreenda).
Pelo menos a Catarina não virou lésbica. Ainda... (não! por favor!)
Putz, que papo de restaurante japonês com as amigas... hehehe
Mas é legal, vai...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Música de menininha

Mais uma coisa fofa e cheia de cores...

Ah!

E esse negócio de testemunha da vida tinha a ver com a gente deixar de existir quando não está por perto (Natimorto) e com marcar a vida de outras pessoas. É, uma coisinha meio egocentrica, pra variar...

Sempre foi

Na hora do banho que eu tive as melhores idéias. Só que, em grande parte das vezes, quando eu desligo o chuveiro parece que tudo o que eu tinha pensado escorre junto com a água pelo ralo.
Também tenho algumas boas idéias depois que acordo, enquanto ainda estou com a cabeça no travesseiro. Mas assim que levanto, elas desaparecem como aqueles sonhos que a gente sabe que teve mas não lembra o que foi.
Então, a partir de agora eu resolvi anotar tudo. Meu moleskine está sendo subutilizado mesmo.
Por enquanto sei que pensei em escrever sobre objetivos, sobre opostos que se atraem e sobre como eu era estilosa desde criancinha (hahaha, como eu ando egocentrica). Também tinha pensado em uma coisa que tinha a ver com a gente casar pra poder ter uma testemunha da nossa vida (que eu ouvi num filme esses dias), sobre como o amor é tolerante (Romance) e sobre grandes feitos desprezados.
Só pra não esquecer...

Conselhos de beleza

De uma mulher linda e inteligente

1. Se quer ter lábios atraentes, diga palavras doces
2. Se quer ter olhos belos, procure ver o lado bom dos outros
3. Se quer ter um corpo esguio, divida a sua comida com os famintos
4. Se quer ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar os seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia
5. Se quer ter uma boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinha
6. As pessoas, muito mais do que as coisas, devem ser restauradas, revividas, e resgatadas: jamais descarte alguém

7. Lembre-se de que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, vai encontrá-la no final do seu braço. Ao ficarmos velhos, descobrimos porque temos duas mãos- uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo
8. A verdadeira beleza de uma mulher não está nas roupas que veste, nem no corpo que mostra, ou no seu cabelo. A verdadeira beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside
9. A verdadeira beleza de uma mulher não está na sua expressão facial, mas está reflectida na sua alma, está no carinho que oferece, na paixão que demonstra
10. A verdadeira beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos
Audrey Hepburn

Mas foi muito boa

Como diz no meu mapa astral, eu adoro ter a atenção dos outros e de brilhar (o que é óbvio para uma leonina). E essa semana isso aconteceu muito. Comecei o ano com o ego lá em cima. Tô até achando estranho, muito estranho, o reaparecimento de algumas pessoas completamente inesperadas. E o número de casas decimais já está quase dobrando. Acho que quando a gente tá muito feliz deve emitir uma luz que atrai as pessoas. E olha que eu só saí de casa um dia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Foi mesmo...

estranha essa semana. Vários mortos resolveram se levantar dos túmulos. Mas foram recebidos com água benta. Será que é por causa da virada de ano?

É

Você me faz espiar pelo buraco da fechadura, trincar os dentes, fingir que não vi, não lembrar de comer, criar trilha sonora, não ver em volta, planejar cada detalhe, esquecer o roteiro, olhar pro céu, arrepiar o braço, pensar nos bons costumes, sentir frio na barriga, não ter controle, ficar ansiosa, me segurar pra não, sorrir de lembrança, imaginar como seria...
E isso é bom.

Sei lá porque isso agora...

Capítulo 1 - DESCRIÇÃO GERAL
Você é enérgico, franco, sincero, generoso e independente. Adora ter a atenção dos outros e de brilhar. Sua poderosa vontade confere-lhe capacidade de mando e não admite ser contrariado. Seu orgulho, passionalidade e individualismo criam-lhe atritos.

Capítulo 2 - TEMPERAMENTO E EMOTIVIDADE
Seu temperamento é volátil e explosivo, mas você não costuma guardar rancor. Seu senso de independência não admite a influencia de terceiros e freqüentemente leva-o a agir impulsiva e irrefletidamente. Possui muita iniciativa mas pouca persistência.

Capítulo 3 - MENTE E COMUNICAÇÃO
Sua mente é muito influenciada pelas emoções profundas e seu raciocínio não é lógico, salvo nos assuntos humanitários. Você aprende melhor intuitivamente já que tem percepção psíquica e intuitiva e esta voltado para a vida domestica e familiar.

Capítulo 4 - SENSIBILIDADE E AFETOS
Sua sensibilidade costuma ser ardente, fiel e protetora, mas gosta de atrair as atenções dos outros. Como você é romântico, prefere os namoros excitantes e dramáticos. Gosta de exibir seu namorado ou cônjuge. Depois de casar sabe ser leal e devotado.

Capítulo 5 - ATIVIDADE E CONQUISTA
Sua atividade é tenaz, mas flutua muito de intensidade devido a oscilação de seus estados emocionais. Você gosta muito da segurança proporcionada pelo dinheiro, mas não de ter que competir. Sente-se impelido a proteger as pessoas que gosta.

Capítulo 6 - SENTIMENTO E ÊXITO
Você é muito sociável e dificilmente evita os encontros sociais. Gosta de dar-se bem com as mais variadas pessoas e não tem um critério muito seletivo a respeito de amizades. Consegue trabalhar bem com grandes grupos de pessoas.

Capítulo 7 - ESFORÇOS E LIMITAÇÕES
Você comunica-se bem nas relações formais. Todavia, tende a relacionar-se com os outros segundo uma imagem excessivamente rígida a respeito do modo como esse relacionamento deve ser e resiste as tentativas de altera-lo.

Capítulo 8 - ORIGINALIDADE E INDEPENDÊNCIA
Sua maneira intensa, dinâmica, original e fascinante de abordar pessoas e assuntos e sua grande disposição de experimentar em matéria de sexo, exerce grande poder de atracão sobre as pessoas do sexo oposto. Gosta de investigar tudo o que esta oculto.

Capítulo 9 - IMAGINAÇÃO E PSIQUISMO
Sua natureza psíquica anseia por padrões religiosos e filosóficos mais elevados. Em vista disto, você apoia a revisão das leis em vigor, busca um sentido mais profundo para a vida, interessa-se pelos poderes da mente e gosta de fazer extensas viagens.

Capítulo 10 - TRANSFORMAÇÃO E DESTINO
Você é altamente adaptável, ama a beleza, gosta da vida social e dá grande valor ao relacionamento harmonioso. Tem acentuado senso de justiça e forte instinto social. Contudo, costuma ser inconstante em suas próprias relações sociais.


Os pontos mais relevantes de seu Mapa Astral
- Você tem facilidade de compreender a psicologia dos outros. Aprecia as pessoas de diferentes raças e classes e gosta de experimentar as diferentes maneiras de viver. Você faz as pessoas se sentirem a vontade e elas gostam de lhe escutar.


- Você gosta da literatura, das artes e da beleza, mas suas atitudes frias, distantes, pouco simpáticas, impacientes e irônicas afastam a afeição que os outros possam ter por você. Sua reputação social e profissional pode sofrer vários danos. Procure se dar um pouco mais.


- Não importa quanto chegue a realizar, você nunca está satisfeito. Seu modo irrequieto fazem-no pular de galho em galho. Você também tende muito para o fanatismo político, social e religioso, alem de estar sujeito a muitos gastos inevitáveis. O segredo de vencer esta tendência é fazer um Plano de Disciplina Anual e segui-lo a todo custo.


- Sua grande predisposição para a indisciplina, rebeldia, prepotência e egoísmo criam inúmeros obstáculos em sua vida social, profissional e amorosa. Tende a passar longos períodos sem emprego ou tem que trabalhar arduamente, sem a devida recompensa. É preciso buscar mais os outros para poder se encontrar e não desperdiçar pela vida energia sem proveito.


- Você está muito ligado a finalidade espiritual e ao destino do homem. Nos fundamentos e ensinamentos das religiões, é capaz de encontrar um novo sentido nas tradições. Também prefere a liberdade de expressão e a sociedade democrática e aberta.

Lembra...

Quando a gente era criança e achavam a gente estranha na escola? Só porque a gente gostava de ler e era meio nerd e achava um saco a aula de educação física. Acho que a gente era meio estranha mesmo. E a gente não era popular. Até as roupas que a gente usava eram meio esquisitas e as meninas bonitas e cobiçadas que eram o centro das atenções não passavam bilhete pra gente na hora da aula e a gente não sabia o motivo das risadinhas que elas davam enquanto cochicavam. Mas sempre parecia que era da gente. Acho que se a gente tivesse se conhecido naquela época já seria amiga há muito tempo. Porque parece que faz mesmo.

Don´t you know you fool, you never can win, use your mentality, wake up to reality



But each time I do, just the thought of you
Makes me stop before I begin
cause I've got you under my skin

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Adorei

A nova propaganda da Coca-Cola. Porque é colorida, as pessoas usam roupas divertidas e fala sobre uma alegria que contagia tudo em volta.

E não é que existe mesmo?

Hoje eu acordei muito feliz, escutando tocar uma música que só eu podia ouvir. Mas, como sou realista, sei que momentos assim são únicos. O bom é que, quando são muito intensos, proporcionam uma sensação boa que permanece e se torna inesquecível e sempre presente. Mesmo que não se repita, é o bastante.

É tão bonito, mas dá um pouco de medo olhar as coisas daqui de cima

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Divertido!

A Lista de Bravo! desse mês traz os poptogramas do designer Daniel Motta. O cara usa símbolos gráficos para representar cantores e grupos musicais brasileiros. O livro "Poptogramas Brasilis", da editora Altamira, reúniu 101 deles. Dá pra se divertir tentando descobrir que artistas os desenhos representam.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Faz um favor?

Hoje, não me pergunta nada. Não tenho respostas. Eu só quero ouvir. E sei que você tem ótimas histórias pra contar.

Adoro ironia

E adoro o Antonio Prata. Mais uma vez.

Bar ruim é lindo, bicho!
por Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nossa...

...como eu adoro comer...

sábado, 3 de janeiro de 2009

Coisas bobas que marcam a vida da gente

Eu nunca gostei muuuito de Coldplay. Pra mim é uma daquelas bandas que a gente escuta uma música às vezes, acha legalzinha, mas não se interessa muito em saber o que faz ou o que toca. Mas, depois desse mês longe de tudo, uma música deles passou a fazer meu coração acelerar quando ouço.
Sabe quando você se apaixona por alguém e vocês têm uma música especial, que te faz lembrar da pessoa toda vez que toca e dá uma sensação boa, uma mistura de saudade, com ansiedade, com alegria, com uma pitadinha de melancolia se vocês não estão perto? Então, Viva la vida passou a ser essa música pra mim.
Resolvi escrever isso hoje porque é meu último dia de "férias" aqui. Vou voltar pra Capitarrr. Então é um bom momento pra me declarar. Como já falei, não há muito o que se fazer aqui no interior. A maioria dos meus amigos não moram aqui e os que moram foram viajar, ou então eu perdi o contato mesmo. Então, o que me restava fazer era ler (o que fiz muito), assistir filmes (podia ter feito mais) e... assistir novela. Passei a acompanhar A Favorita. E era entre as brigas, tramas, complôs e dilemas de Flora e Donatela que eu podia ver as cenas que mais me deixavam animada.
Explico: quando vim pra cá há pouco mais de um mês, porque meu pai teve um problema de saúde, estava um pouco desiludida com São Paulo. A cidade é muito feroz, exige muito de quem decide enfrentá-la e acaba fazendo muita gente perder a noção do que é respeito, do que é humanidade, do que é gentileza e de todas essas coisas que fazem a gente tratar as pessoas como iguais a nós e como gostariamos de ser tratados. Um acaba vendo o outro como uma coisa, que pode usar e descartar. O pior é que como a gente vê isso acontecer muito acaba às vezes entrando no jogo, mesmo sem perceber. E eu já estava quase convencida de que isso não era pra mim, de que eu não ia conseguir conviver com isso. Tá, é que o ano de 2008 não foi muito legal pra mim. E eu queria desistir.
Mas aí, assistindo a novela, que se passa em São Paulo, eu via aquelas cenas que são tipo um clipezinho pra fazer transição de lugares ou mostrar o tempo passando (anoitecendo e amanhecendo), que era sempre um panorama da cidade, cheia de prédios, antenas, carros no trânsito e alguns lugares conhecidos, como o centro. E a música que acompanhava era sempre Viva la vida, do Coldplay.
Toda vez que essas cenas apareciam eu lembrava da cidade que eu sempre disse que amava, e me dava um frio na barriga. Pode parecer exagero, mas é verdade. E eu lembrava dos meus amigos e imaginava o que eles estariam fazendo na hora, lembrava das vezes que eu saia sozinha e ficava observando as pessoas, dos carros e ônibus passando cheios de gente desconhecida olhando pela janela, cada um com uma vida diferente mas completamente igual, e de como eu gosto de sentir que estou no lugar onde as coisas estão acontecendo a todo momento, mesmo que eu não saiba o que e nem onde. Coisas boas e ruins que fazem São Paulo ser uma cidade tão apaixonante e tão detestável ao mesmo tempo. Agora eu sei que, mesmo tudo não sendo sempre um mar de rosas, o lado apaixonante é mais forte pra mim. E eu estou muito feliz por poder voltar.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Porque é assim que tem que ser...

É, meu amor... O amor é mesmo uma questão de tempo. Ou melhor, uma questão de momento. De duas pessoas que querem a mesma coisa na mesma hora estarem ao mesmo tempo no mesmo lugar. E se encontrarem...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sei lá...

Tá um calor infernal nessa cidade. Aquele calor parado, quando nem as folhas das árvores balançam. As pessoas sairam pra tomar sorvete. O sol bate do lado de fora do paredão do sobrado de esquina durante a tarde e deixa os quartos da frente quentes, até o início da noite. Na sala é fresco. Tem aqueles retratos antigos de pessoas da família que de noite parecem seguir a gente com o olhar. E tem também uma foto daquelas tiradas em shopping que imitam retrato antigo, com a gente usando roupa de época. Ali da parede, eu, com uns 7 anos, pareço seguir com os olhos as pessoas que descem a escada. Meio triste, não vejo sentido algum naquela situação forjada.

Final de ano é mesmo uma droga!

Todo mundo que a gente gosta vai pra praia e a gente não tem nem com quem conversar...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

E também...

assisti a terceira temporada de Friends (nunca tinha visto nenhum episódio). Queria ser a Monica, mas acho que tô mais pra Phoebe.

É só isso que eu tenho feito mesmo, e daí?

Pó de Parede, Carol Bensimon

"O que havia de chocante nisso não era particularmente a traição em si, embora isso me torturasse também muito, sobretudo à noite, mas o fato de um escritor ser trocado por um médico. Ah, os médicos. Se soubessem como eu odeio os médicos e a utilidade de seu conhecimento, ao mesmo tempo em que desprezam essas coisas menores e sem sentido como um Modigliani ou Por Quem os Sinos Dobram ou Kind of Blue. Um cruzeiro e muitas praias portanto, que é, como todos sabem, o paraíso da estupidez no espaço entediante de areia e mar. E na montanha? Aqui na montanha vêm os egocêntricos olhar o mundo de cima.

Ironicamente, era um sujeito que tinha publicado três livros pela minha editora. E eles venderam mais que os meus, porque qualquer coisa que venha com regras de funcionamento para a felicidade vende como água hoje em dia. São livros de bolso que dizem o que fazer para que as pessoas vivam mais, mesmo que se quixem o tempo todo enquanto estão vivas."

Corpo Presente, João Paulo Cuenca

"Gostaria de escrever algo como 'as grandes cabeças da minha geração', mas essa é toda uma linhagem de chatos queixosos. Encaro seus olhos e só vejo o reflexo do vazio em cada um de nós, entre óculos de aro grosso, orelhas amassadas, sob cabelos pintados de loiro, em diários na rede, programas de auditório e sessões sofisticadas de cinema, é tudo a mesma grande coisa, só a repetição de padrões regurgitados e atitudes velhacas, como se nada mais houvesse ou fosse possível fora dessa nostalgia vazia.

Mas quando deito na cama, me escondo nas cobertas e choro, quem olha por mim? Quem olha por um homem que chora por excesso de opção? Quem desata o nó dentro de quem quer demais? Quem perdoa esse que confunde tudo, frustra planos, mata o que não chega a nascer? Quem alivia quem não merece? Ninguém vai rezar esse terço. Invejo a dignidade de quem chora por tristeza.

A pior coisa que pode acontecer com qualquer estética é ser adotada pela classe média. Mas não é isso que a gente acaba querendo mesmo?
O ápice é antes, logo antes dessa adoção em massa. É ali que eu quero estar. O povão tira o molho de qualquer coisa, meu caro. Note bem que é antes, não nunca.

Ah, acho que a gente só sente vergonha do que não entende. Se você apenas vive e experimenta a vida por aquilo que ela é, não sente vergonha. Não sente. O probleme é que, às vezes, sentir vergonha faz parte do tesão.

Você percebe que a única categoria de infidelidade realmente existente é a autocometida? No limite, eu só devo fidelidade a uma pessoa. Eu preciso ser sincero comigo mesmo - não posso continuar escondendo coisas de mim. Eu não quero continuar mudando de assunto e driblando pensamentos, ninguém precisa disso. Eu não posso continuar me sabotando. E não há quem me obrigue a não ser sincero. Não pode haver.

Toda vez que Alberto senta para escrever, não consegue desenvolver nenhuma idéia, acha tudo coisa passada, já escrita, sente-se como uma criança montando um quebra-cabeça montado e desmontado milhares de vezes. Açberto imagina todos os outros que já estiveram debruçados em sacadas, olhando para o céu, fumando, tomando decisões idiotas, sem perspectiva. Alberto é ingênuo o suficiente para pretender ser original e acreditar nisso. Escreve por orgulho. Além de talento, falta-lhe vergonha na cara - como tem pânico de morrer, acha que o que escreve pode sobreviver a si mesmo."

sábado, 27 de dezembro de 2008

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

You gotta be cool, you gotta be strong

Agora é final de natal e eu acabei de chegar de um encontro com as pesoas que estudaram comigo no colegial. Eu estudei em um colégio técnico. Sou formada em infomática industrial. Foi naquela época que eu comecei a aprender as coisas que me tornariam o que eu sou hoje. Ou talvez começado a descobrir as coisas que eu gostaria de ser e que esteja tentando ser até hoje. Foi nessa época que eu aprendi o que é estar apaixonada por alguém e soube o que é estar com uma pessoa que faz com que o resto do mundo pareça deixar de existir. Foi lá que eu quis estar junto com as pessoas legais que hoje eu descobri que achavam que eu olhava pra elas com olhar de desdém. E eu vi que não tinha a menor vocação pra matemática nem pra física (muito menos pra eletricidade básica).
E hoje eu fiquei muito feliz por reencontrar algumas das pessoas que estavam comigo nessa época. E uma coisa me fez pensar, ao mesmo tempo em que me reconfortou por ajudar a reafirmar certezas que eu já tinha. A certeza de que nunguém tem certezas. Principalmente quando se trata da própria vida e de que caminho tomar. A vida é um jogo no qual a gente sempre aposta no que acha que é o mais certo na hora, mas nunca com a certeza definitiva de que aquiela é a melhor escolha. E, o pior (ou melhor), é que nem sempre como em um jogo de dados, ou de cartas vamos conseguir descobrir se outra opção seria melhor.
Mas precisamos arriscar, de acordo com nossa intuição, e acreditar na sorte, mesmo sem a certeza de que ela está a nosso favor...


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Fazer o que?

Quando nasci, um anjo torto, desses que vivem na sombra disse: Vai, Vivian! Ser gauche na vida!...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A gente tenta, mas não consegue

(do orkut do Albérico)

Mãe é pra essas coisas

Durante um encontro num restaurante:
Mulher: Nossa, quanto tempo! E seus filhos, tudo bem?
Mãe: Ah, tudo bem, essa aqui é a minha filha mais velha.
Mulher: Nossa, é uma moça, já! Lá em casa também tá todo mundo grande. Já tenho dois netinhos até.
Mãe: Eu acho que neto eu não vou ter mesmo, já até desisti.
Mulher: Imagina, ela é nova ainda, uma menina.
Mãe: Menina nada, já tem quase trinta anos nas costas!
Eu: ...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Colecionando citações

Acho que eu estou desvirtuando a idéia desse blog. Nunca achei muito legal expor a vida em lugares públicos e não queria que meu blog fosse do tipo "diário" (hoje eu fui na festa, estou apaixonada mas ele não me quer, na semana que vem acontecerá uma coisa muito importante na minha vida...). O que eu queria mesmo era falar sobre idéias e não sobre acontecimentos.
Só que, por enquanto, ando meio preguiçosa e sem idéias para colocar aqui. Por isso, assim como fiz dois posts atrás, vou roubar os pensamentos de outra pessoa.
Na verdade, já coloquei outras coisas desse cara aqui. Eu já tinha lido alguns textos dele, mas na semana passada assisti pela primeira vez um de seus filmes e gostei muito. Gostei e fiquei ainda mais fã dele. Porque um dos principais motivos (talvez o único) para eu gostar de alguém é a paixão. É perceber que a pessoa vive com paixão e faz algo pelo que é apaixonada. E com esse filme dá pra perceber que ele é assim.
O filme fala sobre o amor e mostra como esse sentimento não é nada simples e nada fácil de entender e de sentir, nem mesmo por quem sente. Ah, e que, como disse uma vez a minha amiga Rafa, o amor é uma questão de timing.
Tá, vou parar de enrolar. O filme é o Separações (
2002), do Domingos de Oliveira. Ele mesmo interpreta um diretor de teatro, casado com uma atriz vinte anos mais nova (a arte imita a vida, e vice-versa). Na história, ele propões à mulher que dêem um tempo no casamento e ela acaba aceitando. O que ele não esperava é que ela fosse se apaixonar por outro homem. Depois vem o sofrimento, a dúvida, o fundo do poço, a negação, a negociação, a revolta, a aceitação...
Aí vão algumas coisinhas que tirei do filme:

:: O amor é o efeito colateral do sexo.
:: Amar é querer o bem do outro. Mas e quando o bem do outro é o seu mal? (Depois ele muda de idéia e diz que o amor é uma selvageria)
:: O homem (no sentido de ser humano, o que inclui a mulher) só é fiel patologicamente.
:: a paixão é a única moeda cósmica que temos à nossa disposição .
:: É melhor se arrepender de ter feito do que de não ter feito.
:: O homem tem que terminar tudo aquilo que ele começa.
:: A verdadeira liberdade de um homem não é seguir os seus impulsos, é seguir as suas escolhas.

Também tem as poesias lindas que ele escreve para a Glorinha no filme, as perguntas que ele escreve pra fazer pra ela e o texto do final, sobre o homem lúcido. Vale a pena assistir. Tem nas locadoras, até aqui na roça eu achei.

E agora no final do ano estréia o novo dele nos cinemas, Juventude, que eu estou louca pra assistir.

Aqui um trechinho do Separações:




E o trailer do Juventude:


Nada como um novo ano para tentar recomeçar

E ele ficou pensando que o final do ano havia chegado em boa hora. Nada como um tempo afastado de tudo para tentar reorganizar e fortalecer as coisas em casa. Afinal, aquilo tudo que parecia estar acontecendo não devia passar de uma besteira.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Coisas que aprendi em um livro

Que entre as mulheres, a cumplicidade é uma maneira de exercer o espírito competitivo.
Que, em relação ao tipo de mulher que se alimenta da própria sedução, machos com algum discernimento e amor-próprio colhem os favores possíveis e depois pulam fora.
Que a curiosidade é o primeiro passo para o desejo.
Que o ciúme, ao contrário do que sugerem os folhetins, não é indício de afeição.
Que não há maior ingenuidade, e pretensão, do que achar que possuímos alguém.
Que o encanto, e a maldição, das histórias é não se poder aferir se são reais ou não.
Que apaixonar-se é, antes de tudo, uma arte da imaginação.
Que os sedutores, em geral, são homens lidos.
Que amar é gostar da mesma música.
Que a coisa mais sublime que uma mulher pode fazer por um homem é participar, como cúmplice, de suas mentiras.

O livro é O burlador de Sevilha, do João Gabriel de Lima.

Ah, é!

E por que eu, uma leonina tão auto-confiante, estou deixando você fazer isso comigo?
E por que me sinto uma boba quando a gente conversa e depois fico com vergonha por ter falado tanta bobagem?
E por que eu não vou me meter com alguém do meu tamanho, em vez de procurar encrenca com quem é maior e mais forte?

Relacionamentos mal resolvidos

Por que a gente sempre gosta do que é mais difícil?
Por que a gente sempre prefere o que é proibido?
Por que a gente sempre quer o que é impossível?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Chupinhado do antigo blog do meu irmão inteligente

valendo um doce
(tirado de uma criança)

.por que crianças que falam demais aprendem piadas?

.por que crianças falam demais?

.por que crianças falam?

.por que crianças?

E tudo continua igual...

Mas muita coisa mudou.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sorte de hoje

A mudança é a lei da vida.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Engraçado

Fico pensando que passei muito tempo da minha vida nos lugares errados e com as pessoas erradas. Sabe quando você está rodeada de gente que não fala a sua lingua? E que por mais que você explique, não fazem a mínima idéia do que você está falando e nem o manor esforço pra tentar entender? E aí chega uma hora que você começa a se achar estranho, errado, com algum problema.
Mas agora eu ando rindo de tudo isso. É muito engraçado como a gente pode encontrar gente tão parecida com a gente, apesar de tão diferente ao mesmo tempo. Gente que em alguns meses de convivência parece que é amigo de infância, que te conhece desde sempre. Essa gente pode nunca ter contado como chegou até aqui, mas nem precisa, porque você sabe que grande parte do caminho foi o mesmo que você fez. E, por isso vocês se entendem tanto, e tão bem.

Médicos

"Acho altamente duvidosa a medicina preventiva. Acho que ela pode muitas vezes acelerar as doenças. Impedir que o corpo faça o serviço de torná-las crônicas ou curá-las. No nível do CTI, por exemplo, a coisa se torna filosófica. É a luta contra a morte sem escrúpulos. Retalham homens, colocam-nos dependentes de máquinas, etc, sem duvidarem se aquilo está certo, é o “procedimento”. Como se a vida valesse à pena de qualquer modo. A vida somente vale à pena em certas circunstâncias. Em Shakespeare, uma personagem morre pela honra, pelo amor, pela pátria, pela dignidade, etc. Há muitas coisas pelas quais vale à pena morrer. O dogma de colocar a vida no ponto mais alto da escala de valores humanos é altamente dubitável."
Domingos de Oliveira, no Blog Bravo!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Primeiras resoluções para 2009

:: dividir melhor meu tempo
:: não deixar que coisas ruins me abalem tanto
:: fazer um curso de gastronomia
:: aprender francês ou espanhol
:: voltar a fazer aulas de dança e sair mais pra dançar
:: cozinhar mais para os amigos
:: ler tanto quanto tenho lido, ou mais
:: ver mais filmes, principalmente os clássicos que ainda não assisti
:: manter os amigos que fiz neste ano
:: viajar mais, nem que seja só no final de semana
:: ir à Flip e ao festival de blues em Rio das Ostras
:: ir a mais shows
:: descobrir uma história que se torne uma obsessão
:: manter os quilos que ganhei no final do ano
:: ir mais ao parque Villa Lobos para andar de bicicleta
:: tomar café da manhã na padaria mais vezes aos domingos
:: ir a mais exposições de arte
:: ir mais vezes assistir concertos na Sala São Paulo, que é linda
:: assistir um espetáculo de dança e uma ópera, que eu nunca vi
:: ter foco
:: falar o que eu sinto, mesmo quando não for bom
:: pedir ajuda
:: não deixar para depois o que posso fazer na hora
:: aprender a fazer diálogos
:: variar
:: fazer um filme, nem que seja com o celular
:: conhecer (ou descobrir) o homem da minha vida (hahaha)
:: guardar dinheiro
:: morar em um lugar mais perto da civilização

:: me dedicar mais às pessoas que realmente gostam de mim
:: tirar mais fotos
:: ser menos birrenta
:: me valorizar mais, porque eu sou foda, mas não enxergo isso
:: ah, e ter paciência se tiver que fazer o que não gosto pra ter dinheiro pra fazer tudo o que gosto

Don´t you know you fool, you never can win


MixwitMixwit make a mixtapeMixwit mixtapes

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Porque é bonito, estranho, fofo e gostoso

Como a gente é boba

A gente sofre com cada besteira!
E o pior é que a gente sabe que é besteira e sofre mesmo assim...

Ai ai...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Um pouquinho de moda

Anualmente leio por aí novas-velhas versões da famosa lista de itens clássicos de um guarda-roupa. Camisa branca, vestido preto, aquela ladainha... Chegou a hora de exigir novas inclusões. A principal delas: uma camiseta de banda.

A "camiseta de banda" (termo que inclui cantoras, cantores, trios, instrumentistas, bondes, duplas etc) é um clássico incontestável. Sobrevive há décadas, em meio a tendências furadas e pirotecnias de temporada. A minha primeira eu ganhei de uma tia, aos 7 anos. Era da Madonna: uma foto PB da época de "Into the Groove", uma moldura de oncinha e rabiscos, em rosa e amarelo, bem 80. Usei até desbotar.

Depois vieram muitas: New Kids on the Block (hahaha, é verdade!), Sonic Youth, Cash, Guns, Manic Street Preachers, Jesus & Mary Chain, CSS, Bowie, bom, pencas. Algumas eu usei por cinco, seis anos. Agora estou querendo fazer uma da Dolly Parton e outra da (be-lís-si-ma) Grace Slick (do Jefferson Airplane).

Outro dia vi uma ótima, do Beethoven! A música clássica representa todo um filão ainda não explorado pela camiseta de banda. Assim como boa parte dos sambistas velha-guarda, das duplas sertanejas antigas, das cantoras "tipo noite", dos grupos de pagode... Já pensaram uma camiseta Cascatinha & Inhana? Eles foram nossos Johnny Cash e June Carter, gente (Cascatinha era filho de carroceiro, virou baterista de circo; ela o conheceu quando o circo passou por Araras, largou o noivo e fugiu com ele, tá?)!

Tem gente que compra camiseta de banda a partir do hype do momento. Enfim, fazer o quê, depois passa. O importante é que a maioria usa como se fosse assim uma camisa de time, sabe, com aquele fervor todo no coração. Às vezes a camiseta vira assunto, cria amizades, inimizades, inicia romances, junta novas bandas, ajuda a escrever histórias (ou a resgatá-las).

Além disso, pode ser feita com silk, numa das famosas lojas de estamparia da Galeria do Rock, com canetinha, tinta de tecido, fita adesiva etc A camiseta de banda, nesse sentido, é bem punk, sem grife, sem logo. Vale mais a força da canção.

Para a infelicidade de muitos, a camiseta de banda ainda é tida como coisa de criança, de adolescente. Bobagem. A MÚSICA é coisa grande. Ela desafia o tempo.


















Minhas camisetas de banda. A do Velvet, que é a banda que eu mais gosto, comprei no Mercado Mundo Mix e a do Arcade Fire, que eu conheço só algumas músicas, mas achei a estampa linda, comprei no site Reverbcity, que faz camisetas exclusivas de bandinhas "hype". Também comprei lá uma do I´m from Barcelona verde e linda, inspirada na música I have built a tree house, que tem uma casa na árvore, crianças e vários discos de vinil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cabeça vazia é oficina do diabo

Existem dois tipos de pessoas: as caçadoras e as pescadoras.
As caçadoras escolhem uma vitma, uma presa, e a perseguem obstinadamente até abatê-la.
As pescadoras jogam a linha com o anzol e puxam o que vier na primeira fisgada. Isso quando não preferem jogar a rede...

A Roosevelt e o X

Na Época.

Cubo Mágico

Sempre que visito o blog do Lucas encontro alguma coisa inspiradora.
Hoje, li uma frase dele que tem a ver com o que eu disse sobre agradecer por estar viva, em um dos posts anteriores:
"Pensando nisso, dá pra dizer que minha semana foi cheia de momentos inéditos por natureza. Logo, cheia de vida."

Menina!

Vê se pára de brincar com coisas sérias!

Mas eu não tô brincando!

Sem resolução

- Ah, então casa comigo...
- Acho que teria ciúmes, porque você é muito carismática.

Alternativas:
a - Sou, né?
b - Mas quando eu amo, eu amo de verdade.
c - Mas por você eu ficaria antipática.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ya no sé que hacer conmigo

Essa também é legal. Gostei da letra e do clipe. O site da banda uruguaia, que já existe há 21 anos, também é bacana.



Ya tuve que ir obligado a misa, ya toqué en el piano "Para Elisa"
ya aprendí a falsear mi sonrisa, ya caminé por la cornisa

ya cambié de lugar mi cama, ya hice comedia, ya hice drama
fui concreto y me fui por las ramas, ya me hice el bueno y tuve mala fama

ya fui ético y fui errático, ya fui escéptico y fui fanático
ya fui abúlico y fui metódico, ya fui púdico fui caótico

ya leí Arthur Conan Doyle, ya me pasé de nafta a gasoil
ya leí a Breton y a Molière, ya dormí en colchón y en sommier

ya me cambié el pelo de color, ya estuve en contra y estuve a favor
lo que me daba placer ahora me da dolor, ya estuve al otro lado del mostrador

y oigo una voz que dice sin razón,
vos siempre cambiando ya no cambias más
y yo estoy cada vez más igual,
ya no sé que hacer conmigo

ya me ahogué en un vaso de agua, ya planté café en Nicaragua
ya me fui a probar suerte a USA, ya jugué a la ruleta rusa

ya creí en los marcianos, ya fui ovo-lacto vegetariano, sano
fui quieto y fui gitano, ya estuve tranqui y estuve hasta las manos

hice un curso de mitología pero de mí los dioses se reían
orfebrería la salvé raspando, y ritmología aquí la estoy aplicando

ya probé, ya fumé, ya tomé, ya dejé, ya firmé, ya viajé, ya pegué,
ya sufrí, ya eludí, ya huí, ya asumí, ya me fui, ya volví, ya fingí, ya mentí

y entre tantas falsedades, muchas de mis mentiras ya son verdades
hice facil las adversidades, y me compliqué en las nimiedades

y oigo una voz que dice con razón
vos siempre cambiando ya no cambias más
y yo estoy cada vez más igual
ya no sé que hacer conmigo

ya me hice un lifting, me puse un piercing, fui a ver al Dream Team y no hubo feeling
me tatué al Ché en una nalga, arriba de mami para que no se salga

ya me reí y me importó un bledo, de cosas y gente que ahora me dan miedo
ayuné por causas al pedo, ya me empaché con pollo al spiedo

ya fui al psicólogo, fui al teólogo, fui al astrólogo, fui al enólogo
ya fui alcohólico y fui lambeta, ya fui anónimo y ya hice dieta

ya lancé piedras y escupitajos, al lugar donde ahora trabajo
y mi legajo cuenta a destajo, que me porté bien y que armé relajo

y oigo una voz que dice sin razón
vos siempre cambiando ya no cambias más
y yo estoy cada vez más igual
ya no sé que hacer conmigo

Descobri...

... essa música no Orkut da minha amiga Jackie, que é uma artista plástica colombiana de muito bom gosto. Achei a letra engraçada e amúsica divertida e resolvi colocar aqui.

Así soy yo
El cuarteto de Nos
No tengo penas ni tengo amores
Y así no sufro de sinsabores
Con todo el mundo estoy a mano
Como no juego, ni pierdo ni gano

No tengo mucho ni tengo poco
Como no opino no me equivoco
Y como metas yo no me trazo
Nunca supe lo que es un fracaso

Alegría y tristeza es lo mismo para mí
Que no me interesa sentir
Porque en el ángulo de la vida
Yo he decidido ser la bisectriz

Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo

No me involucro en la pareja
Y así no sufro cuando me dejan
A nadie quise jamás en serio
Y entonces nunca lloro en los entierros

No pasa nada si no me muevo
Por eso todo me chupa un huevo
Y no me mata la indecisión
Si "should I stay, o should I go"

Ojos que no ven corazón que no siente
Dijo un ciego cornudo una vez
Y no soy como Hamlet Perez
No me importa nada si ser o no ser

Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo

Dirán algunos, "Ay! que insensible" (Ay! que insensible)
Otros dirán "Que vacío y simple" (Vamo' Roberto)
Y esas palabras las lleva el viento
Como no escucho, no me caliento

No estoy arriba ni abajo
Ya ni mejoro ni voy a empeorar
Y como nunca empiezo nada
No me pone ansioso poder terminar

Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo
Ohhh, así soy yo
(Así) Ohhh, así soy yo


Adoro esse disco



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Diferança

Lá, as pessoas ficam acordadas conversando até às 7h da manhã. Aqui, as pessoas acordam às 7h da manhã e ligam para as outras para conversarem. Em pleno domingo! E isso não é nenhum absurdo...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Encontros BRAVO! Fnac


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Terça-feira que vem, dia 9, tem mais um Encontro BRAVO! Fnac, na Fnac Pinheiros, às 20h. Dessa vez, o debate vai ser sobre cultura pop e contará com a participação da jornalista Sarah Oliveira, que era VJ da MTV.

Fnac Pinheiros
Av. Pedroso de Moraes, 858
São Paulo - SP - Pinheiros
Tel. (11) 3579-2000
Dia 9 de dezembro, às 20h

Leia a matéria da Bravo! aqui.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Quero escrever

Mas não acho nada que valha a pena.
Não tenho saído, nem tomado cerveja, nem conheci ninguém novo, nem estou apaixonada, nem tenho ido ao cinema, muito menos ao teatro.
Tenho lido, testado receitas novas na cozinha, hoje fui ao dentista e comecei a fazer terapia. Ah, e finalmente a Bravo! desse mês chegou aqui na roça e eu achei a capa linda! Mas ainda não li.
Sinto saudades do Daniel, do Albérico, da Priscila, da Renata, do Gui, da Dri, da Rafa, da outra Dri me chamando de Mary, do Paulo falando suas idéias mirabolantes que eu não entendo, de ver a Fabi chegando tarde da noite e dar um abraço nela, de ver o Mário encostado no balcão do Parlapatões, de encontrar o Jordão e reclamar que ele nunca fala comigo, da Marcinha, do Vlad me proibindo de sair do bar com a garrafa e me aconselhando a ter juízo, de ir ao teatro, de comer milho verde e tomar cerveja. E de conversar com o João e combinar um Filial, mesmo a gente nunca indo (mas só de saber que é ali do lado...).
Não sei quando volto pra São Paulo, mas se alguém quiser vir me visitar, vai ser um prazer.

O que eu tenho feito?

Biscoitos!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Fernando Pessoa

Ah quanta melancolia!
Quanta, quanta solidão!
Aquela alma, que vazia,
Que sinto inútil e fria
Dentro do meu coração!

Que angústia desesperada!
Que mágoa que sabe a fim!
Se a nau foi abandonada,
E o cego caiu na estrada -
Deixai-os, que é tudo assim.

Sem sossego, sem sossego,
Nenhum momento de meu
Onde for que a alma emprego -
Na estrada morreu o cego
A nau desapareceu.

É simples

Eu gosto de coisas que se combinam harmoniosamente de forma a proporcionar experiências de prazer extremo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

De um livro aí...

As regras da natureza

"Se, em nosso espírito, atribuímos a essa época um caráter de arbítrio e violência grosseira, o motivo reside apenas no fato de que tradições, memórias, romances e novelas transmitiram somente casos típicos de violência e brutalidade.


Por que então milhões de homens se mataram reciprocamente, quando cada um sabe, desde que o mundo é mundo, que isso é proceder mal, moral e fisicamente? Porque a coisa era tão inevitável que, praticando-a, eles obedeciam a esta lei elementar, zoológica, que faz as abelhas entremataram-se no outono, e os animais machos exterminarem-se mutuamente. Não há outra resposta a tão espantosa pergunta."

As regras da sociedade

"O principe Vassili sempre falava com indolência, como um ator que recita um papel de uma velha peça teatral. Ana Pavlovna Scherer, apesar de seus quarenta anos, era, ao contrário, cheia de vida e entusiasmo. Este entusiasmo tornara-se para ela uma função social e mesmo quando se sentia abatida, era obrigada a se mostrar entusiasta para não decepcionar os amigos.

Cada convidado cumpria o ritual de saudar esta tia que ninguém conhecia, que não interessava a ninguém e da qual não esperavam nada. Ana Pavlovna ficava assistindo às saudações com uma atenção melancólica e solene, aprovando silenciosamente. A tia perguntava a todos pela saúde, falava de sua própria e da de sua majestade, a imperatriz, que, graças a Deus, hoje estava melhor. Todos os que dela se aproximavam por polidez, afastavam-se com o sentimento de alívio que se sente após haver cumprido um dever enfadonho para não mais lembrá-la o resto da noite."

As regras do indivíduo

"Quando Pierre deixou seu amigo, já passava d euma hora. Era uma dessas noites brancas de junho, uma típica noite de São Petersburgo. Pierre tomou um fiacre com a intenção de recolher-se. Mais quanto mais se aproximava de casa, mais sentia que seria impossível dormir numna noite assim, que lembrava mais o crepúsculo ou a madrugada. Seu olhar perdia-se nas ruas desertas. Continuando seu caminho lembrou-se que o habitual grupo de jogadores deveria estar reunido na casa de Anatólio Kuraguin, depois haveria uma bebedeira que terminaria por sua diversão favorita. "Seria muito agradável ir até lá, pensou. Mas logo lembrou-se da palavra de honra que empenhara ao príncipe Andriei. No mesmo momento, como acontece com as pessoas chamadas 'sem força de vontade', sentiu um forte desejo de, pela última vez, saborear esta vida desregrada e decidiu-se a ir. Considerou, imediatamente, que a palavra dada ao príncipe Andriei nada significava, pois antes já a dera a Kuraguin. 'Afinal', pensou, 'todas estas palavras de honra não passam de convenções, desprovidas de sentido, principalmente quando a gente pensa que pode morrer amanhã ou acontecer-nos uma desgraça, e então não haverá mais honra nem desonra'. Eram-lhe frequentes tais raciocínios que destruíam todas as suas decisões e projetos. Rumou para a casa de Kuraguin."

Guerra e Paz

E a gente ainda acha que é livre...

Sabe aquele negócio...

...que o Marcelo Montenegro escreveu e fala que algumas pessoas se encontram e é como se se conhecessem desde sempre? Isso! Melodrama Blues.

Eu tive a felicidade de encontrar alguns amigos assim recentemente. Uma delas volta na semana que vem, depois de uma temporada fora do Brasil. Sabe o que é chorar sozinha na rua de saudade de uma pessoa e não conseguir ir mais ao lugar que vocês costumavam frequentar porque ela não estava lá? Ela fala a minha lingua e acho que foi a primeira pessoa que entandeu o que eu queria dizer. E teve paciência mesmo quando não concordava. Hoje tenho certeza de que algumas pessoas podem passar tempos longe, mas a amizade e o amor não se abalam.

Outras pessoas assim não estão tão longe, mas têm me mostrado o que é ser amigo de verdade e se preocupar com o outro. E eu não sei mais como poderia viver sem eles. Queria agradecer a vocês. Muito!

Como falei do texto do Marcelo Montenegro, aí vai ele, com uma música emocionante do Brum ao fundo.