quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Alguém me explica

O que significa quando uma pessoa que nunca acreditou no mal e nunca teve o azar de levar nem uma picada de pernilongo ao longo de quase toda a vida começa a sofrer uma série de acidentes seguidos em menos de um mês?
Eu nunca caí (pelo menos não depois que completei 10 anos de idade), nunca quebrei nenhum osso, nunca fui atropelada, nunca fui assaltada, nenhum passarinho nunca fez cocô na minha cabeça, nunca sujei minha roupa de macarrão na hora do almoço antes de uma reunião de trabalho, nunca fui atacada por cachorro, nem gato, nunca ganhei presente que não gostei, nunca tropecei na rua, nunca uma manicure tirou bife do meu dedo, e quase nem fico doente, nem gripe costuma passar perto de mim.
Mas tudo começou depois de um dos posts que escrevi há um tempo, no qual dizia que era uma pessoa de muita sorte, porque nada dava errado pra mim nunca. Eu estava trabalhando em uma editora que ficava em um lugar muito bonito e com pessoas muito bacanas. Um tempo depois disso, os caras chamaram a equipe e disseram que não tinham dinheiro pra pagar ninguém, que era pra gente aguentar trabalhando enquanto pudesse, pois nem dinheiro para pagar o nosso deslocamento até lá eles teriam. Resultado, tudo mundo abandonou a revista. E até agora nem o cheiro do pagamento pelos meus dois meses de trabalho. Depois, o dono da editora ainda nos chamou para conversar e insinuou algumas ameaças para que ninguém pensasse em processar a empresa.
Na mesma época, ainda tomei um perdido de um cara por quem estava apaixonada...
Mas o mais grave começou há umas três semanas e meia. Primeiro foi meu computador, meu Macbook novinho, que queimou, porque eu fiz a idiotice de derramar líquido em cima dele. Perdi tudo, minha vida...
Depois, foram dois tombos feios na sala de casa (um deles hoje), em uma semana e meia, uma garrafa de chapagne estilhaçada no chão e um acidente de carro. Um capotamento a 30 km por hora às 8h da manhã, na frente do meu prédio, cuja rua é uma subida. Poucos conseguiriam essa proeza.
Dois galos na cabeça, torcicolo, ombro ferrado, um corte no cotovelo, um corte na canela, alguns hematomas...
E eu juro que nunca desejei mal pra ninguém, pelo contrário, quem me conhece sabe que o que eu mais quero é ver todo mundo bem e feliz.
Acho que vou me benzer, tomar um banho de sal grosso, tomar um passe, acender uma vela, um incenso, sei lá... Tô até com medo de sair na rua - apesar de que nem minha casa parece mais segura...
Parece brincadeira, mas não é...

3 comentários:

Renata Calmon disse...

Vai num pai de santo, flor. Beijocas

Dri disse...

... foi a primeira coisa que minha mãe disse quando soube do seu acidente: "Credo, a Vivian está precisando tomar um 'passe'. Lembra que aquele dia ela estava com medo?". Tem um ditado popular espanhol que diz: não acredito nas bruxas, mas que elas existem...
Enfim.

Pri disse...

Força, Vivs!
Não some...
Beijo,