terça-feira, 9 de junho de 2009

Comentários em blogs alheios (ou quem procura acha)

Se eu fosse descontrolada, jogaria o porta-retrato no espelho, daria um soco na parede, quebraria o abajur no chão. Se eu fosse emotiva, me jogaria na cama e começaria a chorar. Se eu fosse impulsiva, pegaria o telefone e faria uma ligação. Mas adiantaria alguma coisa? Então olho pro teto, engulo seco e troco de site.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

Ai, como eu sofro! (ou, Vai entender!)- relatos de relacionamentos que estranhamente não deram certo

- Cara, eu tô apaixonado por ela. É a mulher da minha vida. Quero casar e ter filhos com essa garota.
A Marcela já estava se cansando de ouvir essa conversa do Ronaldo, que não virava mais o disco desde que tinha conhecido a sua amiga Camila. A Camila era mesmo incrível. Uma menina descolada, com uns olhos azuis lindos e um sorriso constante que ofuscava tudo ao redor quando dava suas gargalhadas contagiantes. E, além de tudo, era divertida - inteligente e irônica. Até demais pra ele.
Todas as vezes que eles se encontravam em uma dessas saídas pra reunir amigos, ele dava um jeito de ficar perto dela. E conversava, e falava. E ela nada. Depois, ele alugava mais ainda a Marcela. E a Marcela contava tudo pra Camila. Não forçava nada, não fazia propaganda, nem insistia, no fundo nem achava que os dois tinham muito a ver. 
Um dia combinaram de ir a um bar pra assistir Santos x São Paulo, os três e mais um amigo do cara. Depois de algumas cervejas, o jogo acabou e resolveram ir embora. No carro, Camila cochicou pra Marcela: "Quero ficar com o Ronaldo." Quando chegaram na frente do prédio da Marcela, ela disse: "Vocês não querem subir? É cedo ainda e tenho umas cervejas na geladeira." 
A Camila tinha decidido se desenrolar de ouros dois casinhos que já tinha há algum tempo, mas que não iam nem pra frente nem pra trás, e o Ronaldo até que era divertido e bonitão. Tinha um certo charme. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, principalmente quando a gente tá carente. 
Subiram. Ficaram um pouco na sala, a Marcela fazendo um social. Pra deixar os dois sozinhos, depois de uns 15 minutos ela falou que ia pro quarto dormir. Mas ainda tinha o amigo vela. Decidida e sem paciência, a Camila falou: "Então, acho que essa sala tá pequena demais pra nós três. E o mala, em vez de se tocar e cair fora, foi pro quarto tentar se dar bem com a Marcela. Ficou fazendo cafuné no cabelo, falando um monte de bobagens... Tudo errado! Marcela, que sempre teve pavio curto, tratou de dispensar sutilmente o mané: "Quero dormir, sai daqui e não me enche o saco!". O coitado, conformado, foi deitar na cama de solteiro ao lado. 
Na sala tudo aconteceu conforme o esperado e o Ronaldo foi embora contente (e ainda mais apaixonado) quando o dia já ameaçava nascer. Só que homem apaixonado é pior que mulher e a Marcela teve que continuar ouvindo nos dias seguintes a mesma ladainha: "Ela é a mulher da minha vida!". Achava bonitinho, afinal homem apaixonado hoje em dia é coisa rara, e conhecia de outros carnavais o jeito cafageste do amigo. "Pelo menos uma alma masculina convertida", pensava.
Continuaram saindo juntos. Ele mandava mensagens no celular no dia seguinte e se dizia cada vez mais apaixonado. Ela também estava gostando. Conversavam bastante, o beijo era bom e se divertiam juntos falando besteira. Na segunda quarta-feira depois da primeira saída, combinaram de tomar um chope depois do trabalho. Lá pelas 18h, Camila recebeu uma mensagem dele: "Deu um pepino aqui no escritório e vou ter que sair tarde. Depois te ligo". OK. Ela que já estava no pique de sair, ligou pra Marcela e foram com mais uma amiga a um bar num programa de meninas. Uns 15 minutos depois, o celular da Marcela toca: "Ia sair com a Camila hoje, mas deu um rolo aqui e não tenho hora pra ir embora. Fiquei super chateado". "Ah, tudo bem, ela vai entender, acontece". "É, queria encontrar com ela, mas amanhã eu ligo e a gente combina outra coisa". 
Chegou amanhã e Camila recebeu uma mensagem: "Vou viajar no final de semana, mas volto cedo no domigo pra gente passar a tarde juntos." Ela soriu, respondeu que OK e ficou esperando a volta dele. Passou sexta, passou sábado e nenhum contato. Domingo ela mandou uma mensagem pra ele: "E aí, que horas você chega?". A resposta? Nenhuma. Nem no outro dia, nem no outro.
A última notícia que ela teve dele, duas semanas depois, foi que estava passando férias no Nordeste.

sábado, 6 de junho de 2009

Uma vez, na faculdade, fui a um aniversário de um cara da minha classe, numa república chamada Gato Morto. Eu estava no primeiro ano. Bebi muito aquele dia e fiquei mal. Chegou uma hora em que fiquei sentada no sofá da sala da casa, vendo várias pessoas passando pra lá e pra cá. Entrando e saindo dos quartos e dos banheiros. E eu não conseguia sair do lugar. Nem me mexer direito eu conseguia. Mas eu estava consciente. Ficava pensando que sabia que estava mal e queria melhorar, mas não tinha forças pra controlar meu corpo. Foi uma sensação desesperadora, de consciência da perda de controle sobre mim mesma. Até que fui ao banheiro, vomitei e fiquei melhor na hora.
Se tem uma coisa que eu não suporto é não ter o controle sobre mim. Por isso detesto sentir sono, por exemplo. Eu sinto muito sono e durmo como uma pedra de um minuto para o outro. Só que acho que dormir é uma perda de tempo. Poderia fazer milhares de outras coisas mais importantes no tempo em que meu corpo sente a necessidade de descansar (conversar, ler, ver um filme, olhar pro teto e ficar pensando na vida...). E eu não suporto essa falta de controle que acompanha meu sono.
E também não suporto a perda de controle que estou sentindo agora. Queria uma solução rápida, como ir ao banheiro, vomitar e ficar bem de novo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sabe quando você fica submerso na água, prendendo a respiração o máximo que consegue, até parecer que a sua cabeça e o seu peito vão explodir? E quando dá essa sensação você pensa: "só mais um pouquinho, dá pra aguentar mais um pouquinho". Então, no começo foi assim. Não por vontade, mas por força de vontade. E meu silêncio não foi direcionado apenas a você. Tive que ficar quieta para não me tornar repetitiva e chata e não parecer uma choromingona, porque só uma palavra queria sair da minha boca. E era seu nome. Mas agora passou. Não que meus pensamentos não sejam mais seus desde antes dos meus olhos se abrirem até momentos depois deles se fecharem. Mas estou aprendendo a conviver com isso. É que, como eu li no livro da Clarah essa semana, "te amo tanto que não te quero mais". E eu, que adoro estar apaixonada, me sinto anestesiada. Isso mesmo, não estou sofrendo. Essa fase já passou. Posso estar um pouquinho mais triste, mas isso é porque sinto que meu coração recebeu mais uma camada de bandagens. Acho que é assim que o coração das pessoas vai ficando pesado, pesado, pesado, e com o tempo perde a força pra disparar só por ouvir a voz de alguém falando o nome delas. Eu sei que pode acontecer de novo e muitas outras vezes. E isso é bom! É bom, porque depois de um tempo só as coisas boas permanecem. Pelo menos comigo é assim. O tempo tem a vantagem de amenizar o que foi ruim e tornar ainda mais bonitas as coisas boas. Uma hora passa... Pode demorar, mas passa.  

Um filme falado

terça-feira, 2 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Como eu sempre digo...

O importante é ser tranquilo e otimista...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Coisas que a gente não espera

1 - Essa semana fui ao show de uma banda que eu adoro com a minha amiga Adriana. Quando acabou, já estavamos no carro pra ir embora e ela lembrou que tinha esquecido o casaco no bar. Então voltamos, ela estacionou na frente e eu fiquei esperando no carro enquanto ela entrou pra buscar. Então, uma moça que eu não conhecia, me viu pela janela veio falar comigo: "Não é você que escreve o blog Pollyana Barbarella?" Eu perguntei como ela sabia e ela disse que era por causa da foto. Adorei! Pensava que só as pessoas que me conheciam entravam aqui. Foi legal saber que outras também leem as minhas besteiras. Ela dise que sempre entra, mas nunca comentou. Então pode comentar agora. :) 

2 - Ontem fui à Livraria Cultura da Paulista procurar um livro que eu ainda não sabia qual era. Chegando lá, estava meio perdida e resolvi pedir uma indicação. Aí liguei pra minha amiga Patricia, mas ela não atendeu. Hoje de manhã ela me mandou uma mensagem perguntando se eu tinha ligado e eu respondi que queria a indicação de um livro, de preferência que falasse sobre o amor. Ela respondeu: "A arte da guerra". Foi o ponto alto do meu dia. (Patrícia, tá vendo porque eu te adoro?"

3 - O segundo ponto alto do meu dia foi ler o último post do blog do Domingos de Oliveira em que ele diz: 
"Dando tempo ao tempo

Na verdade, o tempo é uma coisa em principio criada pelo homem, ele não é presente na natureza, mas na consciência humana. Se você vive, você diz que o tempo passa. Se você tem consciência, você tem a consciência do tempo, e ao mesmo tempo ele é o agente da sua morte. 

O ser humano nasce direcionado para a morte, sendo o Tempo o barco dessa viagem. Por outro lado, é um agente da vida, um Salvador. É costume dizer que o tempo encontra a solução para todos os problemas. Um exemplo simples, embora doloroso: Você está com uma mulher, mas você não consegue viver junto com ela porque você não confia nela. Porém, você não consegue viver sem ela. Se eu disser que não consigo viver com ela e nem sem ela, a lógica diz que a minha única solução é morrer. Certo? Errado. Mentira! Está faltando um dado na questão: o Tempo. Se você estirar seu problema no tempo, mil caminhos aparecerão: pode ser que eu deixe de amá-la, pode ser que ela passe a me amar, que as nossas coisas se resolvam, e todas as outras coisas intermediárias. Quando você estende as questões no tempo, elas mudam de feição, conteúdo e significado. O tempo é uma luneta mágica. A consciência é uma coisa que só existe quando foi perdida," Lei o resto aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mulher francesa

"A mulher francesa é naturalmente elegante. Ela fica pouco tempo cuidando de si, da aparência e mais tempo indo a museus, exposições, programas culturais. Você não vê uma parisiense na manicure ou no cabeleireiro com freqüência. São independentes e não escravas da beleza. É um charme natural que elas têm. O status para elas é cultura, estar bem informada, ter uma boa conversa. E não estar vestida com a marca tal."
Hiluz Del Priori

domingo, 24 de maio de 2009

Me contendo...

Vou ao cinema, leio um livro, vou aquele bar, peço uma caipirinha de limão, converso, canto, dou risada, escuto outras músicas, mas fico rodando em círculos e volto sempre ao mesmo lugar.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Raridade...

Insônia e milhares de coisas que são uma só passando pela minha cabeça...
Queria sair pra comprar um sorvete, um chocolate e um café. E sentir o friozinho da madrugada na pele. Ou então virar pro lado, abraçar e dormir.
Oi, tudo bem? Tudo bem e você? Tudo bem, mas tava morrendo de saudade. Eu também, como foi lá? Foi ótimo, mas senti sua falta. Mesmo? É, o tempo todo. Eu também. Pensei muito em você. Eu também, o tempo todo. Acho que a gente não consegue mais ficar separdo. Jura? É. E agora? Agora a gente faz o que tem que fazer. Você tem certeza? Você tem medo? Queria tanto ouvir isso. E eu queria dizer, mas dá um pouco de medo. Ah, mas acho que isso passa. Passa, né? Te amo. ...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Oi, tudo bem? Tudo bem e você? Tudo bem, saudade! É, eu também. Como foi lá? Divertido, depois te conto mais. Depois? É, andei pensando. Hum... Acho que foi um engano. Ah, é? É, não era pra ser assim. É, imaginei que você fosse dizer isso, acho que concordo mesmo com você. Ah, é? É. Por que? Ah, tenho muita coisa pra fazer ainda. É verdade, sei como é. Sabe? Acho que sei. Melhor assim, né? É. Tá bom, não me liga mais, então tá? Nem amigos? É, a gente não funciona assim. Então tá. É. Tá, um dia te conto mais. Tá bom. Tchau então. ...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Então

Como é mesmo o nome daquele cara daquea banda de rock famosa? Aquela que é considerada uma das melhores do mundo de todos os tempos? Deve ser esse aí mesmo que você pensou. Então, todo dia quando volto pra casa vejo um poster dele na parede de um apartamento no térreo de um prédio da minha rua. Fica um quarteirão antes do meu prédio, no caminho pro metrô. Até a semana passada eu sabia o nome desse cara e toda vez que passava e via o poster pendurado na parede do lado de um chapéu verde, estilo Peter Pan (que, por sinal, fica pendurado muito alto, numa altura em que não se costuma pendurar chapéus), eu pensava: olha, é o Fulano. Mas há alguns dias o nome dele sumiu da minha memória e agora toda vez que eu passo ali, como hoje por duas vezes, fico tentando lembrar. Mas não vem. O cara mora num apartamento de dois quartos. Mas parece que só um é usado. O outro está sempre com a janela fechada. E o primeiro tem umas prateleirars também muito altas, com roupas dobradas e livros e papéis. Tudo meio bagunçado. Se tem cama, de solteiro ou de casal, ou colchão no chão, eu não sei, porque a janela fica num nível mais alto que a rua. (Pelo estilo das outras coisas que vejo, imagino um colchão no chão com aqueles lençois sem jogo). Mas dá pra ver algumas coisas, como as que estão penduradas muito altas, pela janela de vidro. Um dia, só uma vez, o cara estava na janela olhando a rua. Eu olhei pra ele e falei no pensamento: Oi, tudo bem? Eu te conheço. Você é o cara que mora no apartamento do poster do Fulano de Tal que eu não lembro o nome e do chapéu verde, que não usa chapéu, pois ele está sempre pendurado muito alto. E você não deve assistir televisão, porque nunca tem na janela aquela luz azulada de televisão ligada, deve ler bastante, porque aluz sempre está acesa, e deve ter um violão, que não toca com frequência, porque nunca ouvi nenhuma música aí. Mas você tem cara e apartamento de quem toca violão. E de quem fuma maconha com os amigos. Apesar de a luz estar sempre acesa e não ter nunca movimento na sua casa, imagino que você tenha amigos que fumam maconha. É, com esse chapéu verde pendurado alto, esse poster do Fulano, essa luz sempre acesa e essa casa vazia, você tem cara de quem fuma maconha. Na verdade nem sei que cara o cara tinha, Não reparei. Mas hoje pasei de novo ali na frente e olhei pela janela. Mas a luz estava apagada. E eu fiquei com medo de estar andando na rua sozinha a essa hora da noite, com a luz pagada e apertei o passo, mesmo depois de já ter andado quase cinco quadras sem preocupação alguma. E o barulho das minhas botas de cowboy pisando na calçada ficou mais alta. E o ritmo da música na minha cabeça aumentou: "You keep saying you've got something for me something you call love, but confess. You've been messin' where you shouldn't have been a messin' and now someone else is gettin' all your best. These boots are made for walking, and that's just what they'll do one of these days these boots are gonna walk all over you." Cheguei em casa, subi no elevador me olhando no espelho e me achei bonita hoje. Não é que você fala a verdade quando diz que meus olhos são bonitos? E eu nunca tinha achado. Da minha boca eu sempre gostei, mas meus olhos? É, eles são bonitos sim. E eu fiquei pensando em como eu detesto o mar, porque ele só serve pra separar as pessoas.

domingo, 17 de maio de 2009

Um trechinho...

Ainda tô no começo, mas aí vai:

"Até então, eu não era propriamente infeliz. Mas tampouco era feliz. Tinha saúde, tinha momentos de alegria, mas passava a maior parte do tempo triste. Tolice, mentira, injustiça, sofrimento: fazia-se em torno de mim um caos muito escuro. E que absurdo eram os dias, a se repetirem de semana em semana, de século em século, sem levarem a parte alguma! Viver era aguardar a morte durante quarenta ou sessenta anos, patinando no nada. Por isso é que eu estudava com tanta dedicação! Só os livros e as idéias resistiam a tudo, só eles me pareciam reais.
Graças a Robert, as ideias baixaram à terra e a terra tornou-se coerente como um livro, um livro que começa mal, mas que acabará bem. A humanidade tinha uma direção; a história, um sentido. E minha própria existência também. A opressão, a miséria encerravam a promessa de seu desaparecimento. O mal já estava vencido; o escândalo, dispersado. O céu fechou-se sobre minha cabeça e os velhos temores me abandonaram. Não foi a poder de teorias que Robert me libertou deles; demonstrou-me que a vida se basta a si mesma, só com o ser vivida. À morte ele não dava nehuma importância, e suas atividades não eram entretenimentos: ele gostava do que gostava, queria o que queria, de nada fugia."

Os mandarins, Simone de Beauvoir

Vai saber...

Ando ansiosa. Com vontade de fazer muitas coisas. Fazendo algumas e outras não. Esperando alguma coisa que vai acontecer. Esperando alguma coisa acontecer. Espero que alguma coisa aconteça. Que uma coisa aconteça. Como a Christina do Woody Allen, sei cada vez mais o que não quero e, assim, chego cada vez mais perto do que quero. Quero ver a Fernanda Montenegro no teatro e, por isso, comecei a ler Simone de Beauvoir. Quero assistir Budapeste, por isso comecei a ler o livro do Chico Buarque. Quero ver Audrey Tatou como Chanel, mas parece que só estreia em agosto. Quero conhecer o Antoine Doinel, por isso nesse final de semana me dediquei a assistir aos filmes do Truffaut. Quero voltar a ir ao teatro tanto quanto ia no ano passado. Quero continuar encontrando meus amigos jornalistas para discutir assuntos essenciais à vida humana e para formular teorias com saleiros na mesa do Filial. Quero conviver com pessoas que não subestimem a inteligência, o bom-senso e o senso estético dos outros e que saibam que algo não precisa ser mediocre para ser compreendido. E que vejam a beleza além da banalidade e do óbvio. Quero ter forças para não me entregar à inércia, à acomodação de pensamento, à estupidez e à ignorância.
Amém!

É por essas e outras

Que eu admiro meu amigo (posso te chamar assim?) Lucas Pretti. A gente fez faculdade juntos, ele agora escreve sobre tecnologia no Estadão e faz teatro. Ele é um cara obstinado, que vai atrás do que quer, do que gosta e do que acha certo. Mas, acima de tudo, admiro o respeito que ele tem pela arte. Ele entende muito mais do que eu, mas me identifico com a paixão e entusiasmo com que ele fala sobre o assunto, encarando a arte como o que dá sentido à vida e ao mundo. Pelo menos é o que eu sinto quando conversamos.
Fazia tempo que eu não lia seu blog por pura falta de tempo e computador (e fui cobrada disso por duas vezes nas últimas semanas). Mas hoje, aproveitando o final de semana livre, dei uma passada lá e encontrei esse texto sobre a entrevista que ele fez como Hermeto Pascoal (sobre o qual ele já tinha comentado esses dias na Mercearia). Clica aqui. Só digo uma coisa: Lucas, você tem cacife para fazer o que quiser!