domingo, 18 de maio de 2008

Sensação e compreensão (retomando)


O que é mais importante na arte e o que faz com que algo seja considerado arte?


Alguns acham que o que importa é a forma, outros o conteúdo e há alguém ainda que diz que o importante é fazer o espectador pensar, transmitir uma ideologia.


Pra mim arte é o que desperta algum tipo de sensação ou sentimento no espectador. Despertar, no dicionário, significa fazer sair do estado de torpor ou de inércia, fazer readquirir força ou atividade, provocar, excitar, estimular, é o ato ou efeito de abandonar a indiferença, a inatividade, ou de iniciar um processo.


Assim, estimulando sensações e sentimentos em quem aprecia, a arte abre caminho para um novo olhar, um novo pensar, ou o pensar sobre um novo objeto não observado antes. Mostra novas perspectivas, que podem ou não ser aceitas e incorporadas, mas que, no mínimo, geram um certo questionamento, um “Como eu não tinha pensado nisso antes?” ou um “Não, isso não é bem assim”. Dessa forma, idéias novas serão adquiridas ou idéias já existentes serão reforçadas, ampliando horizontes.


Por esse motivo, para aproximar o espectador da obra é preciso abordar sentimentos universais e elementares, pertencentes à essência do ser humano desde que ele habita a Terra. Paixão, amor, raiva, medo, desejo, ausência, ou a combinação de tudo isso. Mesmo que o objetivo seja transmitir uma determinada idéia que, aparentemente possa não ter relação com esses sentimentos, é estimulando a sensibilidade do espectador que se tem a maior chance de cumprir a tarefa de modo eficaz.


Com relação ao observador, é necessário que esteja disposto a abrir a mente e o coração. A técnica é apenas a superfície, o meio é apenas o caminho. Arte não é para entender é para sentir. É essencial que se vá além. Somente sentindo, é que se consegue ter a compreensão de seu significado.

Um comentário:

Irajá do Campos disse...

Bueno, ya que tocas el tema del arte y del espectador, quiero hacerte unos comentarios. Cuando yo quiero hacer un trabajo, que por lo general hace parte del llamado Arte público, el espectador es bien importante, al que yo me dirijo es ese transeúnte que va rápidamente por la calle, es aquel usuario del metro, es aquel va de paso por el pasillo de una institución cultural. La pregunta es Cómo llamo la atención del que sólo sigue su trayecto y no presta atención a nada de lo que le ofrecen?. Pues mi idea es dirigirme a él como individuo desde diferentes ámbitos: social, económico, político, religioso y desde el mismo arte. El transeúnte responde deteniendo su marcha, recibiendo un flayer, leyendo un texto que evoca la vieja ciudad y trae a la memoria colectiva esos sonidos de las máquinas y esas ruinas de las fábricas que en un momento fueron el impulso del desarrollo económico de la ciudad. El público mira la imagen del indigente que duerme entre los muros ahumados y con graffitis de la ruina y que igual que ella es el desecho que la ciudad va dejando a su paso.
Sin público, es decir, sin recepción es difícil que una obra trascienda más allá de su autor y de su materialidad: la técnica, la forma, el contenido son factores que confluyen como un todo, pero no siempre la obra tiene que significar algo o ser provocadora, en esto podríamos quedarnos; de todas formas, para hacer una lectura o asistir a una obra de arte el público tiene que estar abierto, es decir, estar dispuesto a escuchar lo que la obra le está diciendo, a sentir con el color, a ver los cuerpos y las imágenes en movimiento que ruedan una y otra vez o a simplemente a dejarse llevar.