sábado, 31 de janeiro de 2009

E uma do Tim Burton

Voodoo Girl

Her skin is white cloth,
And she's all sewn apart
And she has many colored pins
Sticking out of her heart.

She has a beautiful set
Of hypno-disk eyes,
The ones that she uses
To hypnotize guys.



She has many different zombies
Who are deeply in her trance.
She even has a zombie
Who was originally from France.

But she knows she has curse on her
A curse she cannot win.
For if someone gets
Too close to her,

The pins stick farther in.


Do livro O triste Fim do Pequeno Menino Ostra

Precisei fazer isso

Peguei esse post do blog do meu apaixonante amigo Cacalo. Como ele escreveu lá, não está aberto a comentários, por isso não vou comentar, só copiar. Espero que ele não fique bravo, mas não resisiti.

"Vocês cometeram o maior dos crimes contra si mesmos,

COMETERAM CRIMES CONTRA O AMOR, NO SÉCULO 21,

ISSO EU NÃO SEI SE TEM PERDÃO, NÃO TEM DESCULPA,

SÓ CULPA, ESSA COISA ANTIGA, TUDO EM NOME DE UM

FALSO PUDOR, NEM DÁ PARA CHAMAR DE AMOR ÀS REGRAS,

QUE REGRAS, AMOR À FALSIDADE DE SER, LOUCURAS, PATERNAS,

MATERNAS, POR FAVOR, SE DÊEM O DIREITO DE SER FELIZ OU PELO

MENOS TENTEM DESCOBRIR O QUE É O AMOR, SÓ DOU UMA PISTA:

É TÃO SIMPLES...AH, MAS SE FOR VERDADEIRO, DESDE QUE SE AME

PRIMEIRO, ASSIM, AMAREIS EM VERDADE O OUTRO, TÃO SIMPLES

COMO WERTHER, QUE POR GOETHE SABIA QUE "SÓ O AMOR FAZ

OS HOMENS VERDADEIROS"!!!"

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Juro

Que comecei a escrever dois posts. O primeiro fala sobre como eu adoro criancinhas que andam fantasiadas e o outro fala sobre a prisão que nosso corpo é para a nossa mente. E sobre Benjamin Button e Juventude. Mas tô muito cansada. Vou dormir, depois eu termino. Boa noite.

E, sabe?

Eu tô ficando preocupada comigo mesma. Com essa estabilidade. Esse olhar em linha reta. Essa paciência. Tá tudo tão diferente. Não que não seja bom. Mas acho que as mudanças sempre assustam no começo.

Duas, porque eu ando muito romântica



Então...

Agora eu posso dizer que sou quase completamente feliz. Tem sorvete de creme e bolo em casa. Só faltou a calda de chocolate.

Ninguém merece...

Sair de casa linda de manhã, com um figurino a la Audrey Hepburn, e chegar a noite toda molhada, depois de ficar mais de uma hora presa na Barra Funda alagada. Pelo menos meu cabelo ficou igual ao da Audrey Tatou no filme Pas sur la Bouche...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

É assim que acontece...

Saio do cinema e entro numa livraria. Vou olhar as revistas e, enquanto folheio, imagino que a qualquer momento você pode chegar por trás e me dar um beijo na nuca. E penso o quanto isso me faria feliz. Mas acho que logo você vai perceber que não é nada do que parece e vai se cansar de mim. É, hoje eu estou insegura.

domingo, 25 de janeiro de 2009

É que...

Já que eu tô aqui, a única coisa que me resta é ser feliz...

Pop










Vale a pena, pra ver que a fotografia pode dizer muito mais do que o que está aparente na imagem.

'Chop off their heads' - exposição de retratos do fotógrafo Rankin

Onde: MuBE - Museu Brasileiro da Escultura (Av. Europa, 218, São Paulo, tel. 11 3081-8611)

Quando: de 22 de janeiro a 5 de fevereiro, de segunda a domingo, das 10h às 19h

Quanto: entrada franca

Do Orkut

Beleza sem virtude é como uma rosa sem fragrância.

Para lembrar



Essa é a cena mais bonita que eu já vi no cinema. Adoro o filme Beleza Americana, foi um dos primeiros filmes inesquecíveis da minha vida. Hoje, assistindo a essa cena de novo, me emociono e acho que é provavelmente uma das coisas que mais influenciou o jeito como eu penso e sou hoje. Incrível pensar que uma cena de menos que cinco minutos de um filme pode ajudar a definir a direção de uma vida toda.

Ps: A dublagem é horrível, mas como não achei com legenda, preferi colocar assim do que em inglês.

Imersão

Lembro que quando eu estava na primeira assessoria de imprensa em que trabalhei, era viciada no meu trabalho. Eu atendia, entre outras, a conta de uma fábrica de brinquedos, e adorava. O ambiente de trabalho no escritório era muito bom, descontraído, alegre, livre. Lá, fiz amizades que duram até hoje. Eu amava meu trabalho e isso era altamente estimulante. Conseguia ter idéias criativas, vivia aquilo não só no horário de expediente, mas a cada minuto do meu dia. Gostava tanto que não conseguia me desligar e isso chegou a criar desavenças com meu namorado na época. Lembro que em uma viagem de férias, 15 dias longe de São Paulo, não conseguia desgrudar do celular e torcia pra que ele tocasse com notícias do escritório. Ele percebeu e me disse, meio de saco cheio: "Vai, liga logo". Eu fiz cara de criança contente quando ganha um doce e telefonei. Nenhuma notícia demais, mas fiquei satisfeita.
Uma vez, em uma das conversas cabeça com o Daniel, que é biólogo, perguntei pra que o homem tinha sido feito. Ele disse que fomos feitos para a contemplação. Eu acho que é isso mesmo, a gente nasce pra testemunhar a beleza do mundo e tirar o maior prazer possível da vida. Só que desde que o mundo é mundo foi implementada a regra de que o homem precisa trabalhar para sobreviver, o que rouba o tempo que teríamos para admirar o mundo. O problema é que, em geral, o trabalho é visto como sofrimento, como castigo. E quem é obrigado a fazer algo que não quer, não faz bem feito. O melhor é unir o útil ao agradável, e fazer o que dá prazer. O que nos dá prazer é o que a gente faz bem, porque faz com facilidade e leveza, sem sacrifício algum. O filme O Curioso Caso de Benjamin Button fala um pouco disso, que toda pessoa tem que descobrir o seu talento e aproveitá-lo, para que possa olhar com orgulho a própria vida.
Segundo meu guru, Domingos de Oliveira, o homem que consegue fazer o que ama e ganhar dinheiro com isso tem que ter as mãos beijadas. E acho que esse homem, que faz o que ama, não vê o trabalho como trabalho, mas como a própria vida. Por isso, se diverte no trabalho e trabalha nas horas vagas, mesmo sem perceber. Nada forçado, tudo espontâneo. O fotógrafo britânico Rankin, que está com a exposição de retratos
Chop off their heads, no MuBE, diz no texto de apresentação da exposição que ama fotografia e ama mulheres (ele já fotografou as mais lindas e famosas), por isso não encara o trabalho como trabalho, e sim um grande hobby que dá dinheiro. Da paixão pelo que faz é que vem o olhar sensível e crítico e a criatividade, que tornam seu trabalho especial.
Pessoas assim não pensam em aposentadoria, porque nunca vão conseguir deixar de fazer o que gostam.
Acho que quem descobre seu talento e o transforma em trabalho torna a vida (sua e dos outros) melhor, mais fácil e mais bonita. Mas, às vezes, não é tão fácil enxergar nosso talento, mesmo quando está debaixo do nosso nariz. E, pior ainda, às vezes, mais difícil que enxergar é assumir.
Porque é difícil assumir, como diz Rankin, um hobby como um trabalho. É que hobby é fácil, divertido, e trabalho é duro e suado. A gente costuma desvalorizar o que faz bem e com facilidade, por não ver que o que é fácil pra gente pode ser difícil pro outro. E pode ser fazer conta, pescar, pintar, construir casa, desenhar móveis, costurar, contar histórias, fazer programas de computador, cuidar de bicho ou estimular pessoas. São coisas que, nas horas de dificuldade, ao invés de dar vontade de abandonar tudo, nos estimulam ainda mais. O importante é que no produto venha embutido aquela sensação boa que você teve ao fazer e que vai ser percebida por quem olhar o trabalho no final.
O que eu quero dizer é que muita gente já me falou que é preciso fazer coisas que a gente não gosta ou não concorda pra ter dinheiro pra fazer o que gosta. Mas isso vai diretamente contra ao meu jeito de ver a vida. Porque eu acho que a gente não vive só depois das 18h da tarde ou só no final de semana ou só no mês de férias, ou só depois da aposentadoria. A vida acontece todos os dias e se a gente não tem o mínimo de prazer na rotina, acaba se tornando uma pessoa frustrada, estressada, desiludida, que vai chegar no dia da morte e pensar: O que eu fiz?

sábado, 24 de janeiro de 2009

Eu amo meus amigos

E quando os apresento e digo que são os melhores no que fazem, que são geniais e que são os que mais entendem de algum assunto, é porque realmente penso aquilo. Porque eu gosto de estar perto de pessoas que admiro. Se não os achasse muito fodões, não seriam meus amigos. Sou exigente! :)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O pior

É depois ter que sair de casa a essa hora e não saber se vai fazer frio ou calor na hora de escolher a roupa.

Alguém me faz um chá?

Tenho sido acometida por uma certa insônia ultimamente, que faz milhares de idéias borbulharem na minha cabeça e não me deixa desligar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Complexo

Uma das coisas de que eu mais gosto é discutir idéias. Principalmente quando na discussão os pontos de vista se colocam à prova reciprocamente. Concordar sempre é fácil, o divertido é tentar convencer, sem usar a força física, alguém a questionar o próprio modo de pensar a ponto de cogitar mudar de opinião. Acho que por isso tenho tendência a gostar de espetáculos de teatro no estilo de A Coleira de Bóris, texto de Sérgio Roveri, e O Arquiteto e o Imperador da Assíria, texto de Fernando Arrabal. Em ambas as peças, somente dois personagens com posicionamentos diferentes à respeito de algum assunto - a liberdade no primeiro, o conhecimento/ignorância - no segundo, discutem entre si. Os dois diálogos são maravilhosos. Deixam idéias em aberto para que o público tenha sua própria interpretação, mas não deixam de ser consistentes, de apresentarem um conteúdo. Estão na minha lista Top 5, até hoje.
Uma vez, conversei com o Antunes Filho e ele me disse que, para ele, diálogos e poesias são as coisas mais difíceis de se escrever com qualidade - e eu concordo plenamente, não por ser ele quem disse, mas porque eu mesma tenho uma dificuldade enorme com isso. Segundo ele, pouquíssimas pessoas têm esse dom (entre elas, senão o único na poesia, Fernando Pessoa), e as que têm devem ser aclamadas.
Acho que é porque um bom diálogo apresenta o embate entre pontos de vista diferentes e ambos precisam ser bem embasados, precisam ter força. Qualquer pessoa, mesmo um dramaturgo, um jornalista, um escritor, geralmente tem um conjunto próprio e fechado de idéias, e é difícil deixar as convicções pessoais de lado, adotar a imparcialidade e construir argumentos para justificar algo que não é o que a gente pensa. Além disso, um bom diálogo, na minha opinião, é o que fala não só com as palavras, mas por meio das entrelinhas. E ter a sutileza e a sensibilidade de transmitir idéias que não foram ditas é uma proeza para poucos.
Hoje, quarta-feira, estréia no Espaço dos Satyros II, na Praça Roosevelt, um outro espetáculo que conseguiu me chamar a atenção pelos diálogos: Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade. Com texto e direção de Ruy Filho, apresenta um tordurador e um garoto que, submetido a todo tipo de violência física e psicológica, consegue subverter seu agressor usando apenas as palavras. Mais do que a aura tensa, criada com chutes, cadeiras de rodas, balões de oxigênio, referências a delírios, cenário obscuro e efeitos sonoros, o que faz a platéia sair perturbada do espetáculo é a discussão sobre esse sistema de enfraquecimento da sensibilidade pelo qual somos dominados e que nos faz aceitar submeter nossas vidas à uma certa mediocridade, sem nenhum questionamento.
É daqueles espetáculos que deixam o público sem piscar do início ao fim. Para quem não tem medo de ser provocado. A trilha sonora original do compositor nova-iorquino Patrick Grant completa o clima e se faz indispensável. Guilherme Gorski e Diego Torraca dão um show de interpretação*.

Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade
de 21 de janeiro a 26 de março
quartas e quintas às 22H30
Espaço dos Satyros II - Praça Roosevelt - SP

Texto e direção: Ruy Filho
Música original:
Patrick Grant

Elenco:
Diego Torraca, Guilherme Gorski, Gabriela Rosas, Giuliana Rocha, Raianni Teichmann e Tiago Torraca


*além de serem lindos e fofos! (desculpem, meninos, sei que o talento é mais importante, e vocês têm de sobra, mas eu tinha que falar! ;) )

Já faz tempo que tô com uma idéia na cabeça...

O que faz a gente sofrer quando tem que fazer uma escolha é o fato de concentrar a atenção não no que foi escolhido, mas no que foi perdido. Um exemplo estilo My blueberry nights, ao escolher entre uma torta de chocolate e um pavê de morango, a gente nunca pensa que vai ser ótimo saborear o chocolate, mas sim que vai deixar de comer o morango, e vice-versa. Deu pra entender?

É isso aí...

Sabe quando chega uma hora em que você olha pra frente e consegue enxergar como vai ser o resto da sua vida? Eu passei por isso uma vez e consegui, como a Cristina do Woody Allen, perceber o que eu não queria. Agora, isso acontece de novo e eu vejo que nunca tive tanta certeza do que eu quero.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Pra suar... muito!

Foi divertido!



Meu batuque faz a Vila Madalena despertar
A comunidade abraçou
Pérola Negra o meu grande amor

domingo, 18 de janeiro de 2009

Reforma ortográfica ou inclusão social?

Roubado do blog do Filipe.Preciso dizer que sou contra essa reforma?

Degustar

Às vezes, quando eu falo que não acredito na felicidade, as pessoas olham com uma cara feia e dizem que eu estou mal, devo ser depressiva e coisas do tipo. Agora eu descobri que elas têm razão. O erro é meu mesmo, ao me expressar. O que eu quero dizer é que não acredito na felicidade como plenitude, que é o que a maioria das pessoas busca. Acho que o ser humano não foi feito para alcançar em vida o estado de total paz de espírito. E é justamente essa inquietação que nunca passa e sempre se renova que move o mundo. Só que, como a plenitude nunca chega e algo sempre incomoda, as pessoas acham que não são felizes.
Pra mim, a idéia de felicidade é diferente. Acho que funciona mais ou menos como quando a gente se alimenta. Existem duas formas de se alimentar: comer e degustar. Comer é o que a gente faz por obrigação, por sobrevivência, por necessidade biológica. É o que as pessoas geralmente fazem no curto intervalo de almoço do trabalho. Uma coisa burocrática. Você pega a comida, senta, engole enquanto pensa no que ainda tem que fazer ou no que aconteceu de manhã. Degustar é diferente, porque alia a necessidade ao prazer e, por isso, não alimenta só o corpo, mas também a alma. Apreciar o sabor de um alimento exige concentração e sensibilidade, e deixa a gente mais feliz. O problema é que a gente deixa pra fazer isso só em datas especiais.
Na vida também é assim. Com a rotina, a gente liga o piloto automático e começa a fazer tudo burocraticamente, como no almoço durante o trabalho, quando no final do dia você nem lembra mais o que comeu. Em vez de saborear, simplesmente engole. Pra mim, degustar a vida é o que faz a gente ser realmente feliz. É viver cada momento com concentração para tentar perceber ao máximo o sabor que ele tem.
Por isso, me considero uma pessoa, se não completamente, muito feliz. E eu percebo isso em momentos como quando ando de carro a noite com uma amiga e toca uma música do Pearl Jam e a gente canta e as janelas estão abertas e o vento faz nosso cabelo voar. Ou quando estou em uma mesa de restaurante com outra amiga que não via há mais de um ano cercada de várias pessoas que conversam, dão risada, contam histórias, fazem planos e se divertem, e eu fico quieta por um minuto observando tudo aquilo. Ou quando eu escolho a poltrona do cinema e espero, no escuro, o filme começar. Ou quando coloco uma música e deito no sofá pra ouvir. Ou simplesmente quando caminho sozinha na rua.
É que nessas horas eu tenho mania de sair do meu corpo e olhar as coisas de fora. A sensação deve ser parecida com encontrar o Aleph. Como se eu pudesse ver ao mesmo tempo tudo o que já se passou para eu estar ali naquela hora, e pensar que eu nunca poderia imaginar onde estaria, e ficar surpresa, e ver que a vida ainda me reserva muitas outras surpresas. Essa é a sensação boa que me faz estar sempre sorrindo, mesmo sem motivo aparente.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Nada é o que parece

E nos dias como hoje eu fico lembrando de como aqueles dois formavam um casal sofisticado. Tinham um alto senso estético e sabiam apreciar as coisas boas da vida. Pareciam flutuar entre as banalidades do mundo. Mas eram muito um para o outro. Precisavam de um contra-ponto prático para equilibrar a relação. E encontraram, fora dali.

Coisas inesperadas que podem acontecer numa tarde de sábado

Ser pedida em casamento por um tunisiano que me achou no Facebook e acabou de me adicionar no msn. Treinar o inglês conversando com ele sobre amor, traição, petróleo, samba e Paulo Coelho. Prometer aulas de português em troca de aulas de francês. Planejar juntos viagens pelo mundo, já que ele trabalha com turismo, e marcar a passagem pra África pra daqui a duas semanas. Rá!

Som e cor

Eu tinha colocado essa música aqui numa daquelas fitinhas do Mixwit, mas o site deixou de existir e as fitinhas lindas que eu fiz desapareceram.
Ela me lembra coisas boas e eu ouço sempre, então aqui vai de novo, na versão YouTube, com um clipe cheio de cores.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Não acreditei!

Esses dias a Nicole, que eu não conhecia, passou por aqui, disse que gostou do blog e falou pra eu entrar no dela. É um blog bem bacana sobre moda, comportamento, arte, etc chamado Moose. Hoje eu entrei lá e vi num post uma outra ótima notícia sobre um filme que vai estreiar. Um filme que não tem nada a ver com o do Domingos de Oliveira, mas que eu já queria assistir há uns três anos, quando ele nem tinha começado a ser feito ainda.
Tudo começou quando a minha amiga Carol me emprestou um livro, grosso, de capa rosa com um monte de sacolas desenhadas, chamado Delírios de Consumo de Becky Bloom. Na época, eu trabalhava do lado do shopping Villa-Lobos e costumava deixar todo o meu salário nas lojas de lá. As vendedoras sabiam meu nome, me ligavam quando chegavam peças novas que elas achavam parecidas comigo e quando tinha troca de coleção eu já marcava no catálogo as peças que queria pra elas me avisarem quando chegasse. Era uma falida, mas muito bem vestida.
E quando eu conheci a Becky Bloom me identifiquei de cara com ela. É uma jornalista inglesa de uns vinte e poucos anos que trabalha em uma revista de finanças, dando conselhos de economia pessoal para pessoas que querem ter uma vida financeira equilibrada. Mas ela é uma compradora compulsiva que não pode ver uma liquidação e acha que todas as suas loucuras consumistas são ótimos investimentos. Vive completamente endividada e sofre com a situação, mas não resiste a um sapato novo. Ela acaba se metendo em situações engraçadíssimas, fugindo do gerente do banco, entrando em saia-justa no trabalho, tentando achar jeitos mirabolantes pra pagar o cartão de crédito.
Depois ainda vieram
Becky Bloom - Delírios de consumo na 5ª Avenida, As listas de casamento de Becky Bloom, A irmã de Becky Bloom e O bebê de Becky Bloom (esse último eu não li).
E finalmente o filme vai estreiar, acho que em abril.
Tá meio longe ainda, mas eu já sei que vou na estréia e sei que vou com aminha amiga Rafa! Essas histórias eram muito a nossa cara!
Imagino que o filme deva ser no estilo de O diário de Brigdet Jones, que eu não gostei nada. Mas acho que é porque eu nunca fui gorda.
A definição que ela dá no começo do trailler de como se sente quando vê uma loja é ótima! E ela criança olhando pro sapato na vitrine e falando dos cartões mágicos também!




Sabe aquela história...

de dar um pirulito pra criança e falar "Abre, mas só dá uma lambida. Guarda o resto pra depois do almoço."
Então.

Uma ótima notícia!

Amanhã é a estréia em São Paulo de um filme que eu estava esperando muito, o Juventude, do Domingos de Oliveira. Sou fã desse homem, ele sabe das coisas. Só consegui até hoje assistir a um filme dele, o Separações, que mostra como o amor é complicado, incoerente mas, mesmo assim, maravilhoso. E que não existem regras para sentimentos, por isso é tão difícil lidar com eles. Romântico, mas realista. E além de tudo, cheio de teorias dessas usadas pra justificar, ou exemplificar, opinião em conversa de boteco, que eu adoro!
E adoro a visão que o Domingos tem das coisas. Tenho acompanhado seu blog no site da Bravo! onde ele mostra como é uma pessoa movida pela paixão, não só no sentido romântico, mas pela vida. Sei que ele montou um espetáculo novo que vai estreiar no Rio de Janeiro nesse final de semana, chamado Apocalipse Segundo Domingos de Oliveira. Fiquei com muita vontade de ver.
Hoje ele colocou no blog uma frase genial: "O importante numa comédia é o drama. O humor, a comédia traz obrigatoriamente. Não é o riso, é a lágrima que deve ser procurada. É a lágrima que torna nobre o riso. Quando a comédia alia as duas coisas, ela torna-se o mais eficiente meio de comunicação com a platéia."
Acho que isso não vale só na arte, mas também na vida. E o contrário também é verdadeiro. Quando a gente enxerga que mesmo nos momentos mais dramáticos a vida não passa de uma grande comédia, tudo fica mais fácil e leve.
Aqui um trechinho do Separações, em que ele lê um texto lindo, sobre o Homem Lúcido.


Cuidado

Amor e tequila acabam com a gente.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mantra

Eu tô ótima e tô feliz.

Nossa

Eu senti isso...

Eita insônia...

Enquanto o sono não vem, reproduzo aqui um post muito legal da Daniela Angelotti, sobre o qual comentei ontem com a Priscila e com a Adriana durante o nosso "debate" na Mercearia.

Nem tudo é o que parece ser

Às vezes chega assim, como um furacão ou tsunami e varre tudo que encontra pelo caminho.
As erupções vulcânicas também têm esse dom.
Sobram apenas muita lama e cinzas.
Mas de repente, como se tudo isso fosse sempre necessário, o terreno fica mais fértil.
Nascem milhões de novas espécies que atraem novas vidas e se transforma num paraíso na terra.
Até a próxima erupção.
Isso pode demorar muitos anos geológicos para acontecer, mas tenha a certeza - irá acontecer novamente.
E, se por acaso estiver demorando muito, o destino se encarrega de mandar o homem pra acelerar o processo.
Aí entre os coquetéis molotovs e as bombas de nêutrons em creches e hospitais públicos, surge um novo dilúvio e varre tudo. Só que dessa vez limpando também as próprias anomalias criadas pela natureza.
Pronto, mais uma vez o terreno está fértil e podemos começar tudo de novo, até acabar mais uma vez!

Acabei de descobrir

Que eu não tenho talento pra ganhar dinheiro, porque meus dedos são praticamente do mesmo tamanho.
Rá! Novidade...

Já que não tem mais fitinhas...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cinco vontades súbitas recentes

1 - Sorvete de creme com bolo e calda de chocolate
2 - Voltar pra casa
3 - Dançar um bolero
4 - Tomar chuva
5 - Ter um filho

Então é isso...

que significa querer não é poder?

Chove

Agora o sol apareceu. Mas, mais cedo, estava garoando e o dia estava cinza.
E eu ganhei uma música, que eu adorei.


Melhor frase da noite

"Querida, não desperdiça isso que você tem, tenha foco. O segundo só vem depois do primeiro", dita por Deus

Transgressões

1 - Não sair mais do que duas vezes durante a semana (incluindo sexta-feira)
2 - Quando sair, chegar em casa antes da meia-noite

3 - Seguir as minhas escolhas e não os meus impulsos
4 - Fazer o que eu digo e não fazer que eu faço

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Iupiiii

Geralmente eu tenho um livro na bolsa. Isso porque eu sempre gastei todo o dinheiro que ganhei com roupas, sapatos, livros, revistas e cerveja e não sobrou nada pra comprar um carro. Então eu ando de ônibus e aproveito pra ler, já que não preciso dirigir. Os meus livros têm a ponta das páginas dobradas e alguns parágrafos grifados com lápis, que são as partes que mais me chamam a atenção ou com as quais eu mais me identifico. Quando eu estou com as minhas amigas tomando cerveja, depois da segunda ou da terceira, costumo sacar o livro da bolsa e começo a ler os trechos marcados. Depois de algum tempo, comecei a ler alguns pensamentos que eu anotava no meu bloquinho. E todo mundo começou a me achar a chata da turma por esse mau hábito. Só que agora eu achei alguém tão esquisita quanto eu, que também acha o máximo fazer essas coisas. Então, hoje a gente resolveu se encontrar num lugar na Vila Madalena onde os meio-intelectuais, meio de esquerda se encontram, munidas dos nossos livros e anotações, e criar o nosso próprio sarau/debate sem ninguém por perto que possa olhar fingindo que está prestando a atenção mas com cara de "que horas essa mala vai parar de ler essas porcarias".
E o melhor, vamos mudar de ares e ver rostos diferentes! Vai ser divertido!

A persistência da memória (primeiro da série coisas que me tiram o sono)

Ouvi uma vez o Gilberto Gil dizer em uma entrevista pra Marilia Gabriela que ele não tinha medo da morte, tinha medo de morrer. Quer dizer, o temor dele não é deixar de existir, mas sim o processo pelo qual vai passar para deixar a vida e ganhar a eternidade. Nunca ouvi o testemunho confiável de ninguém que tenha passado pela experiência e voltado para contar como foi, mas imagino que, na maioria das vezes, seja algo doloroso e, por isso, ele tem mesmo razão em temer. Além disso, ele, que é uma personalidade, um artista reconhecido com uma vasta obra, que já deixou sua assinatura nas páginas da história, certamente quando sair da vida ganhará a eternidade, portanto não precisa mesmo se preocupar com o depois, só com o durante.
Esse medo, do que vai acontecer depois, é típico do ser humano. E não estou falando do que acontece com a gente, com a nossa alma, espírito, seja lá o que for, se é que isso existe mesmo. Se a gente vai pro céu, pro inferno, ou volta pra Terra mais evoluído, não me importa. Na hora certa todo mundo vai saber como é. A maior aflição é com o que acontece a quem fica. É como estar no meio de uma festa e ter que ir embora porque tem que acordar cedo no outro dia, mas muita coisa ainda vai acontecer e você não vai estar lá pra ver - o bom é que pelo menos não precisa ouvir no dia seguinte os comentários sobre tudo o que perdeu. E, ainda pior, saber que tudo vai continuar acontecendo independente de você estar lá ou não. É notar como somos insignificantes e saber que em poucos meses não passaremos de uma vaga lembrança esporádica mesmo para os entes mais queridos.
Claro que isso não acontece com gente como Gilberto Gil. A parte de perder a continuidade da festa sim, mas ele sabe que ainda que não esteja mais por lá fisicamente, continuará presente como assunto nas principais rodas de conversa. Isso, porque no tempo em que ficaram, mesmo que tenha sido breve, pessoas como ele conseguem deixar sua marca, seja por meio das idéias que trocaram batendo-papo, seja porque beberam de mais e deram um show.
E é por querer compensar a ausência inevitável que um dia vai chegar, que todo mundo sente necessidade de deixar um pedacinho de si por aqui. Talvez daí venha a idéia de que toda pessoa tem que plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. São três maneiras de dizer: eu já fui embora, mas estive aqui, espero que vocês não se esqueçam de mim. Acho que a mais eficiente é o livro (que pode não ser necessariamente um livro, mas qualquer forma de registro de pensamento). Justamente porque carrega uma marca pessoal mais forte e tem a chance de sobreviver por mais tempo.

Eu, por exemplo, sei que existiu um Aristóteles, um Camões, um Beethoven, e até hoje tenho acesso ao que eles pensaram e produziram. Em compensação, não tenho idéia de como era meu bisavô, como ele vivia, no que acreditava, com o que se preocupava. Quer dizer, melhor faz quem se dedica às idéias do que quem se dedica a uma criança. Claro que as pessoas tem que ter filhos também. Se todo mundo resolvesse parar de ter filhos e começasse só a filosofar, a estudar, a pesquisar, a refletir, eu nem estaria aqui escrevendo essas besteiras. Da mesma forma, eu não estaria aqui escrevendo essas besteiras se ninguém tivesse me mostrado que tem gente que se dedica ao estudo, ao pensamento e a reflexão, quer dizer, eu não teria sobre quem nem sobre o que escrever. Há algum tempo (bastante tempo até), assisti a uma peça chamada Solidores, do André Fusko, que era um diálogo entre um casal. No meio de várias outras discussões, o cara dizia que ninguém sabia se Einstein tinha um filho e ninguém nem se importava com isso, mas todo mundo sabia que ele foi o criador da teoria da relatividade.
Volto a dizer, não sou contra ter filhos, eu digo que não quero agora, mas pode ser que um dia, quando estiver muito feliz, eu queira (no filme Romance, a personagem da Letícia Sabatela diz pro Wagner Moura que quando está muito feliz tem vontade de ter um filho). Mas isso só quando eu encontrar um homem que eu ache que mereça deixar seus genes no mundo (hehehe, e será que eu mereço?). Divagações à parte, acho que a melhor forma de sermos lembrados é por nossas idéias.
Retomo, agora, a idéia do Mutarelli, no O Natimorto, de que tem a impressão que deixa de existir para as pessoas quando não está por perto. Acho que isso, em vida ou depois da morte, não acontece com quem consegue se tornar relevante por si próprio, em vez de apoiar sua existência no outro.

E isso tem me feito pensar uma coisa. Eu já conheci centenas de pessoas. De algumas me lembro todos os dias, de outras frequentemente, mas a maioria só volta ao meu pensamento nos natais, em anos bissextos ou nas viradas de século. Mesmo gente com quem eu convivi por um bom tempo e com quem tive momentos especias acabam ficando com uma imagem embaçada, guardada em uma gavetinha lá no fundo da memória. Essas, quase não existem pra mim. Outras, que podem ter passado como um raio, deixaram uma marca muito profunda, difícil de ser apagada (para o bem ou para o mal). Então, fico imaginando como anda a minha força de existência. Será que eu consigo estar presente nos pensamentos de várias pessoas consecutivamente a ponto de sobreviver por 24 horas?
É, acho que pior do que deixar de existir depois da morte é deixar de existir durante a vida.

Obs: Essa é história que eu falei alguns posts atrás sobre deixar de existir quando não está por perto e que seria meio egocêntrico. A pessoa que escreveu essas coisas acima (no caso, eu) deve ter uma grande necessidade de auto-afirmação, ser insegura e precisar muito da aceitação alheia pra se sentir feliz. Deveria voltar pra terapia urgentemente, aprender a ter mais confiança em si mesma e depender menos dos outros!

Obs´:
Post muito bem acompanhado por dois Dalis: A persistência da memória e Galatéia das esferas.

É, Pri...

Esses gatinhos são muito curiosos, mas desconfiados.

Essa é pra você...

Esse show marcou um momento decisivo da minha vida. Se as coisas não tivessem mudado naquela época, provavelmente a essa hora eu já seria uma mãe de família. Ui!



E se eu sou mimada hoje, grande parte da culpa é dele. Sinto falta de ter vontades, como essa do sorvete de creme, ou de banana assada com canela e açúcar ou cachorro-quente, atendidos a qualquer hora.
Momento saudosista... But no regrets.

Desejo...

de tomar sorvete de creme com calda de chocolate...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Assisti isso

Meu amigo Albérico já tinha me falado sobre esse filme. Como sempre, uma ótima recomendação vinda dele. Entrou pra lista dos filmes que me fizeram chorar no cinema. Os outros foram Santiago e Caos Calmo.


E também

1 - Acho que tem a ver com o que o Domingos de Oliveira diz, que pessoas que se amaram muito tem que continuar amigas, se não o mundo fica muito cruel.
2 - O sexo é consequência, porque o que desperta o tesão é o fato de ficar junto, o que é muito mais intenso do que uma simples transa. Passa a ser uma troca e não a busca pela satisfação individual.
3 - Enquanto a admiração, no sentido de causar surpresa, durar, sempre vai haver algo a mais para se descobrir sobre o outro, sempre vai haver mistério e o relacionamento não vai cair na monotonia.
4 - Admiração é essencial, mas com certeza não é tudo. O amor sempre tem um algo mais, aquele pózinho de pirlimpimpim que cai quando duas pessoas se encontram.
5 - Nossa, sou muito experiente mesmo pra falar sobre isso....

Só teorias...

Tem gente que acredita que os opostos se atraem, outros dizem que um relacionamento só pode dar certo quando as duas pessoas são parecidas, pensam da mesma forma e têm preferências em comum ("amar é gostar da mesma música", né João?). Na minha concepção de amor, na qual o requisito mais importante é a admiração que um sente pelo outro, ambas as visões estão certas. Acho que muitas vezes o que a gente mais gosta na outra pessoa é o que a gente não tem ou não é e não consegue ter ou ser. Por outro lado, tendemos a simpatizar com gente que tem as características de que gostamos em nós mesmos.
Só que as duas situações tem seus efeitos colaterais. Na primeira, a convivência pode se tornar difícil porque chega uma hora em que cada um quer ir pra um lado, já que pensa de maneira diferente. Na segunda, o complicado é que se a pessoa tem o que a gente mais gosta na gente mesmo, ela pode ter também o que a gente mais detesta, os defeitos que a gente sabe que tem, mas geralmente não consegue encarar, nem mudar. E se não dá pra aceitar aquilo nem na gente, menos ainda no outro.
Independente de divergências, que são naturais, porque por mais parecidas que as pessoas sejam, cada uma é única, acho que quanto maior a admiração que um sente pelo outro, maior a chance de um relacionamento dar certo. Mas esse sentimento precisa ser reciproco, afinal ninguém merece ficar de baba ovo de alguém que o menospreza ou não está nem aí.
Acabei de descobrir na Wikipédia, que "admiração (do latim admirari) é um sentimento de assombro, surpresa ou espanto diante de uma situação. Na Filosofia, a «admiração» ou «espanto» é o princípio fundamental para começar a filosofar, ou seja, é um processo atrativo através do qual não passamos indiferentes perante qualquer coisa, colocando-nos em movimento, partindo de coisas simples para coisas mais complexas, terminando no conhecimento de si, como desconhecendo-se («só sei que nada sei», Sócrates) ou desconhecendo as coisas. Assim, admirar-se perante qualquer coisa é ter a capacidade de problematizar o que parecia evidente, procurando esclarecer o que se apresenta como obscuro". Como a curiosidade é o primeiro passo para o desejo (uma das frases que eu postei há alguns dias, tirada do livro O Burlador de Sevilha) e a admiração desperta a vontade de saber mais, admirar é o início para se desejar alguém.
Ao mesmo tempo, essa admiração acaba funcionando como um estímulo ao auto-desenvolvimento. Se a gente acha o outro realmente especial, o vê como alguém capaz de nos tornar melhor do que somos. Vemos que temos coisas a aprender, que o outro tem algo a nos agregar. Eu, pelo menos, já desejei me tornar uma pessoa melhor por causa de alguém, como se para merecê-lo, ou para que que ele também me admirasse, eu precisasse me melhorar. Mas isso não tem nada a ver com me subestimar, acho que é algo até saudável, porque proporciona uma evolução.
Da admiração também nasce o respeito, a paciência, a compreensão.
Se houver tudo isso, os problemas encontrados pelo caminho acabam ficando menores e menos complicados, porque a vontade de estar junto vai ser sempre maior e haverá mais disposição para resolver as situações e entrar em acordo. Não haverá necessidade de impor opiniões, de mudar o ponto de vista do outro e, assim, ninguém sentirá que saiu perdendo. Porque ganhar é estar junto.
Daí, também, vem a idéia de que as pessoas se casam, ou procuram um parceiro, porque precisam de uma testemunha para suas vidas. No texto O Natimorto, do Lourenço Mutarelli, o personagem diz que tem a impressão de que deixa de existir para os outros quando não está por perto. Talvez essa testemunha que a gente procure seja alguém que vai fazer com que a gente exista sempre, porque vai estar sempre do nosso lado. Ninguém quer passar em branco e, é claro que se queremos que alguém testemunhe nossas vidas e se vamos testemunhar a vida de alguém, não vamos escolher qualquer um, né. A gente merece o melhor, merece que esse papel seja desempenhado por alguém especial e que nos dê orgulho durante essa longa caminhada (tudo bem, pode não durar tanto tempo, mas ninguém começa um relacionamento achando que vai acabar logo logo). E que isso seja reciproco, que alguém que vai presenciar todos os nossos passos e tropeços esteja disposto a nos aplaudir, a nos estimular e a nos dar a mão pra ajudar a levantar.
Testemunhar a vida também tem a ver com assistir. Não só no sentido de ser expectador, mas no de dar assistência, de cuidar. Quem ama cuida e quem não dá assistência abre concorrência, né? Quer dizer, não basta ficar na platéia, tem que participar.
Pra mim, isso é natural no amor que nasce da admiração e do respeito, só assim haverá o desejo de estar presente, de estar por perto sempre, de atuar junto. E assim ser alguém que vai fazer com que o outro não deixe de existir.
Mas isso é só a opinião de uma menininha que não sabe o que é amar e fica tentando racionalizar as coisas...

domingo, 11 de janeiro de 2009

É que eu acho que esse ano vou ter minha casa. Só minha. Queria muito que tivesse essa vista, mas como querer não é poder, já que no lugar que tem essa vista só moram a bandidagem, as putas e os traficantes...Já fico feliz porque vai ser na civilização.

Idéias

Eu sei que se tiver tudo isso vai parecer uma casa maluca de desenho animado, mas são idéias de coisas que me agradam. Grande parte veio do decoeuracao.blogspot.com.




























Tudo parece igual, mas está bem diferente

E eu voltei a sentir os sintomas daquilo que na época da faculdade me fazia dizer, segundo a Ana Paula, "tô com frio, tô com sono, tô com fome, vou ler" e chamar um mototaxi de madrugada pra ir pra casa no melhor da festa.
Será que foi a virade de ano? Será que a mudança de data pode influenciar a mudança de planos e de vontades?

Mas uma coisa é certa...

A Favorita me mostrou que eu sou moça de chorar vendo novela. Não pelas histórias de amor ou pelo drama. Mas pela trilha sonora que lembra meus amigos queridos que me ligam no meio da madrugada quando ouvem uma música. Só que é um choro feliz, de saber que tenho gente muito especial por perto.

Quando você acha que está tudo ótimo a tendência é piorar

Eu até tava gostando da novela A Favorita. Comecei a assistir do meio pro final, que acho que foi a melhor parte. Até o momento em que o Gonçalo morreu. Agora tá virando uma palhaçada. O que foi aquela perseguição no meio do mato ontem, com os capangas invadindo a propriedade alheia munidos de cães farejadores e a Donatela, o Shiva e o Zé Bob pulando na cachoeira e acordando no meio do mato?
Mas algo me diz que o pior está por vir. Agora tudo vai se resolver, porque a Donatela descobriu como tudo começou. Lembrou que a raiva que a Flora tem por ela não vem da inveja pelo casamento com o Marcelo, pelo seu talento superior, pelo dinheiro ou pela mansão em que ela vivia. Mas sim por causa daquela bonequinha fofa que ela ganhou de Natal quando era criança, a Maria Balinha. Quero só ver, na segunda-feira, ela indo entregar a Maria Balinha no rancho pra Flora. Aposto que vai ser um momento emocionante! (Mas uma coisa é verdade, a menina que fez a Flora criança tinha mesmo uma cara de má, muito má, que dava medo).

Ah, e o Norton me decepcionou muito! Coisa feia, hein, menino! O que um homem não faz para manter seus hábitos sofisticados, vinhos finos e prostitutas de luxo, né? Mas ele podia confirmar a suspeita de que sempre foi inteligente e leal e guardar uma cópia do DVD para incriminar a Flora (sei lá, ainda tenho a esperança de que ele me surpreenda).
Pelo menos a Catarina não virou lésbica. Ainda... (não! por favor!)
Putz, que papo de restaurante japonês com as amigas... hehehe
Mas é legal, vai...