domingo, 5 de abril de 2009

Girls just wanna have fun

Depois de uma semana heavy, tive um final de semana muito divertido, com programas de menininha, almoço com amigos queridos, passeio na Vila Madalena, baladinha com música boa e pessoas legais e um filminho para fechar com chave de ouro.
É engraçado como essas pessoas que criam filmes conseguem fazer a gente se enxergar na tela. Ontem, saí para dançar com uns amigos, entre eles a Rafa, minha amiga do coração, que há quatro anos me acompanha nos melhores e nos piores momentos da vida, a Ju e o Rafinha, amigos dela. O lugar estava lotado (do jeito que eu não gosto), mas o som era legal e conseguimos dançar e nos divertir. No final da noite, presenciei uma cena que vi se repetir hoje no filme Ele não está tão a fim de você. Eu e o Rafinha ficamos assistindo a um casal flertando (que palavrinha!). Ele, como um homem que conhece sua espécie, começou a analisar a linguagem corporal dos dois e conseguia prever, a cada movimento, o que iria acontecer. Com muita paciência, e pela amizade, ficamos esperando o desfecho que, como era esperado, não foi dos melhores. Hoje, vi o Alex (Justin Long) fazendo a mesma coisa com a Gigi (Ginnifer Goodwin), no cinema. 
No bar, também presenciei o seguinte diálogo:
Cara: Você precisa abrir a porteira e deixar o rebanho entrar e não ficar se preocupando só com um cara.
Menina 1: Que rebanho?
Cara: Ah, você é bonita, inteligente, mora sozinha e é solteira. Deve ter um monte de caras atrás de você.
Menina 1: Não tem nada.
Menina 2: É, pra você ver como a situação está difícil.
Uma parte dessa história é mentira. Sempre tem, sim, muita gente interessante e interessada, só que nem sempre com os mesmos objetivos que a gente.
Quem assistir ao filme vai se reconhecer um pouquinho em cada personagem. Porque todo mundo já ficou carente, já deu um fora, já deu um perdido, já ficou em dúvida, já foi traido ou teve vontade de trair, já se sentiu feito de bobo ou não entendeu o que estava sentindo. O problema é que quando a gente tá do outro lado, não consege ver que o outro sente as mesmas coisas que a gente, porque no fundo todo mundo é igual. Pode parecer contraditório, mas é extamente por isso que não existem regras nos relacionamentos. E é por isso que, pelo menos eu acho, o mais importante (além de ser tranquilo e otimista!) é ter muita compreensão. (Essa pode ser uma idéia furada, já que eu também estou sozinha há algum tempo, por vontade própria, ou não.)
Mas, mesmo pautando minha vida por essa ideia meio fracassada, ela deve valer de alguma coisa porque parece que as pessoas confiam nas minhas teorias. Me senti um pouco psicóloga nesse final de semana. Entre sexta e sábado à noite, três caras com quem conversei passaram 70% do tempo me contando sobre seus relacionamentos anteriores que não deram certo. Eu, do alto dos meus 27 anos de experiência e sabedoria, escuto (tentando aprender alguma coisa) e digo o que penso (que a gente tem que tentar se colocar sempre no lugar do outro, que as pessoas têm suas particularidades, apesar de sentirem coisas parecidas, que, ao mesmo tempo, a gente não pode se anular em função do outro, e blá blá blá). Pra mim, isso seria o ideal. Acredito que um dia vai dar certo na prática. Mas também não estou muito preocupada com isso agora. Quer dizer, até estou, mas existem situações que fogem ao nosso controle. Fazer o que, né?
É pra esquecer esse tipo de preocupação que servem os momentos bons que a gente passa com as amigas, seja comendo uma pizza em casa, seja saindo pra dançar, seja indo ao cinema pra ver um filme que sirva de consolo.
Pra fechar o post sobre relacionamentos, deixo duas dicas do Jimmy Fallow, publicadas na revista Glamour de abril:
"Do marry someone you love to be with. "When a game's on TV, I'll invite my wife to join me and my friends. I don't go 'Hey, I need my man time...'"
Don't ever date a guy who uses the term man time."

Ps: O Ben Affleck é um fofo no filme. E o Bradley Cooper é um coitado.

Adivinha...

em que eu tô pensando.

segunda-feira, 30 de março de 2009

domingo, 29 de março de 2009

Nem as velhinhas...

vão sozinhas ao cinema no domingo a tarde...
Eu vou...
E agora vou fazer um frango com curry. 
Só pra mim...

Recebi da Fabi Vajman


Tenho que dar 7 segredos de beleza, pelo que entendi, então aí vai:
* Como tudo o que quero. (Evito frituras, mas isso é espontâneo, porque tenho preferências meio naturebas mesmo.)
* Faço sempre o que gosto.
* Tento olhar sempre as coisas (e as pessoas) pelo lado bom.
* Não passo vontade.
* Cuido de mim (hidratante, maquiagem, etc), mas não deixo de me divertir porque não deu tempo de fazer as unhas.
* Me importo mais com o que eu sinto do que com o que os outros pensam.
* Tento estar sempre bem, porque o que está dentro da gente se reflete no lado de fora.

Indico a Audrey Hepburn (aqui), uma da mulheres mais lindas e elegantes que já existiu. As outras seis eu não sei...

sexta-feira, 27 de março de 2009

E, no fim...

eu não fui...

Coisas para melhorar

* Ser mais atenta
* Ser mais rigida
* Descobrir uma nova forma de organização

quinta-feira, 26 de março de 2009

Ah!

E quero agradecer ao meu personal organizator de carreira. Você conseguiu me dar um ânimo extra. 
Hoje, no meio da tarde, parei por uns minutos e olhei pra redação. Me senti como quando era adolescente e, antes das aulas de volei no clube, tinha que dar umas mil voltas na quadra correndo. Eu nunca tive perfil de esportista. Sempre chegava uma hora na corrida em que eu não aguentava mais. Sentia falta de ar, dores, tontura. Mas pensava: falta só mais um pouquinho. Algumas vezes desisti. 
Mas hoje, quando meus pensamentos não estavam mais fazendo sentido e as letras estavam embaralhadas na tela do computador, lembrei de tudo o que você me falou e consegui ter um gás a mais pra terminar o dia.

O que realmente importa

Tenho trabalhado bastante. Como eu já disse aqui, adoro meu trabalho. Mas ele tem uma particularidade que quase não se vê hoje em dia e que, por um lado, é ótima, mas em alguns momentos é bem ruim, como foi nessa semana. Na empresa em que trabalho, o horário de expediente é cronometrado em minutos e segundos. A gente entra às 8h30 e sai às 17h54, em ponto. Não é permitido ficar depois desse horário. Isso significa que as milhares de coisas que eu tenho que fazer têm que ser feitas nesse intervalo de tempo. Nem um minuto a mais. O bom é que eu, teoricamente, posso ter uma vida social, pois não fico até tarde trabalhando. O ruim é que às vezes não dá para fazer tudo, mesmo trabalhando sem parar, e eu tenho que ir embora deixando coisas sem terminar, o que me angustia.
Como o volume de trabalho, a responsabilidade e a pressão são muito grandes, tenho chegado em casa acabada. Sem forças pra nada. Esse é um dos motivos pelos quais eu tenho postado pouco. Outro motivo é que, desde que mudei de casa, não tenho mais computador. Uso o do meu irmão quando ele não chega em casa cedo. 
Eu trabalho com moda e preciso saber o que acontece por aí. Todo o meu tempo livre, tenho usado pra ler revistas sobre o assunto e pesquisar. Por isso, tenho deixado de fazer outras coisas que amo. Não tenho tido ânimo nem energia pra ir ao teatro, ir ao cinema, ler sobre outros assuntos, principalmente cultura, e nem mesmo pra encontrar os meus amigos, de quem gosto tanto. Minha última balada foi no hospital, acompanhando a Rafa, que ficou doente.
Hoje, eu trouxe uns textos pra editar e escrever em casa. Trouxe, para ler, algumas revistas de moda e uns livros sobre beleza (mais especificamente, sobre cabelos!). Sentei na frente do computador e resolvi, antes de começar atrabalhar, fazer uma coisa que não fazia há tempos. Entrei no blog do Domingos de Oliveira.
Voltando algumas horas, hoje a tarde o João me mandou um texto do Paulo Roberto Pires, também do blog, em que ele fala sobre o Genius. Aqui vai um trechinho, que cita Giorgio Agamben, filósofo italiano, num texto (do livro “Profanações”):
"O Genius é paradoxal. Ele só existe relacionado a nós e à nossa personalidade, mas só se manifesta quando nos “perdemos” de nossa identidade. Quando, diz ele, nos emocionamos profundamente temos um momento de “perda” (de referências, de segurança) – e aí encontramos o Genius, o que nos anima de forma mais fundamental e profunda.
O Genius, prossegue Agamben, é aquilo que em nós faz exigências pouco racionais mas fundamentais, tais como, por exemplo, um caderninho específico para escrever, a escolha de canetas, papéis coloridos, etc. Uns diriam “capricho”, outros obedecem cegamente ao seu Genius – mesmo sem saber que estão fazendo isso. Não ouvir e atender o Genius é negligenciar, em nós, o que talvez tenhamos de melhor: a capacidade de criar o novo, inventar.  Como diria a Marguerite Duras aí em baixo: uma coisa é escrever, outra é publicar livros. Esta última é mais fácil; a primeira, só alimentado este deus caprichoso."
E aí eu chego em casa e leio o Domingos escrevendo apaixonadamente, com seus setenta e poucos anos, sobre seu primeiro contato com o amor, a morte e a arte:
"O encontro com a Arte e a Cultura deveu-se ao pai dela [a primeira mulher dele], seu Álvaro. Ele gostava muito de mim. Foi o primeiro a perceber exaltadamente o meu artista. Na minha casa de origem não se liam livros. Nem se ouvia música. Foi seu Álvaro que botou nas minhas mãos Nietzsche, Dostoievski, Beethoven, Bach, Scarlatti, Van Gogh, Rafael, Picasso, Charles Chaplin, e Alan René. Ele foi o primeiro que me disse “Seu poema é bom. Mas o copidesque do seu poema é muito melhor.” Esse homem, que eu amava loucamente, morreu muito cedo. Um ano depois do meu casamento. De uma doença estranha e feroz chamada botulismo, uma coisa que aparece nas vacas. Sofri aos berros, aos uivos, quando ele morreu. Era meu primeiro contato com a Morte. Completando o quadro da Cultura, havia também a mulher dele, dona Lucy. Neta de um famoso caudilho do Sul, ou seja, gente fina de verdade. Aristocracia rural. Quando ela apareceu, meus amigos e eu transferimos imediatamente toda a nossa paixão para ela. Era uma deusa. Linda, parecia Vivian Leght, de “O Vento Levou”. Lembrava Grega Garbo e adorava as cenas de sexo de “Hiroxima, Mon Amour”. Enfim, uma mulher divina, pairando acima do bem e do mal. Defensora discreta do hedonismo. Envolta constantemente numa onda de classe e beleza. Para mim, que vinha de uma família burguesa onde era preciso tampar os ouvidos antes do almoço tal a gritaria, aquilo era o paraíso. A perfeição do paraíso."
E depois sobre a arte:
"Cultura é uma coisa extremamente importante. Magnamente importante. Mas é apenas o trem, a Arte é a locomotiva. São os verdadeiros artistas que devem ser apoiados, descentralizadamente, é claro. Estamos num país pobre. Não é necessário fazer uma Arte medíocre, é preciso fazer uma grande Arte. E os poderes constituídos não chegam nunca lá. Não tem tempo para saber onde está o ouro. Aquilo que justifica a atividade, a Arte. Cultura é uma palavra muito ligada à educação. Mas é a Arte que modifica as pessoas e o caminho humano. A Arte é a meta."
Adorei isso: é a arte que modifica as pessoas. Realmente, pra mim a arte é o que é capaz de tocar a gente de forma profunda, mas delicada ao mesmo tempo, de fazer a gente pensar, ou repensar, sem ser impositiva. Quando eu entrevistei a dramaturga Silvia Gomez, ela disse que pra ela o teatro era o lugar pra fazer perguntas, pra fazer as pessoas pensarem, e pra compartilhar os sentimentos e emoções.
Num dos posts anteriores, sobre degustar a vida, escrevi que às vezes a gente liga o piloto automático e deixa as coisas acontecerem, a vida ir passando, sem aproveitar, sem saborear os momentos. E acho que eu ando assim ultimamente. Se tem algo que eu não suporto é ter que ficar presa a uma coisa só. É não ver novidades, não respirar outros ares. É ficar bitolada. 
Estou precisando fazer mais perguntas, compartilhar emoções, ouvir outros pontos de vista, trocar ideias, me sentir estimulada. Não no trabalho, mas fora dele. Estou me sentindo alienada do mundo. Preciso ouvir o meu Genius e preciso que ele me dê forças pra sair dessa inércia...

terça-feira, 24 de março de 2009

Auf Auchse

Bizarrices que me fazem rir...

1 - A matéria na Nova que começa mais ou menos assim: A estudante fulana de tal viciou suas amigas em cocaina. Ela vendia drogas para comprar bolsas e roupas de grife. No texto perguntam se ela usava drogas e ela diz que o pior erro que um traficante pode cometer é consumir seu estoque.

2 - A Rafa me contando que a Becky Bloom comprou um carrinho para superfícies rochosas para trilhas, uma mamadeira Dior e um estetoscópio pro filho que está esperando. Quero muito ler esse livro! (O chá de bebê de Becky Bloom)

Preciso de um homem...

Que tenha uma furadeira pra instalar uma prateleira no meu quarto no final de semana. Alguém?

Onde estão as pessoas...

quando a gente mais precisa delas?

terça-feira, 17 de março de 2009

Adoro!

Uma das coisas mais legais é perceber que as pessoas que trabalham com a gente estão se divertindo. Hoje foi um dia ótimo. Apesar de cansativo (principalmente pra Nati, pra Fe, pra Roberta e pro Ernesto), foi muito divertido, principalmente pras meninas que fizeram as fotos, celebridades ou não. Tudo ficou lindo e eu adorei! Depois ainda nos encontramos sem querer no Marquinhos... pra fechar com chave de ouro e muita besteira... Se todos os dias forem assim... 
Depois coloco as fotos do making off, que não estão vindo pelo bluetooth.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Com a Rafa em Santos...

Consegui cumprir minha programação dominical. Acordei cedo e fui tomar café na Villa Grano. É uma padaria na Vila Madalena com um buffet de café da manhã que é uma delícia. E, apesar de sempre cheio, o ambiente é muito gostoso. Tem famílias com criancinhas, casais de namorados que sempre chegam mais tarde, amigas e amigos com tênis e roupas de corrida. Todo mundo jovem, bonito e com cara de domingo feliz. Comi ovos mexidos, pão integral com trocentos grãos, peito de peru, queijo branco, mamão com mel (que eu amo!!), muita fruta, granola, iogurte e, claro, waffle com calda de chocolate (porque eu tenho, sim, uma alimentação saudável e adoro, mas ninguém é de ferro). Pensei que queria ter um namorado que comesse panquecas e brownies pra eu poder roubar um pedacinho. Fiquei lendo minha TPM, dei risada sozinha com as notas do Badulaque, e saí de lá depois do meio-dia - foi um brunch e não um café da manhã. 
Como não basta alimentar só o corpo, fui caminhando até o Tomie Ohtake (aquele prédio lindo, todo cheio de ondas azuis, roxas e rosa, que fica na Pedroso) e vi duas exposições. Primeiro a Latitudes, com obras de artistas latino-americanos. Adorei El grande de España, do Diego Rivera, e as obras surrealistas de Frida Kahlo e companhia. Depois vi uma série de gravuras da Tohmie Ohtake, que - na minha humilde ignorância - não me dizem nada. Mas são bonitas.
Saí de lá umas 15h e fui andando até a Rebouças. Na pracinha na frente da Fnac tinha uma feirinha de artesanato e uma moça cantando samba. Um clima muito gostoso pra um domingo de sol. Entrei em um sebo, perguntei por um livro, que não tinha. Peguei um ônibus até a São João e fui pra Galeria Olido assistir O Homem que Amava as Mulheres, do Truffaut, com a Dri. Saimos de lá e fomos comer um yakissoba na Choperia Liberdade. Adoro a breguice desse lugar! Depois de comer, tomar um chope e ouvir várias músicas bregas no karaoke, peguei o metrô e chegeui em casa em 20 minutos. Meu quarto já estava vazio (o antigo morador veio buscar as cosias dele). Ainda bem que não levou a cama, porque a minha só chega na semana que vem. E vai ser grande e só pra mim. Por enquanto, com a cama pequena mesmo, mas só pra mim, dormi ouvindo isso:


   

domingo, 15 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009

Cruisin'

Duas novidades

1 - Morar perto de uma padaria me vez perceber o quanto eu amo salame e mortadela. Tô ficando viciada.

2 - Essa semana realizei um desejo antigo: esmagar batons (entre eles um Dior).

sexta-feira, 13 de março de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Como agora...

a única coisa que eu tenho feito, além de trabalhar e comer, é dormir, decidi investir em uma cama de casal bem gostosa e só pra mim. Passei na Ortobom pra pesquisar e disse que queria uma cama box de casal. O vendedor olhou pra mim e perguntou:
- Qual é o peso do seu marido?

Tá louco, a gente não pode querer uma cama grande só pra gente, não é? 

domingo, 8 de março de 2009

No fim...

Não fiz nada do que programei...
Mas torrei no sol, fiquei um pimentão, conheci vários vizinhos legais e descobri um truque com gelatina...
A melhor frase de hoje, dita pela Mari: A mulher tem que ter passado e o homem tem que ter futuro.

sábado, 7 de março de 2009

Mais uma noite de sábado em casa...

Pra que sair, quando a gente tem tudo o que precisa em casa?  Uma massinha gostosa, mate gelado, uma pilha de revistas pra ler e um DVD pra assistir. Além disso, amanhã quero acordar cedo pra tomar café da manhã na Villa Grano. Talvez andar de bicicleta no Villa-Lobos. Preciso fazer algum exercício, tô muito sedentária. Hoje até que caminhei bastante. Fui e voltei na Paulista, da Consolação até o Reserva Cultural.
Assisti Frost/Nixon no HSBC Belas Artes. Saí de lá com uma pergunta e uma constatação. Primeira: o que a Rebecca Hall está fazendo no filme? Eu perdi alguma coisa ou é só mesmo pra dizer que tem uma mulher bonita em cena? Segunda: esses telefonemas de bêbados de madrugada podem arruinar a vida de uma pessoa.
Depois, fui andando até o Reserva Cultural. No caminho vi várias bancas ainda com a Bravo! de fevereiro, que tem o John Lennon na capa. Cheguei em cima da hora pra assistir O Casamento de Rachel, que era na última sala. 
Quando passei na frente da livraria, vi a Bravo! nova, que tá com uma capa meio diferente das que costuma ter (geralmente a foto de alguém). Entrei na sala, vi que o filme ainda não tinha começado e não resisti, voltei pra olhar a revista. Dei uma folheada e vi que a matéria de capa tá bem bonita, assim como a matéria A Índia é Pop, do André Nigri (cheias de cores, como eu adoro!). Procurei a minha seção preferida, o Confessionário, do Armando Antenore, pra ver com quem era, mas não achei e fiquei decepcionada (de novo, será que eu perdi alguma coisa?). Mas vi que ele fez uma entrevista com o Ferreira Gullar. Então tá. 
Sobre o filme, no começo me incomodou um pouco, achei meio bobo. Na verdade, não tinha gostado muito até quase o final. Mas passei a sentir uma certa simpatia depois que o casamento começa de verdade (e não foi porque entra uma escola de samba). A Anne Hathaway tá bem, sim, no filme. Ela passa uma sensação de incômodo constante. É a drogada mimada, mas transmite o mal estar que a personagem sente o tempo todo. E também gostei do pai dela, que parece o meu pai arrumando a cozinha, colocando as louças pra lavar e perguntando o tempo todo se a gente quer comer alguma coisa. hahaha
Passei na Fnac e comprei a mag! (de janeiro ainda), que tá linda, com um editorial inspirador sobre a alegria. E passei vontade, porque por mim compraria todas as revistas internacionais de moda, que têm umas referências incríveis. E também os livros da Nina Garcia, fofos e divertidos. Mas aí eu lembrei que preciso comprar uma cama e coisinhas pro meu quarto, me contive e deixei pra próxima visita à livraria.
Queria estar animada pra ir ao aniversário com a Rafa, ou à Mercearia com o Binho. Mas parece que a cama tá chamando meu nome.

Que bom!

Essa semana foi ótima! No trabalho e em tudo. A única coisa que faltou foi encontrar minhas amigas, que sairam ontem, mas eu tava muito cansada e não aguentei. 
E eu ganhei um dos melhores presentes de todos os tempos. O filme mais lindo ever, que acabou de ser lançado:
E hoje eu vou ao cinema. Faz muito tempo que não vejo nada e já tô me sentindo mal.

quarta-feira, 4 de março de 2009

E hoje...

eu quase chorei quando vi as fotos de um editorial jogadas na página. Ficou tão lindo que meus olhos se encheram de lágrima!

É verdade!

Eu amo minha vida.
Eu amo meu trabalho.
Eu amo meus amigos.
Eu amo roupas.
Eu amo idéias legais.
Eu amo coisas bonitas.
Eu amo o Lou Reed.
Eu amo essa música.


terça-feira, 3 de março de 2009

Eu criei esse blog pra escrever...

E não pra ficar postando videos. As pessoas estão reclamando que eu não escrevo mais. Desculpa gente, é que eu tô tendo que concentrar minhas energias em outras coisas. No trabalho, em um amor impossível e nas caipirinhas do Filial e cervejas da Mercearia São Pedro.
Tenho lido só coisas relacionadas ao trabalho, mas como esse blog também não é pra ser de moda, não vou escrever nada sobre isso aqui.
No próximo final de semana tenho duas missões: assistir aos filmes que ainda não vi antes que saiam de cartaz e fazer um tour pelas lojas de decoração pra dar um up no meu quarto novo. É, mudei de casa. Ainda não é no Centro e muito menos no Copan, mas é perto da editora e facilita a minha vida. E a Vila Madalena é um ótimo lugar pra se morar. Além disso, meia hora pra ir de casa pro trabalho e do trabalho pra casa é um luxo pra poucos em São Paulo.
Espero que na semana que vem tenha algo interessante pra escrever aqui. Também tenho sentido falta disso. É ótimo só ter que ler os textos dos outros, mas escrever também é muito bom. E eu não quero perder o hábito.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Como dizia a minha avó...

O que arde cura e o que aperta segura.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval em São Luiz

Se você quiser pagar 30 reais pra estacionar o carro e ver um monte de caras bêbados e sujos agarrando qualquer menininha de mini-saia que passar (igualmetne bêbadas e sujas), vale muito a pena. Ah, e ainda tem a pinga colorida no chup chup grudento (urgh!).
Pelo menos a skol custa 2 reais.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Para não sofrer

Relendo as resoluções para 2009 (a parte sobre me valorizar mais), lembrei de mais uma do "Separações", do Domingos. É um trecho em que o pai vai dar conselhos pra filha que acabou de se separar. Ela fala:

- Eu sou bonita, sexy, inteligente... Feliz o homem que estiver do meu lado.


Espero assimilar e aplicar isso tão bem quanto "o importante é ser tranquilo e otimista"...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Do blog da Patrícia

De Simone de Beauvoir para Nelson Algren: "uma vez você me perguntou se eu era do tipo de mulher infantil ou do tipo de mulher razoável. Não creio que eu seja pueril, mas estou certa de não ser muito razoável. Uma mulher razoável não sentiria tão aflitivamente a sua falta. [...] Não, não sou razoável, sou até um pouco fraca. Até a minha volta a Paris, uma certa relutância, um pavor me impediam de admitir este amor em toda a sua força e em toda a sua profundidade. Amá-lo tanto significava que eu posso sofrer terrivelmente por sua causa, quando o deixo, quando você está de mau humor e, principalmente, se você me amar menos. Isto significa que minha felicidade está em suas mãos e, em certo sentido, eu preferiria conservá-la nas minhas. Bem, agora está feito, não posso fazer mais nada, preciso aceitar esta dependência, quero aceitá-la já que o amo. [...] Mas o Canadá, Nova York, as viagens, os amigos, todo o resto, eu abandonaria tudo para estar mais tempo com você. Eu poderia pegar um quarto para mim, você trabalharia tranqüilamente e ficaria sozinho quando o desejasse. E eu seria ajuizada, lavaria a louça, varreria. Eu própria iria comprar os ovos e doces ao rum, e não tocaria em seus cabelos, sua face ou no seu ombro sem sua autorização. Eu procuraria não me entristecer quando o jornal da manhã ou outras razões o deixassem com um humor de cão, eu não entravaria a sua liberdade ... Não responda a isso. Março ainda está muito longe, nada é certo, você verá o que podererá e quererá fazer. Fico aliviada de ter dito isso [...]. Paris, 3 de outubro de 1947". In: Cartas a Nelson Algren: um amor transatlântico 1947-1964. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000, pp. 63-64.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Top 10 Maiores Prazeres da Vida (ou não...)

1 - O primeiro gole de cerveja gelada numa tarde de sol quente.
2 - Deitar de conchinha.
3 - A sensação de frio na barriga que dá um minuto antes de encontrar quem a gente ama.
4 - Ter uma epifania.
5 - Olhar para o prato pronto e sentir o cheiro da comida antes de começar a comer.
6 - Sentar na areia e ficar olhando o mar em uma praia vazia.
7 - Cheiro de livro novo.
8 - Ir ao cinema sozinha e ficar observando as pessoas.
9 - Entrar em uma loja pra comprar roupas e sapatos.
10 - Dormir ao som do piano (mesmo que seja na televisão).

[MEME] 6EIS COISAS ALEATORIAS

Recebi a indicação do Velho Santiago. Adorei e vou fazer!

1 - Sempre passo óleo no corpo depois do banho.

2 - Pratiquei esgrima e tiro esportivo por alguns anos.

3 - Estudei enologia na França e trabalhei no castelo de um milionário árabe, fazendo a harmonização entre os vinhos e os pratos.

4 - Em Cuba, dancei ao som dos velhinhos do Buena Vista.

5 - Quando encontrei o amor da minha vida, senti um click e tive certeza de que ele era "the one".

6 - Menti em todas acima, menos em uma.

As regras são:

1 - Linkar a pessoa que te indicou.
2 - Escrever as regras do Meme em seu blogue.
3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 - Indicar mais 6 pessoas e colocar os respectivos links.
5 - Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
6 - Deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem

Indicados:
Noite vazia
Cacalo
Priscila Nicolielo
Nuvens Óbvias
Olhar de SOSlaio
A grama do vizinho

Alguém

Me dá uma receita boa com roquefort?

Faz tempo que queria colocar isso...



Be my baby

The night we met I knew I needed you so
And if I had the chance I'd never let you go
So won't you say you love me
I'll make you so proud of me
We'll make 'em turn their heads
Every place we go
So won't you please

(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you'll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, oh

I'll make you happy, baby
Just wait and see
For every kiss you give me
I'll give you three
Oh, since the day I saw you
I have been waiting for you
You know I will adore you
Till eternity
So won't you please

(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you'll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, ohh, oh

É isso que eu faço. E eu amo!




Agora chega...

Sábado passado foi um dos piores dias da minha vida. Acordei péssima. E ainda tive que trabalhar das 8h30 às 17h54(!). Pra piorar, quando cheguei em casa, descobri que a internet tinha parado de funcionar. Isso até que foi bom, porque eu tinha decidido parar de escrever nesse blog, pensei que não tivesse mais motivos, e ia deixar um post falando sobre isso, aqui. Ainda bem que a droga da Net pifou.
Fiquei uma semana sem internet em casa, até que hoje de manhã o técnico veio arrumar. Vejo e-mails no trabalho, mas lá todos os outros meios de comunicação com o mundo (blogs pessoais, orkut, msn e afins) são bloqueados. E eu acho ótimo. Nem tenho tempo de usar essas coisas mesmo. Mas fiquei uma semana sem entrar nos blogs que costumo ler e sem conversar com ninguém pelo msn.
Tenho chegado muito cansada em casa. Muito cansada, mas muito feliz. Adoro meu trabalho e cada dia tem sido melhor que o outro. Até a parte chata e burocrática tenho gostado de fazer.
Existe o ditado que diz "azar no jogo, sorte no amor". Acho que também é verdade dizer "sorte no trabalho, azar no amor". Mas, como eu sempre digo (repetindo Nienmeyer), o importante é ser tranquila e otimista.
Ontem também trabalhei, cheguei em casa e fui assistir ao documentário sobre o Nelson Freire, do João Moreira Salles. Dormi no sofá da sala, ao som do piano (essa sensação entrou para a minha lista Top 10 de Maiores Prazeres da Vida - e olha que era só a televisão). Hoje, acordei cedo e assisti de novo. Ele diz que só consegue fazer alguma coisa quando está apaixonado, quando não está, vira uma topeira. Me emocionei em vários momentos. E passeia gostar mais ainda do João Moreira Salles (que eu adoro por ter feito Santiago, o filme mais bonito que eu já vi).
Saudade de tudo, mas a gente tem que fazer escolhas, né? Hoje não vou ao samba, terça não vou ao rock, quarta não vou à festa. Quinta encontro minha amiga Rafa, que chega de Londres, cheia de fotos e histórias. Talvez no Carnaval eu vá ao cinema.

É isso:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Meu trabalho é deixar o mundo mais bonito

Eu adoro criancinhas que andam por aí fantasiadas. Fico feliz quando encontro no supermercado ou no shopping um mini Homem-Aranha, um Superman mirim, uma fadinha ou uma princesa com saia de tule. E essas crianças não estão nem aí, não sentem vergonha e não se reprimem, pelo contrário, se sentem o máximo. Fantasiar estimula a imaginação e a formação da personalidade e da identidade da criança. Quem não lembra do garotinho de cinco anos que, vestido de Homem-Aranha, salvou a irmã de um incêndio em Santa Catarina? Tudo bem que foi um caso extremo e perigoso, mas é um exemplo de como a roupa influi, desde cedo, na auto-imagem e na noção de poder pessoal.
O problema é que as pessoas crescem e a maioria delas não pode mais sair por aí descaradamente fantasiada todos os dias – há exceções, como o pessoal do cosplay, artistas tipo Marilyn Manson e Elke Maravilha e gente com personalidade suficiente pra criar um
personagem próprio. Se a gente parar pra prestar um pouco de atenção em quem passa na rua, vai perceber que todo mundo se veste mais ou menos igual (acho que no mínimo 80% das pessoas usam calça jeans). Se vestir como a maioria – o que significa geralmente seguir as "tendências" - é um jeito de estar em segurança, de se mostrar igual pra não ficar de fora do grupo, de não errar. As crianças crescem e passam a ter medo do julgamento alheio, a se censurar com medo da censura dos outros, deixam de expressar o que realmente são e querem e se submetem ao pensamento comum.
No andar onde eu trabalho, na hora do almoço de ontem, estavam 25 pessoas, das quais 5 eram homens. Das mulheres, só uma estava de vestido, duas de legging e todas as outras de calça jeans e blusinha, muito parecidas umas com as outras. No elevador, as pessoas comentavam sobre o vestido longo alaranjado de uma moça que estava no térreo, em tom de gozação dizendo que parecia um sol. Eu não reparei na roupa da mulher, mas ela me cumprimentou de um jeito simpático e pareceu estar se sentindo bem e feliz. Acho que quando as pessoas se sentem bem com elas mesmas - e o modo
como estão vestidas influi muito nisso – elas conseguem transmitir isso para os outros. Ficam mais receptivas, mais alegres, mais expressivas e mais auto-confiantes. Quem age de maneira agradável, acaba contagiando os outros, que provavelmente responderão também de forma positiva (o Marquinhos da Mercearia é uma exceção, assim como pessoas que tiveram um dia muito ruim, mas mesmo essas às vezes são flexíveis).
Se sentir mal vestido pode acabar com a festa de uma pessoa. Por outro lado, uma produção especial em um dia comum pode até mesmo fazer alguém se sair melhor no trabalho. Por isso, escolher uma roupa deve ser um ato de carinho com a gente mesmo. A roupa que a gente usa é a forma de expressar pro mundo o que a gente é logo no primeiro contato. O que a gente é ou o que a gente quer ser. E, por isso, se vestir não deixa de ser uma forma de fantasiar. Portanto, pra se sentir bem com uma roupa é preciso saber primeiro o que a gente quer. E isso pode variar com o passar dos anos, os meses e dos dias. Eu posso acordar de manhã querendo me sentir uma femme fatale
e caprichar no salto alto e na maquiagem, ou posso querer só estar confortável e colocar um All Star e um vestido solto. O importante pra se sentir bem e parecer bem é conhecer a si mesmo e ter bom senso.
Outra coisa importante é saber diferenciar moda de modismo e de estilo. Moda é como o vestuário expressa o modo de vida e o pensamento de um grupo de pessoas em uma determinada época e em um determinado local. É o vestuário visto como parte da cultura e da história. Estilo tem a ver com personalidade, é como a forma de se vestir transmite uma imagem e um jeito de ser. Cada pessoa tem um estilo próprio, que baseia na moda. Já os modismos tem a ver com consumo e com mercado. São produtos criados para serem vendidos como objetos de desejo, como must have, e mudam a cada estação para estimular o consumo. A moda é feita por artistas, que são os estilistas que conseguiram se expressar por meio de suas criações e, por isso, ficaram eternizados. Os modismos são feitos pelas novelas da Globo, que vendem produtos que vão encher as vitrines da 25 de março por dois meses e depois desaparecer.
Uma pessoa que
se conhece e tem personalidade formada sabe usar, com bom senso, a moda a seu favor para construir um estilo próprio, podendo até recorrer eventualmente aos modismos, mas de forma própria e consciente. Ao contrário, quem não tem segurança de si mesmo acaba se tornando vitima dos modismos e, por mais que siga as últimas tendências, não se sentirá completamente bem ao escolher um modelo para sair de casa de manhã ou para ir a uma festa.
Quem se veste de acordo com o que sente – e não de acordo como que os outros dizem que é certo -, como as criancinhas fantasiadas, acaba se sentindo melhor e transmite isso para o mundo. A roupa tem que ser uma forma de comunicar o que está dentro da gente, porque a maior beleza não tem que estar no vestido, mas na pessoa que o usa. E pra isso é preciso sinceridade e honestidade consigo mesmo. É por isso que tem gente que consegue brilhar mesmo usando um jeans e uma camiseta branca.
O meu trabalho é mostrar pras pessoas as opções que elas têm para montarem suas próprias fantasias. E mostrar que elas podem ter liberdade para combinar essas opções para serem o que quiserem, como as criancinhas fantasiadas. E, assim, fazê-las sentirem-se mais bonitas e mais seguras, para que se relacionem melhor umas com as outras e deixem o mundo mais bonito.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Resolução de ano novo atrasada

Tirar a maquiagem todas as noites, antes de dormir.

O Marquinhos é mesmo um grosso...

Mas eu não desisto e amanhã vou lá buscar o livro que quero.
E ele vai ver só.
:P

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Solidão

Hoje, vi no cinema uma cena que, pra mim, define perfeitamente a solidão, no filme Foi Apenas um Sonho, do diretor Sam Mendes (de Beleza Americana, coincidentemente). April, a personagem da Kate Winslet, depois de preparar, como uma esposa exemplar, o café da manhã pro marido (Leonardo Di Caprio), que sai pra trabalhar, vai lavar as louças na pia e chora. Assim não dá pra entender bem, mas no contexto do filme é maravilhoso e dá um aperto no peito. Não é uma solidão de estar sozinha, mas de pensamento, de acreditar em coisas que ninguém acredita, de ter esperanças em coisas que todo mundo acha loucura e não ver sentido em outras que são tidas como certas, e não ter com quem compartilhar tudo isso, nem com quem achava que podia. Sei lá, vai ver que é porque eu já me senti assim. É o momento em que ela se pergunta "o que eu estou fazendo da minha vida?".

domingo, 1 de fevereiro de 2009

2046

Love is all a matter of timing.
It´s no good meeting the right person too soon or too late.
If I´d live in another time or place...
my story might had a very different ending.

Chow Mo Wan, em 2046, de Wong Kar Wai


Pelo menos

Uma coisa pra me fazer rir.
Tocou a campainha, um toque longo, de quem está ansioso pra entrar. Vou rápido abrir a porta. Quem será?
Abro e olho pra fora, ninguém. Olho pra baixo. Um bebezinho da altura dos meus joelhos com o braço estendido, tentando alcançar a campainha. Com chupeta na boca e cara de assustado. Fico olhando pra ele e ele olhando pra mim. O pai aparece e fala, tentando fazer voz de bravo, "É, moleque, tá fazendo o que aí? Coisa feia!". Dou risada e fecho a porta. Um minuto depois a campainha toca de novo. Abro e não vejo ninguém. O pai deve ter ensinado que sair correndo faz parte da brincadeira.

Hoje

Não quero escrever. Estou triste de uma tristeza que não é nada inspiradora. E isso depois de um final de semana tão bonito. Perda de tempo. Agora tenho certeza de que as piores traições são as cometidas contra a gente mesmo. São as que vêm de dentro e vão junto pra onde a gente for.

sábado, 31 de janeiro de 2009

E eu fiquei tentando convencê-la

- Vê se pára com essa auto-cobrança besta... Pra que ficar com peso na consciência? Se o homem da sua vida é o homem da vida de outra mulher, você também pode ser a mulher da vida de outro homem. Esquece, relaxa e aproveita.

- E você acha que é fácil assim?

E mais uma que ganhei...

Mais uma de amor...



Tous les visages de l'amour

by Charles Aznavour

Toi, par tes mille et un attraits
Je ne sais jamais qui tu es
Tu changes si souvent de visage et d'aspect
Toi quelque soit ton âge et ton nom
Tu es un ange ou le démon
Quand pour moi tu prends tour à tour
Tous les visages de l'amour

Toi, si Dieu ne t'avait modelé
Il m'aurait fallu te créer
Pour donner à ma vie sa raison d'exister
Toi qui est ma joie et mon tourment
Tantôt femme et tantôt enfant
Tu offres à mon cœur chaque jour
Tous les visages de l'amour

Moi, je suis le feu qui grandit ou qui meure
Je suis le vent qui rugit ou qui pleure
Je suis la force ou la faiblesse
Moi, je pourrais défier le ciel et l'enfer
Je pourrais dompter la terre et la mer
Et réinventer la jeunesse

Toi, viens fais moi ce que tu veux
Un homme heureux ou malheureux
Un mot de toi je suis poussière ou je suis Dieu
Toi, sois mon espoir, sois mon destin
J'ai si peur de mes lendemains
Montre à mon âme sans secours
Tous les visages de l'amour
Toi ! tous les visages de l'amour

E uma do Tim Burton

Voodoo Girl

Her skin is white cloth,
And she's all sewn apart
And she has many colored pins
Sticking out of her heart.

She has a beautiful set
Of hypno-disk eyes,
The ones that she uses
To hypnotize guys.



She has many different zombies
Who are deeply in her trance.
She even has a zombie
Who was originally from France.

But she knows she has curse on her
A curse she cannot win.
For if someone gets
Too close to her,

The pins stick farther in.


Do livro O triste Fim do Pequeno Menino Ostra

Precisei fazer isso

Peguei esse post do blog do meu apaixonante amigo Cacalo. Como ele escreveu lá, não está aberto a comentários, por isso não vou comentar, só copiar. Espero que ele não fique bravo, mas não resisiti.

"Vocês cometeram o maior dos crimes contra si mesmos,

COMETERAM CRIMES CONTRA O AMOR, NO SÉCULO 21,

ISSO EU NÃO SEI SE TEM PERDÃO, NÃO TEM DESCULPA,

SÓ CULPA, ESSA COISA ANTIGA, TUDO EM NOME DE UM

FALSO PUDOR, NEM DÁ PARA CHAMAR DE AMOR ÀS REGRAS,

QUE REGRAS, AMOR À FALSIDADE DE SER, LOUCURAS, PATERNAS,

MATERNAS, POR FAVOR, SE DÊEM O DIREITO DE SER FELIZ OU PELO

MENOS TENTEM DESCOBRIR O QUE É O AMOR, SÓ DOU UMA PISTA:

É TÃO SIMPLES...AH, MAS SE FOR VERDADEIRO, DESDE QUE SE AME

PRIMEIRO, ASSIM, AMAREIS EM VERDADE O OUTRO, TÃO SIMPLES

COMO WERTHER, QUE POR GOETHE SABIA QUE "SÓ O AMOR FAZ

OS HOMENS VERDADEIROS"!!!"

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Juro

Que comecei a escrever dois posts. O primeiro fala sobre como eu adoro criancinhas que andam fantasiadas e o outro fala sobre a prisão que nosso corpo é para a nossa mente. E sobre Benjamin Button e Juventude. Mas tô muito cansada. Vou dormir, depois eu termino. Boa noite.

E, sabe?

Eu tô ficando preocupada comigo mesma. Com essa estabilidade. Esse olhar em linha reta. Essa paciência. Tá tudo tão diferente. Não que não seja bom. Mas acho que as mudanças sempre assustam no começo.

Duas, porque eu ando muito romântica



Então...

Agora eu posso dizer que sou quase completamente feliz. Tem sorvete de creme e bolo em casa. Só faltou a calda de chocolate.

Ninguém merece...

Sair de casa linda de manhã, com um figurino a la Audrey Hepburn, e chegar a noite toda molhada, depois de ficar mais de uma hora presa na Barra Funda alagada. Pelo menos meu cabelo ficou igual ao da Audrey Tatou no filme Pas sur la Bouche...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

É assim que acontece...

Saio do cinema e entro numa livraria. Vou olhar as revistas e, enquanto folheio, imagino que a qualquer momento você pode chegar por trás e me dar um beijo na nuca. E penso o quanto isso me faria feliz. Mas acho que logo você vai perceber que não é nada do que parece e vai se cansar de mim. É, hoje eu estou insegura.

domingo, 25 de janeiro de 2009

É que...

Já que eu tô aqui, a única coisa que me resta é ser feliz...

Pop










Vale a pena, pra ver que a fotografia pode dizer muito mais do que o que está aparente na imagem.

'Chop off their heads' - exposição de retratos do fotógrafo Rankin

Onde: MuBE - Museu Brasileiro da Escultura (Av. Europa, 218, São Paulo, tel. 11 3081-8611)

Quando: de 22 de janeiro a 5 de fevereiro, de segunda a domingo, das 10h às 19h

Quanto: entrada franca

Do Orkut

Beleza sem virtude é como uma rosa sem fragrância.

Para lembrar



Essa é a cena mais bonita que eu já vi no cinema. Adoro o filme Beleza Americana, foi um dos primeiros filmes inesquecíveis da minha vida. Hoje, assistindo a essa cena de novo, me emociono e acho que é provavelmente uma das coisas que mais influenciou o jeito como eu penso e sou hoje. Incrível pensar que uma cena de menos que cinco minutos de um filme pode ajudar a definir a direção de uma vida toda.

Ps: A dublagem é horrível, mas como não achei com legenda, preferi colocar assim do que em inglês.

Imersão

Lembro que quando eu estava na primeira assessoria de imprensa em que trabalhei, era viciada no meu trabalho. Eu atendia, entre outras, a conta de uma fábrica de brinquedos, e adorava. O ambiente de trabalho no escritório era muito bom, descontraído, alegre, livre. Lá, fiz amizades que duram até hoje. Eu amava meu trabalho e isso era altamente estimulante. Conseguia ter idéias criativas, vivia aquilo não só no horário de expediente, mas a cada minuto do meu dia. Gostava tanto que não conseguia me desligar e isso chegou a criar desavenças com meu namorado na época. Lembro que em uma viagem de férias, 15 dias longe de São Paulo, não conseguia desgrudar do celular e torcia pra que ele tocasse com notícias do escritório. Ele percebeu e me disse, meio de saco cheio: "Vai, liga logo". Eu fiz cara de criança contente quando ganha um doce e telefonei. Nenhuma notícia demais, mas fiquei satisfeita.
Uma vez, em uma das conversas cabeça com o Daniel, que é biólogo, perguntei pra que o homem tinha sido feito. Ele disse que fomos feitos para a contemplação. Eu acho que é isso mesmo, a gente nasce pra testemunhar a beleza do mundo e tirar o maior prazer possível da vida. Só que desde que o mundo é mundo foi implementada a regra de que o homem precisa trabalhar para sobreviver, o que rouba o tempo que teríamos para admirar o mundo. O problema é que, em geral, o trabalho é visto como sofrimento, como castigo. E quem é obrigado a fazer algo que não quer, não faz bem feito. O melhor é unir o útil ao agradável, e fazer o que dá prazer. O que nos dá prazer é o que a gente faz bem, porque faz com facilidade e leveza, sem sacrifício algum. O filme O Curioso Caso de Benjamin Button fala um pouco disso, que toda pessoa tem que descobrir o seu talento e aproveitá-lo, para que possa olhar com orgulho a própria vida.
Segundo meu guru, Domingos de Oliveira, o homem que consegue fazer o que ama e ganhar dinheiro com isso tem que ter as mãos beijadas. E acho que esse homem, que faz o que ama, não vê o trabalho como trabalho, mas como a própria vida. Por isso, se diverte no trabalho e trabalha nas horas vagas, mesmo sem perceber. Nada forçado, tudo espontâneo. O fotógrafo britânico Rankin, que está com a exposição de retratos
Chop off their heads, no MuBE, diz no texto de apresentação da exposição que ama fotografia e ama mulheres (ele já fotografou as mais lindas e famosas), por isso não encara o trabalho como trabalho, e sim um grande hobby que dá dinheiro. Da paixão pelo que faz é que vem o olhar sensível e crítico e a criatividade, que tornam seu trabalho especial.
Pessoas assim não pensam em aposentadoria, porque nunca vão conseguir deixar de fazer o que gostam.
Acho que quem descobre seu talento e o transforma em trabalho torna a vida (sua e dos outros) melhor, mais fácil e mais bonita. Mas, às vezes, não é tão fácil enxergar nosso talento, mesmo quando está debaixo do nosso nariz. E, pior ainda, às vezes, mais difícil que enxergar é assumir.
Porque é difícil assumir, como diz Rankin, um hobby como um trabalho. É que hobby é fácil, divertido, e trabalho é duro e suado. A gente costuma desvalorizar o que faz bem e com facilidade, por não ver que o que é fácil pra gente pode ser difícil pro outro. E pode ser fazer conta, pescar, pintar, construir casa, desenhar móveis, costurar, contar histórias, fazer programas de computador, cuidar de bicho ou estimular pessoas. São coisas que, nas horas de dificuldade, ao invés de dar vontade de abandonar tudo, nos estimulam ainda mais. O importante é que no produto venha embutido aquela sensação boa que você teve ao fazer e que vai ser percebida por quem olhar o trabalho no final.
O que eu quero dizer é que muita gente já me falou que é preciso fazer coisas que a gente não gosta ou não concorda pra ter dinheiro pra fazer o que gosta. Mas isso vai diretamente contra ao meu jeito de ver a vida. Porque eu acho que a gente não vive só depois das 18h da tarde ou só no final de semana ou só no mês de férias, ou só depois da aposentadoria. A vida acontece todos os dias e se a gente não tem o mínimo de prazer na rotina, acaba se tornando uma pessoa frustrada, estressada, desiludida, que vai chegar no dia da morte e pensar: O que eu fiz?