domingo, 15 de fevereiro de 2009
Top 10 Maiores Prazeres da Vida (ou não...)
2 - Deitar de conchinha.
3 - A sensação de frio na barriga que dá um minuto antes de encontrar quem a gente ama.
4 - Ter uma epifania.
5 - Olhar para o prato pronto e sentir o cheiro da comida antes de começar a comer.
6 - Sentar na areia e ficar olhando o mar em uma praia vazia.
7 - Cheiro de livro novo.
8 - Ir ao cinema sozinha e ficar observando as pessoas.
9 - Entrar em uma loja pra comprar roupas e sapatos.
10 - Dormir ao som do piano (mesmo que seja na televisão).
[MEME] 6EIS COISAS ALEATORIAS
1 - Sempre passo óleo no corpo depois do banho.
2 - Pratiquei esgrima e tiro esportivo por alguns anos.
3 - Estudei enologia na França e trabalhei no castelo de um milionário árabe, fazendo a harmonização entre os vinhos e os pratos.
4 - Em Cuba, dancei ao som dos velhinhos do Buena Vista.
5 - Quando encontrei o amor da minha vida, senti um click e tive certeza de que ele era "the one".
6 - Menti em todas acima, menos em uma.
As regras são:
1 - Linkar a pessoa que te indicou.
2 - Escrever as regras do Meme em seu blogue.
3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 - Indicar mais 6 pessoas e colocar os respectivos links.
5 - Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
6 - Deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem
Indicados:
Noite vazia
Cacalo
Priscila Nicolielo
Nuvens Óbvias
Olhar de SOSlaio
A grama do vizinho
Faz tempo que queria colocar isso...
And if I had the chance I'd never let you go
So won't you say you love me
I'll make you so proud of me
We'll make 'em turn their heads
Every place we go
So won't you please
(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you'll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, oh
I'll make you happy, baby
Just wait and see
For every kiss you give me
I'll give you three
Oh, since the day I saw you
I have been waiting for you
You know I will adore you
Till eternity
So won't you please
(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you'll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, ohh, oh
Agora chega...
Fiquei uma semana sem internet em casa, até que hoje de manhã o técnico veio arrumar. Vejo e-mails no trabalho, mas lá todos os outros meios de comunicação com o mundo (blogs pessoais, orkut, msn e afins) são bloqueados. E eu acho ótimo. Nem tenho tempo de usar essas coisas mesmo. Mas fiquei uma semana sem entrar nos blogs que costumo ler e sem conversar com ninguém pelo msn.
Tenho chegado muito cansada em casa. Muito cansada, mas muito feliz. Adoro meu trabalho e cada dia tem sido melhor que o outro. Até a parte chata e burocrática tenho gostado de fazer.
Existe o ditado que diz "azar no jogo, sorte no amor". Acho que também é verdade dizer "sorte no trabalho, azar no amor". Mas, como eu sempre digo (repetindo Nienmeyer), o importante é ser tranquila e otimista.
Ontem também trabalhei, cheguei em casa e fui assistir ao documentário sobre o Nelson Freire, do João Moreira Salles. Dormi no sofá da sala, ao som do piano (essa sensação entrou para a minha lista Top 10 de Maiores Prazeres da Vida - e olha que era só a televisão). Hoje, acordei cedo e assisti de novo. Ele diz que só consegue fazer alguma coisa quando está apaixonado, quando não está, vira uma topeira. Me emocionei em vários momentos. E passeia gostar mais ainda do João Moreira Salles (que eu adoro por ter feito Santiago, o filme mais bonito que eu já vi).
Saudade de tudo, mas a gente tem que fazer escolhas, né? Hoje não vou ao samba, terça não vou ao rock, quarta não vou à festa. Quinta encontro minha amiga Rafa, que chega de Londres, cheia de fotos e histórias. Talvez no Carnaval eu vá ao cinema.
É isso:
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Meu trabalho é deixar o mundo mais bonito
O problema é que as pessoas crescem e a maioria delas não pode mais sair por aí descaradamente fantasiada todos os dias – há exceções, como o pessoal do cosplay, artistas tipo Marilyn Manson e Elke Maravilha e gente com personalidade suficiente pra criar um personagem próprio. Se a gente parar pra prestar um pouco de atenção em quem passa na rua, vai perceber que todo mundo se veste mais ou menos igual (acho que no mínimo 80% das pessoas usam calça jeans). Se vestir como a maioria – o que significa geralmente seguir as "tendências" - é um jeito de estar em segurança, de se mostrar igual pra não ficar de fora do grupo, de não errar. As crianças crescem e passam a ter medo do julgamento alheio, a se censurar com medo da censura dos outros, deixam de expressar o que realmente são e querem e se submetem ao pensamento comum.
No andar onde eu trabalho, na hora do almoço de ontem, estavam 25 pessoas, das quais 5 eram homens. Das mulheres, só uma estava de vestido, duas de legging e todas as outras de calça jeans e blusinha, muito parecidas umas com as outras. No elevador, as pessoas comentavam sobre o vestido longo alaranjado de uma moça que estava no térreo, em tom de gozação dizendo que parecia um sol. Eu não reparei na roupa da mulher, mas ela me cumprimentou de um jeito simpático e pareceu estar se sentindo bem e feliz. Acho que quando as pessoas se sentem bem com elas mesmas - e o modo como estão vestidas influi muito nisso – elas conseguem transmitir isso para os outros. Ficam mais receptivas, mais alegres, mais expressivas e mais auto-confiantes. Quem age de maneira agradável, acaba contagiando os outros, que provavelmente responderão também de forma positiva (o Marquinhos da Mercearia é uma exceção, assim como pessoas que tiveram um dia muito ruim, mas mesmo essas às vezes são flexíveis).
Se sentir mal vestido pode acabar com a festa de uma pessoa. Por outro lado, uma produção especial em um dia comum pode até mesmo fazer alguém se sair melhor no trabalho. Por isso, escolher uma roupa deve ser um ato de carinho com a gente mesmo. A roupa que a gente usa é a forma de expressar pro mundo o que a gente é logo no primeiro contato. O que a gente é ou o que a gente quer ser. E, por isso, se vestir não deixa de ser uma forma de fantasiar. Portanto, pra se sentir bem com uma roupa é preciso saber primeiro o que a gente quer. E isso pode variar com o passar dos anos, os meses e dos dias. Eu posso acordar de manhã querendo me sentir uma femme fatale e caprichar no salto alto e na maquiagem, ou posso querer só estar confortável e colocar um All Star e um vestido solto. O importante pra se sentir bem e parecer bem é conhecer a si mesmo e ter bom senso.
Outra coisa importante é saber diferenciar moda de modismo e de estilo. Moda é como o vestuário expressa o modo de vida e o pensamento de um grupo de pessoas em uma determinada época e em um determinado local. É o vestuário visto como parte da cultura e da história. Estilo tem a ver com personalidade, é como a forma de se vestir transmite uma imagem e um jeito de ser. Cada pessoa tem um estilo próprio, que baseia na moda. Já os modismos tem a ver com consumo e com mercado. São produtos criados para serem vendidos como objetos de desejo, como must have, e mudam a cada estação para estimular o consumo. A moda é feita por artistas, que são os estilistas que conseguiram se expressar por meio de suas criações e, por isso, ficaram eternizados. Os modismos são feitos pelas novelas da Globo, que vendem produtos que vão encher as vitrines da 25 de março por dois meses e depois desaparecer.
Uma pessoa que se conhece e tem personalidade formada sabe usar, com bom senso, a moda a seu favor para construir um estilo próprio, podendo até recorrer eventualmente aos modismos, mas de forma própria e consciente. Ao contrário, quem não tem segurança de si mesmo acaba se tornando vitima dos modismos e, por mais que siga as últimas tendências, não se sentirá completamente bem ao escolher um modelo para sair de casa de manhã ou para ir a uma festa.
Quem se veste de acordo com o que sente – e não de acordo como que os outros dizem que é certo -, como as criancinhas fantasiadas, acaba se sentindo melhor e transmite isso para o mundo. A roupa tem que ser uma forma de comunicar o que está dentro da gente, porque a maior beleza não tem que estar no vestido, mas na pessoa que o usa. E pra isso é preciso sinceridade e honestidade consigo mesmo. É por isso que tem gente que consegue brilhar mesmo usando um jeans e uma camiseta branca.
O meu trabalho é mostrar pras pessoas as opções que elas têm para montarem suas próprias fantasias. E mostrar que elas podem ter liberdade para combinar essas opções para serem o que quiserem, como as criancinhas fantasiadas. E, assim, fazê-las sentirem-se mais bonitas e mais seguras, para que se relacionem melhor umas com as outras e deixem o mundo mais bonito.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O Marquinhos é mesmo um grosso...
E ele vai ver só.
:P
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Solidão
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Pelo menos
Tocou a campainha, um toque longo, de quem está ansioso pra entrar. Vou rápido abrir a porta. Quem será?
Hoje
sábado, 31 de janeiro de 2009
E eu fiquei tentando convencê-la
- E você acha que é fácil assim?
Mais uma de amor...
Tous les visages de l'amour
by Charles Aznavour
Toi, par tes mille et un attraitsJe ne sais jamais qui tu es
Tu changes si souvent de visage et d'aspect
Toi quelque soit ton âge et ton nom
Tu es un ange ou le démon
Quand pour moi tu prends tour à tour
Tous les visages de l'amour
Toi, si Dieu ne t'avait modelé
Il m'aurait fallu te créer
Pour donner à ma vie sa raison d'exister
Toi qui est ma joie et mon tourment
Tantôt femme et tantôt enfant
Tu offres à mon cœur chaque jour
Tous les visages de l'amour
Moi, je suis le feu qui grandit ou qui meure
Je suis le vent qui rugit ou qui pleure
Je suis la force ou la faiblesse
Moi, je pourrais défier le ciel et l'enfer
Je pourrais dompter la terre et la mer
Et réinventer la jeunesse
Toi, viens fais moi ce que tu veux
Un homme heureux ou malheureux
Un mot de toi je suis poussière ou je suis Dieu
Toi, sois mon espoir, sois mon destin
J'ai si peur de mes lendemains
Montre à mon âme sans secours
Tous les visages de l'amour
Toi ! tous les visages de l'amour
E uma do Tim Burton
Voodoo GirlHer skin is white cloth,
And she's all sewn apart
And she has many colored pins
Sticking out of her heart.She has a beautiful set
Of hypno-disk eyes,
The ones that she uses
To hypnotize guys.
She has many different zombies
Who are deeply in her trance.
She even has a zombie
Who was originally from France.But she knows she has curse on her
A curse she cannot win.
For if someone gets
Too close to her,The pins stick farther in.
Do livro O triste Fim do Pequeno Menino Ostra
Precisei fazer isso
Peguei esse post do blog do meu apaixonante amigo Cacalo. Como ele escreveu lá, não está aberto a comentários, por isso não vou comentar, só copiar. Espero que ele não fique bravo, mas não resisiti."Vocês cometeram o maior dos crimes contra si mesmos,
COMETERAM CRIMES CONTRA O AMOR, NO SÉCULO 21,
ISSO EU NÃO SEI SE TEM PERDÃO, NÃO TEM DESCULPA,
SÓ CULPA, ESSA COISA ANTIGA, TUDO EM NOME DE UM
FALSO PUDOR, NEM DÁ PARA CHAMAR DE AMOR ÀS REGRAS,
QUE REGRAS, AMOR À FALSIDADE DE SER, LOUCURAS, PATERNAS,
MATERNAS, POR FAVOR, SE DÊEM O DIREITO DE SER FELIZ OU PELO
MENOS TENTEM DESCOBRIR O QUE É O AMOR, SÓ DOU UMA PISTA:
É TÃO SIMPLES...AH, MAS SE FOR VERDADEIRO, DESDE QUE SE AME
PRIMEIRO, ASSIM, AMAREIS EM VERDADE O OUTRO, TÃO SIMPLES
COMO WERTHER, QUE POR GOETHE SABIA QUE "SÓ O AMOR FAZ
OS HOMENS VERDADEIROS"!!!"
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
E, sabe?
Então...
Ninguém merece...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
É assim que acontece...
domingo, 25 de janeiro de 2009
Pop


Vale a pena, pra ver que a fotografia pode dizer muito mais do que o que está aparente na imagem.
'Chop off their heads' - exposição de retratos do fotógrafo Rankin
Onde: MuBE - Museu Brasileiro da Escultura (Av. Europa, 218, São Paulo, tel. 11 3081-8611)
Quando: de 22 de janeiro a 5 de fevereiro, de segunda a domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada franca
Para lembrar
Ps: A dublagem é horrível, mas como não achei com legenda, preferi colocar assim do que em inglês.
Imersão
Lembro que quando eu estava na primeira assessoria de imprensa em que trabalhei, era viciada no meu trabalho. Eu atendia, entre outras, a conta de uma fábrica de brinquedos, e adorava. O ambiente de trabalho no escritório era muito bom, descontraído, alegre, livre. Lá, fiz amizades que duram até hoje. Eu amava meu trabalho e isso era altamente estimulante. Conseguia ter idéias criativas, vivia aquilo não só no horário de expediente, mas a cada minuto do meu dia. Gostava tanto que não conseguia me desligar e isso chegou a criar desavenças com meu namorado na época. Lembro que em uma viagem de férias, 15 dias longe de São Paulo, não conseguia desgrudar do celular e torcia pra que ele tocasse com notícias do escritório. Ele percebeu e me disse, meio de saco cheio: "Vai, liga logo". Eu fiz cara de criança contente quando ganha um doce e telefonei. Nenhuma notícia demais, mas fiquei satisfeita.Uma vez, em uma das conversas cabeça com o Daniel, que é biólogo, perguntei pra que o homem tinha sido feito. Ele disse que fomos feitos para a contemplação. Eu acho que é isso mesmo, a gente nasce pra testemunhar a beleza do mundo e tirar o maior prazer possível da vida. Só que desde que o mundo é mundo foi implementada a regra de que o homem precisa trabalhar para sobreviver, o que rouba o tempo que teríamos para admirar o mundo. O problema é que, em geral, o trabalho é visto como sofrimento, como castigo. E quem é obrigado a fazer algo que não quer, não faz bem feito. O melhor é unir o útil ao agradável, e fazer o que dá prazer. O que nos dá prazer é o que a gente faz bem, porque faz com facilidade e leveza, sem sacrifício algum. O filme O Curioso Caso de Benjamin Button fala um pouco disso, que toda pessoa tem que descobrir o seu talento e aproveitá-lo, para que possa olhar com orgulho a própria vida.
Segundo meu guru, Domingos de Oliveira, o homem que consegue fazer o que ama e ganhar dinheiro com isso tem que ter as mãos beijadas. E acho que esse homem, que faz o que ama, não vê o trabalho como trabalho, mas como a própria vida. Por isso, se diverte no trabalho e trabalha nas horas vagas, mesmo sem perceber. Nada forçado, tudo espontâneo. O fotógrafo britânico Rankin, que está com a exposição de retratos Chop off their heads, no MuBE, diz no texto de apresentação da exposição que ama fotografia e ama mulheres (ele já fotografou as mais lindas e famosas), por isso não encara o trabalho como trabalho, e sim um grande hobby que dá dinheiro. Da paixão pelo que faz é que vem o olhar sensível e crítico e a criatividade, que tornam seu trabalho especial. Pessoas assim não pensam em aposentadoria, porque nunca vão conseguir deixar de fazer o que gostam.
Acho que quem descobre seu talento e o transforma em trabalho torna a vida (sua e dos outros) melhor, mais fácil e mais bonita. Mas, às vezes, não é tão fácil enxergar nosso talento, mesmo quando está debaixo do nosso nariz. E, pior ainda, às vezes, mais difícil que enxergar é assumir.
Porque é difícil assumir, como diz Rankin, um hobby como um trabalho. É que hobby é fácil, divertido, e trabalho é duro e suado. A gente costuma desvalorizar o que faz bem e com facilidade, por não ver que o que é fácil pra gente pode ser difícil pro outro. E pode ser fazer conta, pescar, pintar, construir casa, desenhar móveis, costurar, contar histórias, fazer programas de computador, cuidar de bicho ou estimular pessoas. São coisas que, nas horas de dificuldade, ao invés de dar vontade de abandonar tudo, nos estimulam ainda mais. O importante é que no produto venha embutido aquela sensação boa que você teve ao fazer e que vai ser percebida por quem olhar o trabalho no final.
O que eu quero dizer é que muita gente já me falou que é preciso fazer coisas que a gente não gosta ou não concorda pra ter dinheiro pra fazer o que gosta. Mas isso vai diretamente contra ao meu jeito de ver a vida. Porque eu acho que a gente não vive só depois das 18h da tarde ou só no final de semana ou só no mês de férias, ou só depois da aposentadoria. A vida acontece todos os dias e se a gente não tem o mínimo de prazer na rotina, acaba se tornando uma pessoa frustrada, estressada, desiludida, que vai chegar no dia da morte e pensar: O que eu fiz?
sábado, 24 de janeiro de 2009
Eu amo meus amigos
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O pior
Alguém me faz um chá?
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Complexo
Uma das coisas de que eu mais gosto é discutir idéias. Principalmente quando na discussão os pontos de vista se colocam à prova reciprocamente. Concordar sempre é fácil, o divertido é tentar convencer, sem usar a força física, alguém a questionar o próprio modo de pensar a ponto de cogitar mudar de opinião. Acho que por isso tenho tendência a gostar de espetáculos de teatro no estilo de A Coleira de Bóris, texto de Sérgio Roveri, e O Arquiteto e o Imperador da Assíria, texto de Fernando Arrabal. Em ambas as peças, somente dois personagens com posicionamentos diferentes à respeito de algum assunto - a liberdade no primeiro, o conhecimento/ignorância - no segundo, discutem entre si. Os dois diálogos são maravilhosos. Deixam idéias em aberto para que o público tenha sua própria interpretação, mas não deixam de ser consistentes, de apresentarem um conteúdo. Estão na minha lista Top 5, até hoje.Acho que é porque um bom diálogo apresenta o embate entre pontos de vista diferentes e ambos precisam ser bem embasados, precisam ter força. Qualquer pessoa, mesmo um dramaturgo, um jornalista, um escritor, geralmente tem um conjunto próprio e fechado de idéias, e é difícil deixar as convicções pessoais de lado, adotar a imparcialidade e construir argumentos para justificar algo que não é o que a gente pensa. Além disso, um bom diálogo, na minha opinião, é o que fala não só com as palavras, mas por meio das entrelinhas. E ter a sutileza e a sensibilidade de transmitir idéias que não foram ditas é uma proeza para poucos.
Hoje, quarta-feira, estréia no Espaço dos Satyros II, na Praça Roosevelt, um outro espetáculo que conseguiu me chamar a atenção pelos diálogos: Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade. Com texto e direção de Ruy Filho, apresenta um tordurador e um garoto que, submetido a todo tipo de violência física e psicológica, consegue subverter seu agressor usando apenas as palavras. Mais do que a aura tensa, criada com chutes, cadeiras de rodas, balões de oxigênio, referências a delírios, cenário obscuro e efeitos sonoros, o que faz a platéia sair perturbada do espetáculo é a discussão sobre esse sistema de enfraquecimento da sensibilidade pelo qual somos dominados e que nos faz aceitar submeter nossas vidas à uma certa mediocridade, sem nenhum questionamento. É daqueles espetáculos que deixam o público sem piscar do início ao fim. Para quem não tem medo de ser provocado. A trilha sonora original do compositor nova-iorquino Patrick Grant completa o clima e se faz indispensável. Guilherme Gorski e Diego Torraca dão um show de interpretação*.
Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade
de 21 de janeiro a 26 de março
quartas e quintas às 22H30
Espaço dos Satyros II - Praça Roosevelt - SP
Texto e direção: Ruy Filho
Música original: Patrick Grant
Elenco: Diego Torraca, Guilherme Gorski, Gabriela Rosas, Giuliana Rocha, Raianni Teichmann e Tiago Torraca
*além de serem lindos e fofos! (desculpem, meninos, sei que o talento é mais importante, e vocês têm de sobra, mas eu tinha que falar! ;) )
Já faz tempo que tô com uma idéia na cabeça...
É isso aí...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Pra suar... muito!
Meu batuque faz a Vila Madalena despertar
A comunidade abraçou
Pérola Negra o meu grande amor
domingo, 18 de janeiro de 2009
Degustar
Às vezes, quando eu falo que não acredito na felicidade, as pessoas olham com uma cara feia e dizem que eu estou mal, devo ser depressiva e coisas do tipo. Agora eu descobri que elas têm razão. O erro é meu mesmo, ao me expressar. O que eu quero dizer é que não acredito na felicidade como plenitude, que é o que a maioria das pessoas busca. Acho que o ser humano não foi feito para alcançar em vida o estado de total paz de espírito. E é justamente essa inquietação que nunca passa e sempre se renova que move o mundo. Só que, como a plenitude nunca chega e algo sempre incomoda, as pessoas acham que não são felizes.sábado, 17 de janeiro de 2009
Nada é o que parece
Coisas inesperadas que podem acontecer numa tarde de sábado
Som e cor
Ela me lembra coisas boas e eu ouço sempre, então aqui vai de novo, na versão YouTube, com um clipe cheio de cores.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Não acreditei!
Tudo começou quando a minha amiga Carol me emprestou um livro, grosso, de capa rosa com um monte de sacolas desenhadas, chamado Delírios de Consumo de Becky Bloom. Na época, eu trabalhava do lado do shopping Villa-Lobos e costumava deixar todo o meu salário nas lojas de lá. As vendedoras sabiam meu nome, me ligavam quando chegavam peças novas que elas achavam parecidas comigo e quando tinha troca de coleção eu já marcava no catálogo as peças que queria pra elas me avisarem quando chegasse. Era uma falida, mas muito bem vestida.
E quando eu conheci a Becky Bloom me identifiquei de cara com ela. É uma jornalista inglesa de uns vinte e poucos anos que trabalha em uma revista de finanças, dando conselhos de economia pessoal para pessoas que querem ter uma vida financeira equilibrada. Mas ela é uma compradora compulsiva que não pode ver uma liquidação e acha que todas as suas loucuras consumistas são ótimos investimentos. Vive completamente endividada e sofre com a situação, mas não resiste a um sapato novo. Ela acaba se metendo em situações engraçadíssimas, fugindo do gerente do banco, entrando em saia-justa no trabalho, tentando achar jeitos mirabolantes pra pagar o cartão de crédito.
Depois ainda vieram Becky Bloom - Delírios de consumo na 5ª Avenida, As listas de casamento de Becky Bloom, A irmã de Becky Bloom e O bebê de Becky Bloom (esse último eu não li).
E finalmente o filme vai estreiar, acho que em abril. Tá meio longe ainda, mas eu já sei que vou na estréia e sei que vou com aminha amiga Rafa! Essas histórias eram muito a nossa cara!
Imagino que o filme deva ser no estilo de O diário de Brigdet Jones, que eu não gostei nada. Mas acho que é porque eu nunca fui gorda.
A definição que ela dá no começo do trailler de como se sente quando vê uma loja é ótima! E ela criança olhando pro sapato na vitrine e falando dos cartões mágicos também!
Sabe aquela história...
Uma ótima notícia!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Eita insônia...
Nem tudo é o que parece ser
Às vezes chega assim, como um furacão ou tsunami e varre tudo que encontra pelo caminho.As erupções vulcânicas também têm esse dom.
Sobram apenas muita lama e cinzas.
Mas de repente, como se tudo isso fosse sempre necessário, o terreno fica mais fértil.
Nascem milhões de novas espécies que atraem novas vidas e se transforma num paraíso na terra.
Até a próxima erupção.
Isso pode demorar muitos anos geológicos para acontecer, mas tenha a certeza - irá acontecer novamente.
E, se por acaso estiver demorando muito, o destino se encarrega de mandar o homem pra acelerar o processo.
Aí entre os coquetéis molotovs e as bombas de nêutrons em creches e hospitais públicos, surge um novo dilúvio e varre tudo. Só que dessa vez limpando também as próprias anomalias criadas pela natureza.
Pronto, mais uma vez o terreno está fértil e podemos começar tudo de novo, até acabar mais uma vez!
Acabei de descobrir
Rá! Novidade...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Cinco vontades súbitas recentes
2 - Voltar pra casa
3 - Dançar um bolero
4 - Tomar chuva
5 - Ter um filho
Chove
E eu ganhei uma música, que eu adorei.
Melhor frase da noite
Transgressões
2 - Quando sair, chegar em casa antes da meia-noite
3 - Seguir as minhas escolhas e não os meus impulsos
4 - Fazer o que eu digo e não fazer que eu faço
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Iupiiii
Geralmente eu tenho um livro na bolsa. Isso porque eu sempre gastei todo o dinheiro que ganhei com roupas, sapatos, livros, revistas e cerveja e não sobrou nada pra comprar um carro. Então eu ando de ônibus e aproveito pra ler, já que não preciso dirigir. Os meus livros têm a ponta das páginas dobradas e alguns parágrafos grifados com lápis, que são as partes que mais me chamam a atenção ou com as quais eu mais me identifico. Quando eu estou com as minhas amigas tomando cerveja, depois da segunda ou da terceira, costumo sacar o livro da bolsa e começo a ler os trechos marcados. Depois de algum tempo, comecei a ler alguns pensamentos que eu anotava no meu bloquinho. E todo mundo começou a me achar a chata da turma por esse mau hábito. Só que agora eu achei alguém tão esquisita quanto eu, que também acha o máximo fazer essas coisas. Então, hoje a gente resolveu se encontrar num lugar na Vila Madalena onde os meio-intelectuais, meio de esquerda se encontram, munidas dos nossos livros e anotações, e criar o nosso próprio sarau/debate sem ninguém por perto que possa olhar fingindo que está prestando a atenção mas com cara de "que horas essa mala vai parar de ler essas porcarias".A persistência da memória (primeiro da série coisas que me tiram o sono)
Ouvi uma vez o Gilberto Gil dizer em uma entrevista pra Marilia Gabriela que ele não tinha medo da morte, tinha medo de morrer. Quer dizer, o temor dele não é deixar de existir, mas sim o processo pelo qual vai passar para deixar a vida e ganhar a eternidade. Nunca ouvi o testemunho confiável de ninguém que tenha passado pela experiência e voltado para contar como foi, mas imagino que, na maioria das vezes, seja algo doloroso e, por isso, ele tem mesmo razão em temer. Além disso, ele, que é uma personalidade, um artista reconhecido com uma vasta obra, que já deixou sua assinatura nas páginas da história, certamente quando sair da vida ganhará a eternidade, portanto não precisa mesmo se preocupar com o depois, só com o durante.Claro que isso não acontece com gente como Gilberto Gil. A parte de perder a continuidade da festa sim, mas ele sabe que ainda que não esteja mais por lá fisicamente, continuará presente como assunto nas principais rodas de conversa. Isso, porque no tempo em que ficaram, mesmo que tenha sido breve, pessoas como ele conseguem deixar sua marca, seja por meio das idéias que trocaram batendo-papo, seja porque beberam de mais e deram um show.
E é por querer compensar a ausência inevitável que um dia vai chegar, que todo mundo sente necessidade de deixar um pedacinho de si por aqui. Talvez daí venha a idéia de que toda pessoa tem que plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. São três maneiras de dizer: eu já fui embora, mas estive aqui, espero que vocês não se esqueçam de mim. Acho que a mais eficiente é o livro (que pode não ser necessariamente um livro, mas qualquer forma de registro de pensamento). Justamente porque carrega uma marca pessoal mais forte e tem a chance de sobreviver por mais tempo.
Eu, por exemplo, sei que existiu um Aristóteles, um Camões, um Beethoven, e até hoje tenho acesso ao que eles pensaram e produziram. Em compensação, não tenho idéia de como era meu bisavô, como ele vivia, no que acreditava, com o que se preocupava. Quer dizer, melhor faz quem se dedica às idéias do que quem se dedica a uma criança. Claro que as pessoas tem que ter filhos também. Se todo mundo resolvesse parar de ter filhos e começasse só a filosofar, a estudar, a pesquisar, a refletir, eu nem estaria aqui escrevendo essas besteiras. Da mesma forma, eu não estaria aqui escrevendo essas besteiras se ninguém tivesse me mostrado que tem gente que se dedica ao estudo, ao pensamento e a reflexão, quer dizer, eu não teria sobre quem nem sobre o que escrever. Há algum tempo (bastante tempo até), assisti a uma peça chamada Solidores, do André Fusko, que era um diálogo entre um casal. No meio de várias outras discussões, o cara dizia que ninguém sabia se Einstein tinha um filho e ninguém nem se importava com isso, mas todo mundo sabia que ele foi o criador da teoria da relatividade.
Volto a dizer, não sou contra ter filhos, eu digo que não quero agora, mas pode ser que um dia, quando estiver muito feliz, eu queira (no filme Romance, a personagem da Letícia Sabatela diz pro Wagner Moura que quando está muito feliz tem vontade de ter um filho). Mas isso só quando eu encontrar um homem que eu ache que mereça deixar seus genes no mundo (hehehe, e será que eu mereço?). Divagações à parte, acho que a melhor forma de sermos lembrados é por nossas idéias.
Retomo, agora, a idéia do Mutarelli, no O Natimorto, de que tem a impressão que deixa de existir para as pessoas quando não está por perto. Acho que isso, em vida ou depois da morte, não acontece com quem consegue se tornar relevante por si próprio, em vez de apoiar sua existência no outro.
E isso tem me feito pensar uma coisa. Eu já conheci centenas de pessoas. De algumas me lembro todos os dias, de outras frequentemente, mas a maioria só volta ao meu pensamento nos natais, em anos bissextos ou nas viradas de século. Mesmo gente com quem eu convivi por um bom tempo e com quem tive momentos especias acabam ficando com uma imagem embaçada, guardada em uma gavetinha lá no fundo da memória. Essas,
É, acho que pior do que deixar de existir depois da morte é deixar de existir durante a vida.
Obs: Essa é história que eu falei alguns posts atrás sobre deixar de existir quando não está por perto e que seria meio egocêntrico. A pessoa que escreveu essas coisas acima (no caso, eu) deve ter uma grande necessidade de auto-afirmação, ser insegura e precisar muito da aceitação alheia pra se sentir feliz. Deveria voltar pra terapia urgentemente, aprender a ter mais confiança em si mesma e depender menos dos outros!
Obs´: Post muito bem acompanhado por dois Dalis: A persistência da memória e Galatéia das esferas.
Essa é pra você...
Momento saudosista... But no regrets.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Assisti isso
E também
2 - O sexo é consequência, porque o que desperta o tesão é o fato de ficar junto, o que é muito mais intenso do que uma simples transa. Passa a ser uma troca e não a busca pela satisfação individual.
3 - Enquanto a admiração, no sentido de causar surpresa, durar, sempre vai haver algo a mais para se descobrir sobre o outro, sempre vai haver mistério e o relacionamento não vai cair na monotonia.
4 - Admiração é essencial, mas com certeza não é tudo. O amor sempre tem um algo mais, aquele pózinho de pirlimpimpim que cai quando duas pessoas se encontram.
5 - Nossa, sou muito experiente mesmo pra falar sobre isso....
Só teorias...
Tem gente que acredita que os opostos se atraem, outros dizem que um relacionamento só pode dar certo quando as duas pessoas são parecidas, pensam da mesma forma e têm preferências em comum ("amar é gostar da mesma música", né João?). Na minha concepção de amor, na qual o requisito mais importante é a admiração que um sente pelo outro, ambas as visões estão certas. Acho que muitas vezes o que a gente mais gosta na outra pessoa é o que a gente não tem ou não é e não consegue ter ou ser. Por outro lado, tendemos a simpatizar com gente que tem as características de que gostamos em nós mesmos.Independente de divergências, que são naturais, porque por mais parecidas que as pessoas sejam, cada uma é única, acho que quanto maior a admiração que um sente pelo outro, maior a chance de um relacionamento dar certo. Mas esse sentimento precisa ser reciproco, afinal ninguém merece ficar de baba ovo de alguém que o menospreza ou não está nem aí.
Acabei de descobrir na Wikipédia, que "admiração (do latim admirari) é um sentimento de assombro, surpresa ou espanto diante de uma situação. Na Filosofia, a «admiração» ou «espanto» é o princípio fundamental para começar a filosofar, ou seja, é um processo atrativo através do qual não passamos indiferentes perante qualquer coisa, colocando-nos em movimento, partindo de coisas simples para coisas mais complexas, terminando no conhecimento de si, como desconhecendo-se («só sei que nada sei», Sócrates) ou desconhecendo as coisas. Assim, admirar-se perante qualquer coisa é ter a capacidade de problematizar o que parecia evidente, procurando esclarecer o que se apresenta como obscuro". Como a curiosidade é o primeiro passo para o desejo (uma das frases que eu postei há alguns dias, tirada do livro O Burlador de Sevilha) e a admiração desperta a vontade de saber mais, admirar é o início para se desejar alguém.
Ao mesmo tempo, essa admiração acaba funcionando como um estímulo ao auto-desenvolvimento. Se a gente acha o outro realmente especial, o vê como alguém capaz de nos tornar melhor do que somos. Vemos que temos coisas a aprender, que o outro tem algo a nos agregar. Eu, pelo menos, já desejei me tornar uma pessoa melhor por causa de alguém, como se para merecê-lo, ou para que que ele também me admirasse, eu precisasse me melhorar. Mas isso não tem nada a ver com me subestimar, acho que é algo até saudável, porque proporciona uma evolução.
Da admiração também nasce o respeito, a paciência, a compreensão. Se houver tudo isso, os problemas encontrados pelo caminho acabam ficando menores e menos complicados, porque a vontade de estar junto vai ser sempre maior e haverá mais disposição para resolver as situações e entrar em acordo. Não haverá necessidade de impor opiniões, de mudar o ponto de vista do outro e, assim, ninguém sentirá que saiu perdendo. Porque ganhar é estar junto.
Daí, também, vem a idéia de que as pessoas se casam, ou procuram um parceiro, porque precisam de uma testemunha para suas vidas. No texto O Natimorto, do Lourenço Mutarelli, o personagem diz que tem a impressão de que deixa de existir para os outros quando não está por perto. Talvez essa testemunha que a gente procure seja alguém que vai fazer com que a gente exista sempre, porque vai estar sempre do nosso lado. Ninguém quer passar em branco e, é claro que se queremos que alguém testemunhe nossas vidas e se vamos testemunhar a vida de alguém, não vamos escolher qualquer um, né. A gente merece o melhor, merece que esse papel seja desempenhado por alguém especial e que nos dê orgulho durante essa longa caminhada (tudo bem, pode não durar tanto tempo, mas ninguém começa um relacionamento achando que vai acabar logo logo). E que isso seja reciproco, que alguém que vai presenciar todos os nossos passos e tropeços esteja disposto a nos aplaudir, a nos estimular e a nos dar a mão pra ajudar a levantar.
Testemunhar a vida também tem a ver com assistir. Não só no sentido de ser expectador, mas no de dar assistência, de cuidar. Quem ama cuida e quem não dá assistência abre concorrência, né? Quer dizer, não basta ficar na platéia, tem que participar.
Pra mim, isso é natural no amor que nasce da admiração e do respeito, só assim haverá o desejo de estar presente, de estar por perto sempre, de atuar junto. E assim ser alguém que vai fazer com que o outro não deixe de existir.
Mas isso é só a opinião de uma menininha que não sabe o que é amar e fica tentando racionalizar as coisas...












