sábado, 20 de dezembro de 2008

Colecionando citações

Acho que eu estou desvirtuando a idéia desse blog. Nunca achei muito legal expor a vida em lugares públicos e não queria que meu blog fosse do tipo "diário" (hoje eu fui na festa, estou apaixonada mas ele não me quer, na semana que vem acontecerá uma coisa muito importante na minha vida...). O que eu queria mesmo era falar sobre idéias e não sobre acontecimentos.
Só que, por enquanto, ando meio preguiçosa e sem idéias para colocar aqui. Por isso, assim como fiz dois posts atrás, vou roubar os pensamentos de outra pessoa.
Na verdade, já coloquei outras coisas desse cara aqui. Eu já tinha lido alguns textos dele, mas na semana passada assisti pela primeira vez um de seus filmes e gostei muito. Gostei e fiquei ainda mais fã dele. Porque um dos principais motivos (talvez o único) para eu gostar de alguém é a paixão. É perceber que a pessoa vive com paixão e faz algo pelo que é apaixonada. E com esse filme dá pra perceber que ele é assim.
O filme fala sobre o amor e mostra como esse sentimento não é nada simples e nada fácil de entender e de sentir, nem mesmo por quem sente. Ah, e que, como disse uma vez a minha amiga Rafa, o amor é uma questão de timing.
Tá, vou parar de enrolar. O filme é o Separações (
2002), do Domingos de Oliveira. Ele mesmo interpreta um diretor de teatro, casado com uma atriz vinte anos mais nova (a arte imita a vida, e vice-versa). Na história, ele propões à mulher que dêem um tempo no casamento e ela acaba aceitando. O que ele não esperava é que ela fosse se apaixonar por outro homem. Depois vem o sofrimento, a dúvida, o fundo do poço, a negação, a negociação, a revolta, a aceitação...
Aí vão algumas coisinhas que tirei do filme:

:: O amor é o efeito colateral do sexo.
:: Amar é querer o bem do outro. Mas e quando o bem do outro é o seu mal? (Depois ele muda de idéia e diz que o amor é uma selvageria)
:: O homem (no sentido de ser humano, o que inclui a mulher) só é fiel patologicamente.
:: a paixão é a única moeda cósmica que temos à nossa disposição .
:: É melhor se arrepender de ter feito do que de não ter feito.
:: O homem tem que terminar tudo aquilo que ele começa.
:: A verdadeira liberdade de um homem não é seguir os seus impulsos, é seguir as suas escolhas.

Também tem as poesias lindas que ele escreve para a Glorinha no filme, as perguntas que ele escreve pra fazer pra ela e o texto do final, sobre o homem lúcido. Vale a pena assistir. Tem nas locadoras, até aqui na roça eu achei.

E agora no final do ano estréia o novo dele nos cinemas, Juventude, que eu estou louca pra assistir.

Aqui um trechinho do Separações:




E o trailer do Juventude:


Nada como um novo ano para tentar recomeçar

E ele ficou pensando que o final do ano havia chegado em boa hora. Nada como um tempo afastado de tudo para tentar reorganizar e fortalecer as coisas em casa. Afinal, aquilo tudo que parecia estar acontecendo não devia passar de uma besteira.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Coisas que aprendi em um livro

Que entre as mulheres, a cumplicidade é uma maneira de exercer o espírito competitivo.
Que, em relação ao tipo de mulher que se alimenta da própria sedução, machos com algum discernimento e amor-próprio colhem os favores possíveis e depois pulam fora.
Que a curiosidade é o primeiro passo para o desejo.
Que o ciúme, ao contrário do que sugerem os folhetins, não é indício de afeição.
Que não há maior ingenuidade, e pretensão, do que achar que possuímos alguém.
Que o encanto, e a maldição, das histórias é não se poder aferir se são reais ou não.
Que apaixonar-se é, antes de tudo, uma arte da imaginação.
Que os sedutores, em geral, são homens lidos.
Que amar é gostar da mesma música.
Que a coisa mais sublime que uma mulher pode fazer por um homem é participar, como cúmplice, de suas mentiras.

O livro é O burlador de Sevilha, do João Gabriel de Lima.

Ah, é!

E por que eu, uma leonina tão auto-confiante, estou deixando você fazer isso comigo?
E por que me sinto uma boba quando a gente conversa e depois fico com vergonha por ter falado tanta bobagem?
E por que eu não vou me meter com alguém do meu tamanho, em vez de procurar encrenca com quem é maior e mais forte?

Relacionamentos mal resolvidos

Por que a gente sempre gosta do que é mais difícil?
Por que a gente sempre prefere o que é proibido?
Por que a gente sempre quer o que é impossível?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Chupinhado do antigo blog do meu irmão inteligente

valendo um doce
(tirado de uma criança)

.por que crianças que falam demais aprendem piadas?

.por que crianças falam demais?

.por que crianças falam?

.por que crianças?

E tudo continua igual...

Mas muita coisa mudou.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sorte de hoje

A mudança é a lei da vida.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Engraçado

Fico pensando que passei muito tempo da minha vida nos lugares errados e com as pessoas erradas. Sabe quando você está rodeada de gente que não fala a sua lingua? E que por mais que você explique, não fazem a mínima idéia do que você está falando e nem o manor esforço pra tentar entender? E aí chega uma hora que você começa a se achar estranho, errado, com algum problema.
Mas agora eu ando rindo de tudo isso. É muito engraçado como a gente pode encontrar gente tão parecida com a gente, apesar de tão diferente ao mesmo tempo. Gente que em alguns meses de convivência parece que é amigo de infância, que te conhece desde sempre. Essa gente pode nunca ter contado como chegou até aqui, mas nem precisa, porque você sabe que grande parte do caminho foi o mesmo que você fez. E, por isso vocês se entendem tanto, e tão bem.

Médicos

"Acho altamente duvidosa a medicina preventiva. Acho que ela pode muitas vezes acelerar as doenças. Impedir que o corpo faça o serviço de torná-las crônicas ou curá-las. No nível do CTI, por exemplo, a coisa se torna filosófica. É a luta contra a morte sem escrúpulos. Retalham homens, colocam-nos dependentes de máquinas, etc, sem duvidarem se aquilo está certo, é o “procedimento”. Como se a vida valesse à pena de qualquer modo. A vida somente vale à pena em certas circunstâncias. Em Shakespeare, uma personagem morre pela honra, pelo amor, pela pátria, pela dignidade, etc. Há muitas coisas pelas quais vale à pena morrer. O dogma de colocar a vida no ponto mais alto da escala de valores humanos é altamente dubitável."
Domingos de Oliveira, no Blog Bravo!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Primeiras resoluções para 2009

:: dividir melhor meu tempo
:: não deixar que coisas ruins me abalem tanto
:: fazer um curso de gastronomia
:: aprender francês ou espanhol
:: voltar a fazer aulas de dança e sair mais pra dançar
:: cozinhar mais para os amigos
:: ler tanto quanto tenho lido, ou mais
:: ver mais filmes, principalmente os clássicos que ainda não assisti
:: manter os amigos que fiz neste ano
:: viajar mais, nem que seja só no final de semana
:: ir à Flip e ao festival de blues em Rio das Ostras
:: ir a mais shows
:: descobrir uma história que se torne uma obsessão
:: manter os quilos que ganhei no final do ano
:: ir mais ao parque Villa Lobos para andar de bicicleta
:: tomar café da manhã na padaria mais vezes aos domingos
:: ir a mais exposições de arte
:: ir mais vezes assistir concertos na Sala São Paulo, que é linda
:: assistir um espetáculo de dança e uma ópera, que eu nunca vi
:: ter foco
:: falar o que eu sinto, mesmo quando não for bom
:: pedir ajuda
:: não deixar para depois o que posso fazer na hora
:: aprender a fazer diálogos
:: variar
:: fazer um filme, nem que seja com o celular
:: conhecer (ou descobrir) o homem da minha vida (hahaha)
:: guardar dinheiro
:: morar em um lugar mais perto da civilização

:: me dedicar mais às pessoas que realmente gostam de mim
:: tirar mais fotos
:: ser menos birrenta
:: me valorizar mais, porque eu sou foda, mas não enxergo isso
:: ah, e ter paciência se tiver que fazer o que não gosto pra ter dinheiro pra fazer tudo o que gosto

Don´t you know you fool, you never can win


MixwitMixwit make a mixtapeMixwit mixtapes

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Porque é bonito, estranho, fofo e gostoso

Como a gente é boba

A gente sofre com cada besteira!
E o pior é que a gente sabe que é besteira e sofre mesmo assim...

Ai ai...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Um pouquinho de moda

Anualmente leio por aí novas-velhas versões da famosa lista de itens clássicos de um guarda-roupa. Camisa branca, vestido preto, aquela ladainha... Chegou a hora de exigir novas inclusões. A principal delas: uma camiseta de banda.

A "camiseta de banda" (termo que inclui cantoras, cantores, trios, instrumentistas, bondes, duplas etc) é um clássico incontestável. Sobrevive há décadas, em meio a tendências furadas e pirotecnias de temporada. A minha primeira eu ganhei de uma tia, aos 7 anos. Era da Madonna: uma foto PB da época de "Into the Groove", uma moldura de oncinha e rabiscos, em rosa e amarelo, bem 80. Usei até desbotar.

Depois vieram muitas: New Kids on the Block (hahaha, é verdade!), Sonic Youth, Cash, Guns, Manic Street Preachers, Jesus & Mary Chain, CSS, Bowie, bom, pencas. Algumas eu usei por cinco, seis anos. Agora estou querendo fazer uma da Dolly Parton e outra da (be-lís-si-ma) Grace Slick (do Jefferson Airplane).

Outro dia vi uma ótima, do Beethoven! A música clássica representa todo um filão ainda não explorado pela camiseta de banda. Assim como boa parte dos sambistas velha-guarda, das duplas sertanejas antigas, das cantoras "tipo noite", dos grupos de pagode... Já pensaram uma camiseta Cascatinha & Inhana? Eles foram nossos Johnny Cash e June Carter, gente (Cascatinha era filho de carroceiro, virou baterista de circo; ela o conheceu quando o circo passou por Araras, largou o noivo e fugiu com ele, tá?)!

Tem gente que compra camiseta de banda a partir do hype do momento. Enfim, fazer o quê, depois passa. O importante é que a maioria usa como se fosse assim uma camisa de time, sabe, com aquele fervor todo no coração. Às vezes a camiseta vira assunto, cria amizades, inimizades, inicia romances, junta novas bandas, ajuda a escrever histórias (ou a resgatá-las).

Além disso, pode ser feita com silk, numa das famosas lojas de estamparia da Galeria do Rock, com canetinha, tinta de tecido, fita adesiva etc A camiseta de banda, nesse sentido, é bem punk, sem grife, sem logo. Vale mais a força da canção.

Para a infelicidade de muitos, a camiseta de banda ainda é tida como coisa de criança, de adolescente. Bobagem. A MÚSICA é coisa grande. Ela desafia o tempo.


















Minhas camisetas de banda. A do Velvet, que é a banda que eu mais gosto, comprei no Mercado Mundo Mix e a do Arcade Fire, que eu conheço só algumas músicas, mas achei a estampa linda, comprei no site Reverbcity, que faz camisetas exclusivas de bandinhas "hype". Também comprei lá uma do I´m from Barcelona verde e linda, inspirada na música I have built a tree house, que tem uma casa na árvore, crianças e vários discos de vinil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cabeça vazia é oficina do diabo

Existem dois tipos de pessoas: as caçadoras e as pescadoras.
As caçadoras escolhem uma vitma, uma presa, e a perseguem obstinadamente até abatê-la.
As pescadoras jogam a linha com o anzol e puxam o que vier na primeira fisgada. Isso quando não preferem jogar a rede...

A Roosevelt e o X

Na Época.

Cubo Mágico

Sempre que visito o blog do Lucas encontro alguma coisa inspiradora.
Hoje, li uma frase dele que tem a ver com o que eu disse sobre agradecer por estar viva, em um dos posts anteriores:
"Pensando nisso, dá pra dizer que minha semana foi cheia de momentos inéditos por natureza. Logo, cheia de vida."