sábado, 13 de junho de 2009
Santo Antônio
Bem, é isso
Nos filmes, quando um casal se reencontra, depois de um tempo separados, os dois estão com os cabelos diferentes. Mas eu não quero mais escrever sobre a mesma coisa sempre.
E eu que nunca imaginei que fosse capaz de enlouquecer uma pessoa...
E eu que nunca imaginei que fosse capaz de enlouquecer uma pessoa...
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Ainda hoje
"Ele sabia que o amor doia ao princípio, tinha medo de quando deixasse de doer e ficasse igual a outra coisa qualquer. Por isso, disse-lhe logo à partida, não acreditava naquele amor que aparece pronto, arco-íris inesperado no fim de uma curva qualquer. 'O amor contrói-se', dizia ele, eficiente artista plástico. ' O encantamento vem da construção.' Ela tinha vontade de lhe dizer que é precisamente ao contrário, dessa insônia iluminada da alma a que se chama inspiração é que nasce a ideia, e depois a construção."
"Às vezes a rebelião consiste em deixarmo-nos ir com a maré, prescindindo da raiva, da luta, da tristeza, da alegria. O desprendimento, creio que essa é a grande revolução, o segredo futuro da intimidade que ainda mal tacteamos e que foi a secreta epopeia do século XX."
"'Todas as paixões são histórias de mortos, suicídios metafóricos', dizes-me tu, tantas vezes. 'Devíamos aproveitá-las como cursos de preparação para a morte, aulas de desprendimento'. Mas em cada abandono, em cada desilusão, em vez de desprendimento aprendemos o cinismo. Os namorados antigos aparecem para nos dizer, num ronco de motoenferrujada: 'Tornaste-te amarga, não eras assim. Tu não eras assim.' Antes nos dissessem, com clareza: 'Envelheces-te.' Para onde vão os primeiros beijos, os filhos sonhados pelos namorados efêmeros, o amor demasiado aflito para viver? Para o armazém das almas, lugar inútil que nos protege da utilidade da vida. Protege-nos dos seres reciclados que labutam na 'construção' de 'relações adultas' forjadas por 'interesses comuns', visando a 'estabilidade' e o 'progresso'. Quando são capazes de, sem que a mão lhes trema, isolar a paixão (tida por violenta e, portanto, passageira) do amor (tido por pacato e de confiança) as pessoas sentem-se criaturas maduras."
Carta a uma amiga, Inês Pedrosa
"Às vezes a rebelião consiste em deixarmo-nos ir com a maré, prescindindo da raiva, da luta, da tristeza, da alegria. O desprendimento, creio que essa é a grande revolução, o segredo futuro da intimidade que ainda mal tacteamos e que foi a secreta epopeia do século XX."
"'Todas as paixões são histórias de mortos, suicídios metafóricos', dizes-me tu, tantas vezes. 'Devíamos aproveitá-las como cursos de preparação para a morte, aulas de desprendimento'. Mas em cada abandono, em cada desilusão, em vez de desprendimento aprendemos o cinismo. Os namorados antigos aparecem para nos dizer, num ronco de motoenferrujada: 'Tornaste-te amarga, não eras assim. Tu não eras assim.' Antes nos dissessem, com clareza: 'Envelheces-te.' Para onde vão os primeiros beijos, os filhos sonhados pelos namorados efêmeros, o amor demasiado aflito para viver? Para o armazém das almas, lugar inútil que nos protege da utilidade da vida. Protege-nos dos seres reciclados que labutam na 'construção' de 'relações adultas' forjadas por 'interesses comuns', visando a 'estabilidade' e o 'progresso'. Quando são capazes de, sem que a mão lhes trema, isolar a paixão (tida por violenta e, portanto, passageira) do amor (tido por pacato e de confiança) as pessoas sentem-se criaturas maduras."
Carta a uma amiga, Inês Pedrosa
Quero agora! (Fashion Rio)
1 - Camiseta, hot pant e (principalmente) blazer Maria Bonita Extra
2 - Camisa e calça largona Apoena
3 - Blazer de peixe Victor Dzenk

4 - Calça e blusa largadonas Totem
5 - Blazer, shortinho e blusa Apoena, com composição de estampas na mesma cor
6 - Vestido Cavendish com a cintura marcada, pra quando precisar parecer séria
7 - Blazer e calça Mara Mac
8 - Pra usar com a blusa Cantão
9 - ou com o maiô Lenny
10 - que também ficaria legal com a saia Graça Otoni
11 - Vestido mega fofo Maria Bonita Extra
12 - E macaquinho fofo da mesma marca
12 - Vestido Totem com estampa de cortina antiga
13 - Saia de cintura alta Redley
14 - Macacão soltinho Mara Mac, chique e confortável
15 - Calça e blusa Sta. Ephigenia (adorei a combinação de cores e os paetês)
16 - Blusa linda Sta. Ephigenia (gosto da calça também)
17 - Maio Totem
18 - E o look Walter Rodrigues, superchique
2 - Camisa e calça largona Apoena
3 - Blazer de peixe Victor Dzenk
4 - Calça e blusa largadonas Totem
5 - Blazer, shortinho e blusa Apoena, com composição de estampas na mesma cor
6 - Vestido Cavendish com a cintura marcada, pra quando precisar parecer séria
7 - Blazer e calça Mara Mac
8 - Pra usar com a blusa Cantão
9 - ou com o maiô Lenny
10 - que também ficaria legal com a saia Graça Otoni
11 - Vestido mega fofo Maria Bonita Extra
12 - E macaquinho fofo da mesma marca
12 - Vestido Totem com estampa de cortina antiga
13 - Saia de cintura alta Redley
14 - Macacão soltinho Mara Mac, chique e confortável
15 - Calça e blusa Sta. Ephigenia (adorei a combinação de cores e os paetês)
16 - Blusa linda Sta. Ephigenia (gosto da calça também)
17 - Maio Totem
18 - E o look Walter Rodrigues, superchique
Meus preferidos do Fashion Rio
terça-feira, 9 de junho de 2009
Comentários em blogs alheios (ou quem procura acha)
Se eu fosse descontrolada, jogaria o porta-retrato no espelho, daria um soco na parede, quebraria o abajur no chão. Se eu fosse emotiva, me jogaria na cama e começaria a chorar. Se eu fosse impulsiva, pegaria o telefone e faria uma ligação. Mas adiantaria alguma coisa? Então olho pro teto, engulo seco e troco de site.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Ai, como eu sofro! (ou, Vai entender!)- relatos de relacionamentos que estranhamente não deram certo
- Cara, eu tô apaixonado por ela. É a mulher da minha vida. Quero casar e ter filhos com essa garota.
A Marcela já estava se cansando de ouvir essa conversa do Ronaldo, que não virava mais o disco desde que tinha conhecido a sua amiga Camila. A Camila era mesmo incrível. Uma menina descolada, com uns olhos azuis lindos e um sorriso constante que ofuscava tudo ao redor quando dava suas gargalhadas contagiantes. E, além de tudo, era divertida - inteligente e irônica. Até demais pra ele.
Todas as vezes que eles se encontravam em uma dessas saídas pra reunir amigos, ele dava um jeito de ficar perto dela. E conversava, e falava. E ela nada. Depois, ele alugava mais ainda a Marcela. E a Marcela contava tudo pra Camila. Não forçava nada, não fazia propaganda, nem insistia, no fundo nem achava que os dois tinham muito a ver.
Um dia combinaram de ir a um bar pra assistir Santos x São Paulo, os três e mais um amigo do cara. Depois de algumas cervejas, o jogo acabou e resolveram ir embora. No carro, Camila cochicou pra Marcela: "Quero ficar com o Ronaldo." Quando chegaram na frente do prédio da Marcela, ela disse: "Vocês não querem subir? É cedo ainda e tenho umas cervejas na geladeira."
A Camila tinha decidido se desenrolar de ouros dois casinhos que já tinha há algum tempo, mas que não iam nem pra frente nem pra trás, e o Ronaldo até que era divertido e bonitão. Tinha um certo charme. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, principalmente quando a gente tá carente.
Subiram. Ficaram um pouco na sala, a Marcela fazendo um social. Pra deixar os dois sozinhos, depois de uns 15 minutos ela falou que ia pro quarto dormir. Mas ainda tinha o amigo vela. Decidida e sem paciência, a Camila falou: "Então, acho que essa sala tá pequena demais pra nós três. E o mala, em vez de se tocar e cair fora, foi pro quarto tentar se dar bem com a Marcela. Ficou fazendo cafuné no cabelo, falando um monte de bobagens... Tudo errado! Marcela, que sempre teve pavio curto, tratou de dispensar sutilmente o mané: "Quero dormir, sai daqui e não me enche o saco!". O coitado, conformado, foi deitar na cama de solteiro ao lado.
Na sala tudo aconteceu conforme o esperado e o Ronaldo foi embora contente (e ainda mais apaixonado) quando o dia já ameaçava nascer. Só que homem apaixonado é pior que mulher e a Marcela teve que continuar ouvindo nos dias seguintes a mesma ladainha: "Ela é a mulher da minha vida!". Achava bonitinho, afinal homem apaixonado hoje em dia é coisa rara, e conhecia de outros carnavais o jeito cafageste do amigo. "Pelo menos uma alma masculina convertida", pensava.
Continuaram saindo juntos. Ele mandava mensagens no celular no dia seguinte e se dizia cada vez mais apaixonado. Ela também estava gostando. Conversavam bastante, o beijo era bom e se divertiam juntos falando besteira. Na segunda quarta-feira depois da primeira saída, combinaram de tomar um chope depois do trabalho. Lá pelas 18h, Camila recebeu uma mensagem dele: "Deu um pepino aqui no escritório e vou ter que sair tarde. Depois te ligo". OK. Ela que já estava no pique de sair, ligou pra Marcela e foram com mais uma amiga a um bar num programa de meninas. Uns 15 minutos depois, o celular da Marcela toca: "Ia sair com a Camila hoje, mas deu um rolo aqui e não tenho hora pra ir embora. Fiquei super chateado". "Ah, tudo bem, ela vai entender, acontece". "É, queria encontrar com ela, mas amanhã eu ligo e a gente combina outra coisa".
Chegou amanhã e Camila recebeu uma mensagem: "Vou viajar no final de semana, mas volto cedo no domigo pra gente passar a tarde juntos." Ela soriu, respondeu que OK e ficou esperando a volta dele. Passou sexta, passou sábado e nenhum contato. Domingo ela mandou uma mensagem pra ele: "E aí, que horas você chega?". A resposta? Nenhuma. Nem no outro dia, nem no outro.
A última notícia que ela teve dele, duas semanas depois, foi que estava passando férias no Nordeste.
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