quarta-feira, 28 de maio de 2008

21h

Só para variar, esse é mais um post escrito na solidão da espera de uma amiga.
Mas hoje~não consigo escrever nada. Não porque me falte assunto ou porque me faltem idéias. Pelo contrário. Minha mente está fervilhando a ponto do meu corpo se sentir incapaz de suportar o peso dos pensamentos.
O que me falta neste momento é a capacidade para organizá-los. E nessa desorganização as idéias passam na minha frente, pairam leves como beija-flores e, velozs como eles, voam para longe antes que eu possa agarrá-las.
Eu podia escrever sobre como o romance Senhora, de José de Alencar, que li aos 15 anos, influenciou a minha concepção de amor e minha vivência do sentimento.
Poderia escrever sobre quais foram os maiores elogios que já recebi na vida, por mais que não parecessem elogios. Poderia escrever sobre como me emocionei ao ver o álbum montado por uma amiga, que relata sua vida e a formação de sua personalidade, influenciada pela religião, mas com conceitos próprios sobre tolerância e aceitação da individualidade, cheia de idéias próprias e independente, mas coerente com sua educação.
Ou sobre como outra amiga que está tão longe permanece presente a cada dia, mas mesmo assim me faz uma falta enorme, que chega a me levar às lágrimas. Ou ainda sobre um livro de cartas de Rilke, que estou lendo e reforçou minhas idéias polianicas de como a solidão, a tristeza e o sofrimento devem ser encarados comalegria, pois são os momentos que nos proporcionam maior oportunidade de crescimento e nos engrandecem.
Mas talvez nada disso seja tão relevante. Ou talvez o ambiente tumultuado em que estou e o pequeno espaço destas páginas de papel não sejam os mais adequados para desenvolver estas idéias.
Por isso, paro por aqui e espero...

Um comentário:

Irajá do Campos disse...

Eu acho que os textos que você escreve são conmovedores