sábado, 30 de maio de 2009

Como eu sempre digo...

O importante é ser tranquilo e otimista...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Coisas que a gente não espera

1 - Essa semana fui ao show de uma banda que eu adoro com a minha amiga Adriana. Quando acabou, já estavamos no carro pra ir embora e ela lembrou que tinha esquecido o casaco no bar. Então voltamos, ela estacionou na frente e eu fiquei esperando no carro enquanto ela entrou pra buscar. Então, uma moça que eu não conhecia, me viu pela janela veio falar comigo: "Não é você que escreve o blog Pollyana Barbarella?" Eu perguntei como ela sabia e ela disse que era por causa da foto. Adorei! Pensava que só as pessoas que me conheciam entravam aqui. Foi legal saber que outras também leem as minhas besteiras. Ela dise que sempre entra, mas nunca comentou. Então pode comentar agora. :) 

2 - Ontem fui à Livraria Cultura da Paulista procurar um livro que eu ainda não sabia qual era. Chegando lá, estava meio perdida e resolvi pedir uma indicação. Aí liguei pra minha amiga Patricia, mas ela não atendeu. Hoje de manhã ela me mandou uma mensagem perguntando se eu tinha ligado e eu respondi que queria a indicação de um livro, de preferência que falasse sobre o amor. Ela respondeu: "A arte da guerra". Foi o ponto alto do meu dia. (Patrícia, tá vendo porque eu te adoro?"

3 - O segundo ponto alto do meu dia foi ler o último post do blog do Domingos de Oliveira em que ele diz: 
"Dando tempo ao tempo

Na verdade, o tempo é uma coisa em principio criada pelo homem, ele não é presente na natureza, mas na consciência humana. Se você vive, você diz que o tempo passa. Se você tem consciência, você tem a consciência do tempo, e ao mesmo tempo ele é o agente da sua morte. 

O ser humano nasce direcionado para a morte, sendo o Tempo o barco dessa viagem. Por outro lado, é um agente da vida, um Salvador. É costume dizer que o tempo encontra a solução para todos os problemas. Um exemplo simples, embora doloroso: Você está com uma mulher, mas você não consegue viver junto com ela porque você não confia nela. Porém, você não consegue viver sem ela. Se eu disser que não consigo viver com ela e nem sem ela, a lógica diz que a minha única solução é morrer. Certo? Errado. Mentira! Está faltando um dado na questão: o Tempo. Se você estirar seu problema no tempo, mil caminhos aparecerão: pode ser que eu deixe de amá-la, pode ser que ela passe a me amar, que as nossas coisas se resolvam, e todas as outras coisas intermediárias. Quando você estende as questões no tempo, elas mudam de feição, conteúdo e significado. O tempo é uma luneta mágica. A consciência é uma coisa que só existe quando foi perdida," Lei o resto aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mulher francesa

"A mulher francesa é naturalmente elegante. Ela fica pouco tempo cuidando de si, da aparência e mais tempo indo a museus, exposições, programas culturais. Você não vê uma parisiense na manicure ou no cabeleireiro com freqüência. São independentes e não escravas da beleza. É um charme natural que elas têm. O status para elas é cultura, estar bem informada, ter uma boa conversa. E não estar vestida com a marca tal."
Hiluz Del Priori

domingo, 24 de maio de 2009

Me contendo...

Vou ao cinema, leio um livro, vou aquele bar, peço uma caipirinha de limão, converso, canto, dou risada, escuto outras músicas, mas fico rodando em círculos e volto sempre ao mesmo lugar.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Raridade...

Insônia e milhares de coisas que são uma só passando pela minha cabeça...
Queria sair pra comprar um sorvete, um chocolate e um café. E sentir o friozinho da madrugada na pele. Ou então virar pro lado, abraçar e dormir.
Oi, tudo bem? Tudo bem e você? Tudo bem, mas tava morrendo de saudade. Eu também, como foi lá? Foi ótimo, mas senti sua falta. Mesmo? É, o tempo todo. Eu também. Pensei muito em você. Eu também, o tempo todo. Acho que a gente não consegue mais ficar separdo. Jura? É. E agora? Agora a gente faz o que tem que fazer. Você tem certeza? Você tem medo? Queria tanto ouvir isso. E eu queria dizer, mas dá um pouco de medo. Ah, mas acho que isso passa. Passa, né? Te amo. ...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Oi, tudo bem? Tudo bem e você? Tudo bem, saudade! É, eu também. Como foi lá? Divertido, depois te conto mais. Depois? É, andei pensando. Hum... Acho que foi um engano. Ah, é? É, não era pra ser assim. É, imaginei que você fosse dizer isso, acho que concordo mesmo com você. Ah, é? É. Por que? Ah, tenho muita coisa pra fazer ainda. É verdade, sei como é. Sabe? Acho que sei. Melhor assim, né? É. Tá bom, não me liga mais, então tá? Nem amigos? É, a gente não funciona assim. Então tá. É. Tá, um dia te conto mais. Tá bom. Tchau então. ...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Então

Como é mesmo o nome daquele cara daquea banda de rock famosa? Aquela que é considerada uma das melhores do mundo de todos os tempos? Deve ser esse aí mesmo que você pensou. Então, todo dia quando volto pra casa vejo um poster dele na parede de um apartamento no térreo de um prédio da minha rua. Fica um quarteirão antes do meu prédio, no caminho pro metrô. Até a semana passada eu sabia o nome desse cara e toda vez que passava e via o poster pendurado na parede do lado de um chapéu verde, estilo Peter Pan (que, por sinal, fica pendurado muito alto, numa altura em que não se costuma pendurar chapéus), eu pensava: olha, é o Fulano. Mas há alguns dias o nome dele sumiu da minha memória e agora toda vez que eu passo ali, como hoje por duas vezes, fico tentando lembrar. Mas não vem. O cara mora num apartamento de dois quartos. Mas parece que só um é usado. O outro está sempre com a janela fechada. E o primeiro tem umas prateleirars também muito altas, com roupas dobradas e livros e papéis. Tudo meio bagunçado. Se tem cama, de solteiro ou de casal, ou colchão no chão, eu não sei, porque a janela fica num nível mais alto que a rua. (Pelo estilo das outras coisas que vejo, imagino um colchão no chão com aqueles lençois sem jogo). Mas dá pra ver algumas coisas, como as que estão penduradas muito altas, pela janela de vidro. Um dia, só uma vez, o cara estava na janela olhando a rua. Eu olhei pra ele e falei no pensamento: Oi, tudo bem? Eu te conheço. Você é o cara que mora no apartamento do poster do Fulano de Tal que eu não lembro o nome e do chapéu verde, que não usa chapéu, pois ele está sempre pendurado muito alto. E você não deve assistir televisão, porque nunca tem na janela aquela luz azulada de televisão ligada, deve ler bastante, porque aluz sempre está acesa, e deve ter um violão, que não toca com frequência, porque nunca ouvi nenhuma música aí. Mas você tem cara e apartamento de quem toca violão. E de quem fuma maconha com os amigos. Apesar de a luz estar sempre acesa e não ter nunca movimento na sua casa, imagino que você tenha amigos que fumam maconha. É, com esse chapéu verde pendurado alto, esse poster do Fulano, essa luz sempre acesa e essa casa vazia, você tem cara de quem fuma maconha. Na verdade nem sei que cara o cara tinha, Não reparei. Mas hoje pasei de novo ali na frente e olhei pela janela. Mas a luz estava apagada. E eu fiquei com medo de estar andando na rua sozinha a essa hora da noite, com a luz pagada e apertei o passo, mesmo depois de já ter andado quase cinco quadras sem preocupação alguma. E o barulho das minhas botas de cowboy pisando na calçada ficou mais alta. E o ritmo da música na minha cabeça aumentou: "You keep saying you've got something for me something you call love, but confess. You've been messin' where you shouldn't have been a messin' and now someone else is gettin' all your best. These boots are made for walking, and that's just what they'll do one of these days these boots are gonna walk all over you." Cheguei em casa, subi no elevador me olhando no espelho e me achei bonita hoje. Não é que você fala a verdade quando diz que meus olhos são bonitos? E eu nunca tinha achado. Da minha boca eu sempre gostei, mas meus olhos? É, eles são bonitos sim. E eu fiquei pensando em como eu detesto o mar, porque ele só serve pra separar as pessoas.

domingo, 17 de maio de 2009

Um trechinho...

Ainda tô no começo, mas aí vai:

"Até então, eu não era propriamente infeliz. Mas tampouco era feliz. Tinha saúde, tinha momentos de alegria, mas passava a maior parte do tempo triste. Tolice, mentira, injustiça, sofrimento: fazia-se em torno de mim um caos muito escuro. E que absurdo eram os dias, a se repetirem de semana em semana, de século em século, sem levarem a parte alguma! Viver era aguardar a morte durante quarenta ou sessenta anos, patinando no nada. Por isso é que eu estudava com tanta dedicação! Só os livros e as idéias resistiam a tudo, só eles me pareciam reais.
Graças a Robert, as ideias baixaram à terra e a terra tornou-se coerente como um livro, um livro que começa mal, mas que acabará bem. A humanidade tinha uma direção; a história, um sentido. E minha própria existência também. A opressão, a miséria encerravam a promessa de seu desaparecimento. O mal já estava vencido; o escândalo, dispersado. O céu fechou-se sobre minha cabeça e os velhos temores me abandonaram. Não foi a poder de teorias que Robert me libertou deles; demonstrou-me que a vida se basta a si mesma, só com o ser vivida. À morte ele não dava nehuma importância, e suas atividades não eram entretenimentos: ele gostava do que gostava, queria o que queria, de nada fugia."

Os mandarins, Simone de Beauvoir

Vai saber...

Ando ansiosa. Com vontade de fazer muitas coisas. Fazendo algumas e outras não. Esperando alguma coisa que vai acontecer. Esperando alguma coisa acontecer. Espero que alguma coisa aconteça. Que uma coisa aconteça. Como a Christina do Woody Allen, sei cada vez mais o que não quero e, assim, chego cada vez mais perto do que quero. Quero ver a Fernanda Montenegro no teatro e, por isso, comecei a ler Simone de Beauvoir. Quero assistir Budapeste, por isso comecei a ler o livro do Chico Buarque. Quero ver Audrey Tatou como Chanel, mas parece que só estreia em agosto. Quero conhecer o Antoine Doinel, por isso nesse final de semana me dediquei a assistir aos filmes do Truffaut. Quero voltar a ir ao teatro tanto quanto ia no ano passado. Quero continuar encontrando meus amigos jornalistas para discutir assuntos essenciais à vida humana e para formular teorias com saleiros na mesa do Filial. Quero conviver com pessoas que não subestimem a inteligência, o bom-senso e o senso estético dos outros e que saibam que algo não precisa ser mediocre para ser compreendido. E que vejam a beleza além da banalidade e do óbvio. Quero ter forças para não me entregar à inércia, à acomodação de pensamento, à estupidez e à ignorância.
Amém!

É por essas e outras

Que eu admiro meu amigo (posso te chamar assim?) Lucas Pretti. A gente fez faculdade juntos, ele agora escreve sobre tecnologia no Estadão e faz teatro. Ele é um cara obstinado, que vai atrás do que quer, do que gosta e do que acha certo. Mas, acima de tudo, admiro o respeito que ele tem pela arte. Ele entende muito mais do que eu, mas me identifico com a paixão e entusiasmo com que ele fala sobre o assunto, encarando a arte como o que dá sentido à vida e ao mundo. Pelo menos é o que eu sinto quando conversamos.
Fazia tempo que eu não lia seu blog por pura falta de tempo e computador (e fui cobrada disso por duas vezes nas últimas semanas). Mas hoje, aproveitando o final de semana livre, dei uma passada lá e encontrei esse texto sobre a entrevista que ele fez como Hermeto Pascoal (sobre o qual ele já tinha comentado esses dias na Mercearia). Clica aqui. Só digo uma coisa: Lucas, você tem cacife para fazer o que quiser!


sábado, 9 de maio de 2009

E já está nas bancas...

a edição de maio da Moda Moldes. Pouca gente sabe como foi difícil, mas ao mesmo tempo delicioso, fazer essa edição. Mas ficou linda!
Tem um editorial que eu adoro, com mães e filhas reais (não modelos) usando as mesmas peças de roupa, que foi muito gostoso de fazer porque dava pra perceber que todo mundo estava se divertindo. Acho que por isso ficou tão bonito. E teve a participação da minha amiga Patricia Valim, que está linda com a fofa da Aninha nas fotos.

Ai que saudade...

do meu MacBook que morreu de coma alcoólico...

Mais...

A gravação tá ruim, mas eu adoro essa música.



E outra...



E mais uma...



Em junho eles lançam o terceiro CD, dessa vez com músicas próprias e, segundo a vocalista Natalia Mallo, com "coisas que você nunca ouviu igual".

Virada Cultural

Eles fizeram o melhor show. Adoro essa banda!


sábado, 18 de abril de 2009

:P

Esse blog tá abandonado.
Coitado...
É que a vida da autora anda muito movimentada.
Uau!

sábado, 11 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Que dia lindo!

Queria ir pra praia!

Mas acho que vou ao cinema...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Saudade...

dos meus amigos queridos que me mandaram beijos essa semana. E até do cara que me trata com grosseria sempre, porque é um grosso por natureza, mas pergunta de mim pra minha amiga e me chama pra churrasco.

Queria aproveitar esse post pra agradecer a todos vocês que me apoiam, mesmo sem saber, que me ensinam coisas, mesmo sem perceber, que conversam comigo, mesmo quando não sabem que eu estou precisando muito conversar (porque eu nunca falo que preciso, pq sou orgulhosa), que me escutam e me contam coisas porque confiam em mim. Se você está lendo isso, provavelmente é uma dessas pessoas.

E queria agradecer também, publicamente, à minha mãe e ao meu pai, que têm aguentado essa tranqueira há 27 anos e não desistiram nunca! E a Liu (a moça bem sucedida da família), que não tem nada a ver comigo, mas eu sei que me adora (e eu adoro ela tb), e ao Fael (o mais inteligente da família), que me acolheu na casa dele e me empresta o computador e me mostra músicas legais e tem um bom gosto incrível, e me empresta as calças dele, e foi o primeiro a ler a revista inteira com olhos críticos. Quando eu crescer, quero ser igual a vocês!

Parece agradecimento de Oscar, né? Que delícia!